
Há quem lhe chame linguagem inclusiva. O cidadão comum chama-lhe parvoíce. Para a malta do politicamente correcto vale tudo e mais um par de botas para não chamar às coisas aquilo que elas são. Ou às pessoas, no caso. Se o cidadão é cigano – ou aparenta – chamar-lhe outro nome parece-me, isso sim, ofensivo. Até porque, toda a gente sabe, qualquer cigano tem orgulho de o ser. E faz, naturalmente, muito bem em orgulhar-se disso. Andar à procura de sinónimos ou expressões que substituam a referência às características do cidadão é que, para além de ridículo, se afigura discriminatório.
Percebo, no caso em apreço, a opção de quem elaborou a noticia. Outros nem sequer teriam mencionado a "aparência". Quem tem cú tem medo e a PIDE da linguagem está cada vez mais vigilante.
Convenhamos que é uma forma hábil de contornar o 'exame prévio' dos nossos dias...
ResponderEliminarA Rádio Campanário não sabe mais?
ResponderEliminarCumprimentos, caro KK.
Pela notícia achei que era de origem romena
ResponderEliminarBeijinhos, Kruzes
Feliz Dia
ResponderEliminarOu romana... ainda pensei fazer uma piadola com gauleses!
Cumprimentos
Sabe. Sabe muito, até!
ResponderEliminarCumprimentos
Verdade... reconheço que os jornalistas são as primeiras vitimas dos policias da linguagem, mas podiam dar luta!
ResponderEliminarCumprimentos
Este sentimento de impunidade e vitimização origina estas ações. Não há cidadãos nem de primeira nem de segunda. Agressão é crime público.
ResponderEliminarLamento, mas um cidadão que parte deliberadamente os dentes a outro por um motivo fútil não é seguramente um cidadão de primeira. Para mim é para aí de nonagésima quinta...
ResponderEliminarCumprimentos