
Nas últimas semanas humoristas, canalhas das novas causas e, até, pessoas sensatas têm andado em compita para ver quem consegue dizer – ou escrever – o pior acerca do juiz Moura, ou lá como se chama o homem. Ora, como se sabe, quem disputa não mede bem as palavras e, vai daí, a linguagem utilizada na apreciação do trabalho do meritíssimo foi de tal ordem que o magistrado se terá sentido ofendido.
A situação reveste-se de alguma comicidade porque, agora, não faltam criaturas a manifestarem-se ofendidas por o juiz ter ficado ofendido. Reclamam-se, até, no direito de dizer coisas que potencialmente ofendam pessoas. É a liberdade de expressão, argumentam. O que, diga-se, constitui um excelente e inatacável argumento. Que, como os que têm a paciência de me ler muito bem sabem, não me canso de usar. Nomeadamente quando reclamo para mim o direito de escrever coisas que potencialmente ofendam paneleiros e invertidos em geral, ciganos, pretos, muçulmanos, judeus, políticos, sportinguistas ou qualquer outra minoria de que eu não goste.
Eu aceitaria na liberdade de expressão as decisões de Neto Moura sem ir a pormenores ou justificações das suas decisões jurídicas bastante controversas. A violência doméstica, homem ou mulher, é um flagelo terrível e deve ser tratada e julgada numa isenção total e condenar quem o merece sem frases polémicas e completamente desastrosas. Sabemos todos o que é praticado em muitos países em que a mulher é tratada como lixo, mas caramba estamos em Portugal e um juiz provocar polémica jamais o deveria fazer. Poderá dizer o que pensa com amigos e em conversas agora num tribunal, desculpa mas não aceito.Promete levantar processos a quem o criticou o que respeito e se assim o entender que o faça mas também nós povo deveríamos contestar as decisões judiciais de muitos em casos violentos. e aqui junto a pedofilia, em que se protege mais, muito mais o(a) agressor do que a vitima.
ResponderEliminarTu também estás no direito de dizeres/criticares o que referes e também deverás aceitar uma critica, tal como eu o deva fazer e o resto é paisagem.
Um abraço e boa semana
O meu foco, neste post, tem apenas a ver com a liberdade de expressão que os potenciais acusados de calunia pelo juiz estão a argumentar em sua defesa. E que, tirando um ou outro caso que entre no domínio da falta de educação, me parece mais do que adequado. Mas convém termos memória e recordar, por exemplo e entre outros, aquele cavalheiro que foi multado pela CIG e alvo de queixas em tribunal quando chamou uns certos nomes às esganiçadas. Ou isto da liberdade de expressão apenas serve para os engraçadinhos de esquerda?! Violência doméstica, contra professores, policias, idosos é outra questão de que o meu post não trata.
ResponderEliminarBoa semana!