quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Profunda é a tua tia...

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Alentejo profundo. Outra vez. Porra pá, estes gajos aborrecem. Agora é Arraiolos a receber a distinção. Não sei se a besta que redigiu a noticia sabe, mas aquela localidade fica a cento e vinte e três quilómetros de Lisboa. Que será, presumo eu, o ponto que serve de referencia para calcular a profundidade às alimárias que não se conseguem referir ao Alentejo sem acrescentar o adjectivo profundo. Isto partindo do principio que a distância até à superfície se mede de lá para cá. Por mim prefiro pensar – só para os contrariar, senão era igual a eles – que a profundidade se devia medir de cá para lá. É que, parecendo que não, nós estamos muito mais perto do centro da Europa do que Lisboa. No meu caso, uns cento e setenta quilómetros mais próximo. Ora toma, ó estagiário.


E, já agora, rotular qualquer terra desta região como sendo do Alentejo profundo parece-me configurar assim uma espécie de estereotipo. De preconceito, até. Uma afirmação de alguém que pensa habitar num lugar mais elevado, com um cheirinho a discriminação e que revela um sentimento de superioridade. Se fosse o Ventura a dizer tal disparate era coisa para classificar como discurso de ódio, ou isso. Assim é só mais uma bacorada do jornalismo fofinho.

10 comentários:

  1. Também não entendo essa do "profundo" deve uma nova expressão usada sem nexo.

    Abraços e um bom fim de semana

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  2. Discriminação Kruzes ...


    Beijinhos
    Feliz Dia

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  3. Completamente de acordo, profundo nem chega a ser a maioria dos artigos sobre o meu Alentejo.

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  4. E já hoje a ouvi outra vez num telejornal qualquer! Nao tem noção do ridiculo, esta gente...

    Bom fim de semana!

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  5. É o que sinto quando ouço isso. Um dia destes faço queixa ao provedor, à ERC, à CIG e a mais uns quantos comités...

    Bom fim de semana!

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  6. No dizer daquela gente todo o Alentejo è profundo. Deve ser uma imensa mina...

    Cumprimentos

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  7. Anónimo12:41 p.m.

    Profundo? Ainda se houvesse metropolitano por essas bandas!?!? Mesmo assim, teria que ser daqueles que andam debaixo do solo!.

    Não há pachorra, caro KK.

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  8. Anónimo2:23 p.m.

    Espantadíssimo! Desde a minha escola primária, já lá vão 60 anos que o Alentejo era composto de charnecas e planícies! Ora se desde aí começou a ir prófundo desconhecia, mas pensando melhor deve de ter sido um efeito colateral da Reforma Agrária. Ainda bem que agora andam por essas bandas uns compadres a encher balões de vento quente. Há quem lhes chame balonistas e andam a ver o Alentejo do céu. Pode ser que contrariem o profundo e o elevem o Alentejo pró céu com umas cordas atadas ás sobreiras e azinhos e assim volta tudo ao que era. Para bem de todos

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