domingo, 6 de janeiro de 2019

Xenofobiazinha da boa...

Quando li as declarações de um brilhante atleta português, que já ganhou em Portugal e no mundo tudo o que havia para ganhar, manifestando o seu desagrado pela atribuição da nacionalidade portuguesa a outro atleta de origem estrangeira pensei que dali surgisse mais uma onda de indignação por parte da malta do politicamente correcto. Nomeadamente do SOS racismo, do Bloco de Esquerda, do pessoal da opinião publicada, das redes sociais e correlativos. Mas não. Nicles. Ninguém se indignou. Convém acrescentar que o atleta agastado é negro e foi, também ele, naturalizado português. E ainda bem. De realçar igualmente que o atleta que agora obtém a cidadania nacional é cubano, um concorrente directo na mesma modalidade e até está a obter melhores marcas na disciplina desportiva a que ambos se dedicam.


Que o senhor se sinta incomodado e expresse – por isso ou por outro motivo qualquer – a sua opinião, é lá com ele. Tem todo o direito a fazê-lo. Tal como quando se queixou publicamente de ter sido vitima de comportamentos racistas. Mas esta ausência de repúdio pelas suas declarações, relativamente à naturalização do adversário, é que me deixam boquiaberto. Ninguém reagir pode até ser considerado, no limite, como uma manifestação de racismo. Assim tipo, é preto pode dizer o que lhe apetece que ninguém se importa. Se é assim é porque somos mesmo um país de racistas.

6 comentários:

  1. alvaro silva3:55 p.m.

    Pelos vistos os pretos correm e saltam bem e encontram-se no mercado á venda. Haja Euros ou dólares que qualquer preto o mulato que nasceu e foi criado na Estrangeirolândia*, vira portuga sem necessitar sequer duma demão de cal. E da maneira que têm chegados barcos carregados deles á vizinha Espanha, qualquer dia vão estar por aí a correr e a saltar. O problema é que podem começar a practicar outro desporto, o de tiro ao alvo ou pode dar-se o caso de como em França os alvos passarem a ser os jornalistas ou simples transeuntes. A propósito o que é feito dos "Charlies" e dos "je suis Charlie"?
    * Este país fica algures para além das nossas(?) fronteiras ou da Comunidade europeia (?) ou dos PALOP, quem souber que me explique e me envie uma foto do passaporte se é que existe.

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  2. As sensibilidades estão focadas em determinado número e tipo de elementos. De outros, considerados irrelevantes, pouco importa o que digam ou expressem de forma errada aquilo em que acreditam.

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  3. Por isso mesmo é que considero os "activistas" dessas causas seres absolutamente desprezíveis.

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  4. Se em vez do Nelson Évora tivesse sido o Mário Machado a dizer exactamente a mesma coisa não sei que reboliço não ia já por aí...

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  5. Quer se queira, quer não... todos, em todo o mundo, são racistas.
    As excepções que confirmam a regra vêm dos religiosos, das inúmeras religiões que, no seu caminho de santidade, até nem são racistas.

    Eu fui criado neste país aonde desde a primária convivíamos, em paz, «na maior», com negrinhos e mulatinhos e macaenses.
    Quando nos fins dos anos 1960 apareceram (em Lisboa) uns poucos restaurantes chineses, nada mudou porque o serviço de mesa era feito por portugueses e na cozinha estavam os chineses.

    Após o 25, floresceu o negócio mas o serviço de mesa passou a ser feito por chineses. Mal sabiam entender e falar português.
    Não gostava e, então, percebi que eu era racista. E que nunca andara a trabalhar para santo.

    Quantos haverá para atirar a primeira pedra?

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  6. Para os iluminados entre os negros, os ciganos e restantes minorias não há racistas. O racismo e fobias diversas são exclusivo do homem branco.

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