A propósito daquela conversa demagógica, duma sueca qualquer, acerca dos impostos que os reformados suecos que escolheram o nosso país para viver não pagam, vai por aí uma discussão absolutamente idiota e reveladora da ignorância dos portugueses acerca destas matérias. E, já agora, não consigo deixar de notar um certo discurso de ódio. Se bem que, como todos sabemos, discurso de ódio é o que a esquerda disser que é discurso de ódio.
Vou deixar de lado todas as vantagens inerentes à vinda de estrangeiros ricos, endinheirados ou, simplesmente, com boa capacidade económica e de consumo. Sejam eles reformados, trabalhadores qualificados ou investidores. Elas são evidentes e só as não vê quem não quer ver. Que a ideia do governo, no sentido de limitar ao interior os incentivos à sua vinda, é de elogiar, também me parece que apenas um parvo não entende. Aliás, se as vantagens em termos cá esta gente não fossem mais que muitas não andavam tantos países atrás deles para os convencer a mudarem-se para os seus territórios.
A principal critica têm a ver com os benefícios fiscais que lhes são oferecidos. Os exemplos para justificar essa critica deixam-me boquiaberto. Então aquela do português e do reformado sueco lado a lado no hospital, a beneficiarem do mesmo SNS que um paga e outro não, constitui uma pérola que merece ser guardada para memória futura. Nomeadamente para quando alguém se lembrar de substituir “reformado sueco” por “indivíduo que não paga impostos, vive à conta dos subsídios do Estado, ostenta diversas peças em ouro e deixou a viatura topo de gama à porta do hospital”.
Concordo com o que dizes!
ResponderEliminarBeijos e um bom domingo
Obrigado.
ResponderEliminarBom domingo!