quinta-feira, 26 de maio de 2022

Irritação, precisa-se

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Calculo que os meus leitores já terão reparado que, de há tempo a esta parte, tenho escrito aqui no Kruzes muito menos do que era habitual. O alivio que lhes tenho proporcionado deve-se, por um lado, à agricultura da crise e, principalmente, aos baixos níveis de irritabilidade de que ando a padecer. Quem me segue com regularidade já terá percebido que a irritação inspira-me. Torna-me os dedos mais leves, digamos assim. Coisa que, ultimamente, não tem acontecido. Apesar de temas capazes de despoletar a minha ira surgirem quase todos os dias, estou com manifesta dificuldade em irritar-me. Oxalá isto passe depressa. É que começo a ficar preocupado. Para que se perceba a dimensão do drama, nem sequer me consigo irritar com aquelas pessoas – e, espantosamente, são muitas - que insistem em chamar palhaço ao presidente da Ucrânia, apesar de terem votado no Marcelo. Sei que é esquisito, mas só me consigo rir. As melhoras a mim, porque essas criaturas são casos clinicamente perdidos.

5 comentários:

  1. :)))) gosto muito do Marcelo e o de Zelensky e detestei até hoje alguns presidentes nossos que não é preciso referenciar.
    Fazes bem em dedicares mais o teu tem de lazer n "cultura da crise:)
    Abraços e um bom fim de semana

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  2. Detesto o Marcelo. Não votava nele nem para representante do condomínio.

    Bom fim de semana!

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  3. Anónimo1:49 p.m.

    Creio ter deixado um comentário que não aparece. Em frente que atrás vem gente.
    O escrever pouco não significa ter menor importância. O contrário também é válido.
    Fala-se aqui em Marcelo e em Zelensky. Não são misturáveis mas, ainda assim, é-me dada a oportunidade de chamar a ambos ... oportunistas.
    O primeiro, pelo que está a fazer na 'tugalândia'. Depois do primeiro mandato, todo ele 'selfies' e abraços, um segundo onde o presidente cá do burgo está a ser (e a mostrar-se) exatamente o que é e como é. O segundo é um político, ator, roteirista, comediante e produtor/diretor cinematográfico. E nas horas vagas, arma-se em herói, esquecendo-se do mal que já fez a muita gente no país que se chama Ucrânia.
    Entre um e outro escolho, se me é permitido, o do meio.
    Cumprimentos, caro KK.

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  4. Marcelo, no caso da visita do primeiro ministro a Kiev e não só, foi inconveniente e de uma falta de sentido de Estado e de juízo sem limites. Ou então quer tramar o Costa. O que, vindo de um PR, é a mesma coisa.
    Zelenski, nas actuais circunstâncias, não podia fazer diferente. É nestas alturas que se distinguem os homens dos ratos.
    Cumprimentos, caríssimo.

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  5. Desejo-lhe, sinceramente, as melhoras. Decerto que não é covid.

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