domingo, 11 de agosto de 2019

Camionistas e outros grevistas

Acerca da greve dos camionistas penso o mesmo do que relativamente a todas as greves em que o alvo – ou a vitima, se quisermos – não seja única e exclusivamente a entidade patronal. Seja qual for o sector de actividade que resolva ficar inactivo. Não respeito os grevistas e penso deles o pior possível. Não aceito que numa greve – por exemplo dos transportes, na saúde ou na educação – sejam os utentes, os doentes ou os alunos a sofrerem as consequências. Sem, obviamente, terem patavina de culpa. Enquanto o patrão Estado fica apenas com o “encargo político”. Seja lá isso o que for e valha o que valer. E valerá muito pouco se, como actualmente, a máquina de propaganda souber tornear a coisa.


Nisto dos camiões tenho apenas, no plano teórico, uma inquietação que não pára de me moer. O que estaria a acontecer se o governo ainda fosse o do Passos Coelho? Nem consigo imaginar. Tão pouco quero. Devíamos estar à beira da guerra civil ou de algo ainda pior, na certa. Quanto ao resto estou-me nas tintas. Espanha é já ali.

4 comentários:

  1. Sou totalmente contra qualquer greve, melhor dizendo nunca participei em nenhuma. Hoje não me "aquenta nem arrefenta" mas numa altura em que Portugal está recheado com emigrantes e turistas acho que não deveriam fazer. O Pardal com rabos de palha e o tal Coelho do outro sindicato, a meu ver e com todo o respeito direi que querem é protagonismo pelos motivos que sabemos. Pois Espanha é já ali e nisso estás com sorte amigo ao invés de muitos.
    Também pergunto a mim mesmo se ganham mal e querem aumentos, etc, etc...a coisa deve ser mais além e ou não lhes deve fazer qualquer diferença a não remuneração dos dias da grave.
    Também te digo se fosse a governação de Passos coelho a coisa seria ainda mais e radical.
    O actual esteve está bem na sua actuação.

    Beijos e boa semana

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  2. Se isto fosse no tempo do Passos ninguem calaria a extrema-esquerda. Assim como estão do lado do governo estão mais caladinhos que um rato.

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  3. Anónimo5:46 p.m.

    É muito simples. Pelos vistos (o pr nunca se engana) há pilim para acrecentar 700 € aos supimpas ordenados duns muitos funcionários que não são públicos: são só deles. Porque não aplicar a mesma receita aos 800 (parece) que têm uma carta especial com curso particular e pintas?

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  4. Isto da greve dos camionistas deve ter custado a engolir a comunas e a outra fauna de esquerda...

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