
A diferenciação entre o vencimento mínimo na função pública e o salário mínimo nacional tem causado um sentimento generalizado de indignação. Nem vou – não estou para isso, até porque lavar a cabeça a burros é gastadouro de sabão, como garantia a minha avó – perder tempo a explicar a diferença entre uma coisa e outra. Limito-me a constatar que, relativamente aos enfermeiros, ninguém questiona ou sequer se parece importar com a disparidade de ordenados entre os que trabalham para o Estado e os que labutam na iniciativa privada. Diferença promovida, note-se, pelo próprio sindicato e demais órgãos representativos. A menos que estas associações só representem os do público e se estejam nas tintas para os colegas do privado. É, pelo menos, o que infiro das tais greves cirúrgicas apenas estarem a ser feitas nos hospitais públicos.
Ainda a propósito das reivindicações de melhoria salarial dos enfermeiros. Não sei se já alguém reparou mas, a serem aceites, aumentariam de forma acentuada os custos dos SNS. Às tantas ficaria ainda muito mais barato contratualizar todas as prestações de serviços de saúde com os privados. Fazer estas contas e equacionar essa possibilidade parece-me ser o mínimo que se pode exigir a quem tem obrigação de zelar pela saúde dos portugueses e pelo dinheiro dos contribuintes.
Digo-te apenas que é vergonhosa esta greve dos enfermeiros e a meu ver deve haver algo escondido com o rabo de fora-privado!!!
ResponderEliminarSeguram os serviços mínimos? O tanas e fico-me por aqui porque tudo isto me revolta!
Um abraço e bom fim de semana
Fatyly
Assim de repente não estou a ver o que ganham os privados com esta greve...mas sim, acho que há aqui qualquer coisa suspeita. Logo a começar pela Ordem estar metida ao barulho, passando pela intenção da geringonça mexer na lei de bases e a acabar na vontade que os partidos da maioria demonstram em que todos temos de ser tratados no SNS nem que para isso tenhamos de morrer na fila de espera.
ResponderEliminarBom fim de semana!
Dou-te um exemplo que conheço: uma cirurgia urgente que não foi feita por esta pouca vergonha (e não me venham dizer que asseguram os serviços mínimos) e o filho foi operado no privado porque felizmente toda a família contribuiu para a despesa e assim o jovem não ficou sem a perna. Quem não tem família o que lhes acontece? O que farias por um filho? O que eu faria? pois é...e continuo a dizer que aqui há gato, ó se há!
ResponderEliminarOutro caso gritante: no início de Março tenho de ir com a minha mãe ao hospital verificar a pilha do pacemaker. Pouca mobilidade, a caminho dos noventa anos e estando no lar LEGALIZADO e havendo outras na mesma situação não poderiam dar o raio do aparelho (parece um telemóvel) para evitar a deslocação , chegar e levar com a greve? Já me informei e o aparelho é dado apenas em casos graves como crianças e jovens o que não percebi de todo e quando vou à consulta externa verifico que é um grande molho de pessoas na mesma situação + os acompanhantes e respectivas cadeiras de roda e assim é que se propagam as bactérias. A minha mãe tem a ADSE e não poderia haver acordo para evitarem a "enchente"? Ai KK o que me apetecia era ir ao chinês da esquina ver a pilha...ironia amigo:))))
Beijos
Anda aqui marosca. Daqui por uns tempos e, infelizmente alguns mortos depois, ainda vamos saber quem e porque a armou.
ResponderEliminarBoa semana!
Antes de se dar 35 horas de lazer a quem tinha 40 horas para tal, bastava ter o curso de merceeiro (e o lápis na orelha) para comparar quanto ganhava uma mulher-a-dias por hora, e quanto ganhava um enfermeiro por hora (Manhãs, Tardes, Noites em dias feriais, e M,T,N aos sábados, domingos e feriados); e quando é que se folga ou quando se tem férias?
ResponderEliminarVá lá, não custa nada. Era da 3a Classe.