sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Histerismo da moda

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Que esta história do racismo está na moda e que dá de comer a muita gente, não constitui nenhuma novidade. Já anda por aí há muito tempo. Tanto que, caso quisessem, as organizações que passam a vida a condenar alegadas práticas racistas já podiam ter dado orientações no sentido de evitar que essas práticas ocorressem nos eventos que organizam. Mas não o fazem. Nem, desconfio, lhes interessará faze-lo. O caso do futebol, por exemplo. A FIFA podia ter já dado indicações precisas aos intervenientes no jogo acerca de situações que não valem a ponta de um corno mas que depois, devidamente apimentadas, se transformam em escândalos à escala global.


Imagine-se o seguinte cenário. Num desafio entre o Borundi e a Guiné-Bissau, com uma equipa de arbitragem oriunda do Quénia, está no banco de suplentes da equipa da antiga colónia um jogador branco. Ao todo são dez pessoas, todas vestidas de igual e todas, insatisfeitas com a sua actuação, insultam o juiz da partida. Se o branco* for o mais efusivo, como é que o quarto árbitro vai explicar ao chefe equipa, de forma rápida e objectiva, qual é o elemento a expulsar? Alguma, certamente, haverá. Convinha era todos sabermos. Ou, pelo menos, quem anda lá dentro. Só para depois não andar para aí tudo histérico.


*Provavelmente usar a palavra “branco” será considerado racismo, mas não encontro uma maneira melhor de expressar com clareza** a minha ideia…


**Porra, outra vez!

3 comentários:

  1. É isso mesmo

    Beijinhos Kruzes
    Feliz Dia

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  2. Álvaro silva5:12 p.m.

    Já que estamos numa de desporto. (pessoalmento prefiro deslisboa) começa a estar na hora de sanear a modalidade olímpica de Tiro ao Alvo, passando a chamar-se de Tiro ao Negro, para ficar tudo mais conforme. Já agora mude-se também a modalidade de Tiro aos pratos para.... Tiro ás pratas.... Sempre era mais rentável. Isto é cada vez mais uma escarumbada!

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