segunda-feira, 15 de março de 2021

E um palavrão inclusivo, arranja-se?

Vai por aí uma poluição de planos, manuais e parvoíces diversas acerca de inclusão, cidadania e outras idiotices que até aborrece. Quase todas, como não podia deixar de ocorrer, oriundas do sector público. O que, naturalmente, não admira. No privado trabalha-se.


Gosto daqueles planos municipais acerca destes assuntos onde, ao longo de largas dezenas de páginas, se consegue dizer nada. É uma arte, reconheço. Mas, na verdade, o que me diverte são os manuais de linguagem inclusiva que muitos organismos públicos – lá está, têm de se entreter com alguma coisa – adoptaram para uso nos respectivos serviços. A malta que escreveu aquelas baboseiras merece o meu respeito. E admiração, também. Inventar que os gestores são “pessoas em cargos de gestão”, ainda vá. Disso até eu era capaz. Já substituir o tradicional obrigado por “agradeço” é que é uma cena muito à frente. Coisa, até, para deixar os estrangeiros que nos visitam um bocado baralhados. Mas arrojada mesmo é propor a substituição de trabalhadores por “população que trabalha”. Duvido que o PCP concorde.


Há, ainda assim, uma falha nesses manuais modernaços. Apesar de ter procurado afincadamente, não localizei em nenhum deles a maneira inclusiva de mandar essa malta para o car%&#o.

8 comentários:

  1. Só inventam para serem diferentes ...

    Beijinhos Kruzes
    Resto de Dia Feliz

    ResponderEliminar
  2. Não conheço os manuais e os exemplos que dás são mesmo de quem não tem mais com que se preocupar. O teu final originou uma tremenda gargalhada:))))
    Abraços e um bom dia

    ResponderEliminar
  3. Anónimo1:25 p.m.

    Chamem o polício!

    ResponderEliminar
  4. Não precisavam era de aborrecer...São uns "chates"!

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  5. Isto é o que dá qualquer burro chegar à universidade, nem que seja para tirar aqueles cursos da treta que apenas dão para "trabalhar" no Estado. Depois como não sabem fazer nada de útil colocam as criaturas a elaborar estas macacadas!

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  6. Policio?! No masculino? Vá de retro, seu machisto!

    ResponderEliminar
  7. Estando a abordar a inutilidade, envio-lhe a minha douta opinião.
    O Corta-Fitas, há meses, e o blasfémias há semanas, dão cada um o seu palco a nulidades. Gente com percurso 'manhoso' e com muitos zeros à esquerda. Que nem escrever sabem, quanto mais pensar.
    E eu, que nunca apreciei laparotos, fico adoentado.
    Caro KK, mais vale só do que mal acompanhado, diriam as nossas avós.
    Abraço

    ResponderEliminar
  8. Esta coisa da tal linguagem inclusiva, como também diria a minha avó, é o resultado de fazerem doutor um qualquer burro...

    ResponderEliminar