quarta-feira, 11 de abril de 2018

É fácil fazer caridade com o dinheiro dos outros...

Praticar a caridade com o dinheiro dos outros é um conceito cada vez mais praticado. Veja-se o caso da lei das rendas. Só um idiota chapado entra no mercado do arrendamento. As limitações são de toda a ordem que, em muitos casos, mais valia que o Estado nacionalizasse o imóvel e ficasse com ele para fazer o que muito bem entendesse.  


Ainda assim não é suficiente para a esquerda. Não quer despejos, reclama da caducidade dos contratos, entende que o proprietário não pode aumentar a renda para valores que garantam a rentabilidade do seu património e prepara-se para proibir, por via legislativa, a exigência de caução ou fiador. Ou seja, o legitimo dono não pode dispor livremente de um património que é seu. Excepto para pagar o IMI.  


Reafirmo, por isso, que só um parvo se mete nisso do arrendamento tradicional. E como se não bastasse o esquerdume está a aprontar, sob os mais variados e elaborados pretextos, um feroz ataque ao alojamento local e para fins turísticos. Tudo em nome dos pobrezinhos, alegam eles. E daqueles que, mesmo tendo nascido nas berças, se acham no direito a morar na praça. Com isso irão prejudicar centenas ou milhares de pessoas que obtêm, legitimamente, os seus proveitos nesta actividade. Mas não é coisa que importe. Como dizia o outro: "Não queremos cá disso. Depois aburguesam-se e já não votam em nós".  

6 comentários:

  1. Alvaro Silva10:06 p.m.

    A estória tem pelo menos 650 e é recorrente entre nós. Quando o mestre de Avis estava a ser empurrado para o trono de Portugal em oposição ao rei de Castela, enfrentou-se com a falta de dinheiro para levar a bom fim a empresa e estava cheio de dúvidas. Então o jurisconsulto e advogado João das Regras deu-lhe este sábio conselho:
    "-Mestre prometei-lhe o que vós não podeis dar. Depois dai-lhe o que não é vosso. Assim o povo fica entusiasmado e vai-vos acompanhar e aclamar!"
    Sábias palavras deste doutor por Bolonha e professor nos Estudos Gerais de Lisboa. Deixou seguidores, o último é o "Chamussa". Nada de novo até ver.!

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  2. Anónimo4:26 p.m.

    Nunca pude comprar um andar e vim para a este que é alugado.12 apartamentos. Com esta alteração quem tinha outra casa desandou e restam apenas 4 dos antigos, sendo que uma também tem não uma, mas duas outras casas. Todos com idade acima dos 60.

    Os oito apartamentos foram alugados com rendas actuais e podes não acreditar mas pelo menos em cinco já houve de tudo, sairam com rendas em atraso, outros entraram e nem aqueceram o lugar pelo mesmos motivos e com alguns deles levaram tudo da casa incluindo os sanitários, fichas etc, etc. Como o fizeram não sei porque não dei por nada, a sério que não dei. Portanto gastos infindáveis para os proprietários.
    Com a nova lei, e porque o prédio sempre esteve sempre mal nas Finanças e respectiva conservatória durante quase 40 anos recebiam e etc...problema deles, tiveram de o legalizar para a actualidade e dividiram os inquilinos pelos dois. Novo contrato? Nada apenas um carta do advogado a dizer a nova renda e a sua durabilidade, mantendo-se o blá, blá do contrato anterior. Obras? Direi antes...remendos, mas problema deles!

    Ambos têm um património imenso por todo o país e "dores de cabeça que nunca pensaram ter", volto a repetir...problema deles. Mas sei bem que onde moro é propriedade deles e agora o meu senhorio (prefiro este do que o cunhado que foi sempre o Zé trapalhadas) teve o cuidado de falar pessoalmente com os seus inquilinos e ficou parvo porque eu não alterei nada da casa apenas que eu própria a pintava e há 10 anos que não faço porque não consigo. Ao invés de muitos que fizeram obras e mais obras algumas megalómanas!

    O Alojamento local dá lucro sim senhor, mas também pode causar imensos prejuízos.

    Os 5 anos terminam para o ano e agora acresceram mais 3 e digo-te KK não me incomoda nada de sair e ir para um quarto, garagem,arrecadação:))) mas para a casa das filhas não e não e deixo o tempo rolar porque hoje ainda estou viva, amanhã não sei! Ali mais pertinho da Vila...sim vê-se muito o tal AL, mas por aqui que é uma zona feia...ainda não!

    E deixo-te estas questões: Compreendo o lado dos inquilinos mas também dou razão aos senhorios e que se entendam, mas as Santas Casas Misercordiais:) deste país possuem milhares de casas fechadas com que propósito? E quantos inquilinos das grandes cidades têm casa na aldeia, ou seja uma segunda habitação e porque não vão para lá?

    Enfim é que tenho para te dizer:)

    Um abraço

    Fatyly

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  3. Quando a lei é tonta e injusta (no fundo, estúpida) aparecem, num espirro, esquemas para a encornar. É a tradição: que nesta área ainda é o que era.

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  4. Foi um hábito que ficou. Hoje todo e qualquer badameco - e badameca, que eu não sou de discriminações - distribui alegremente benesses com o dinheiro das organizações, públicas ou privadas, que dirige. Bonito, bonito era se o fizessem com o dinheiro deles, mas isso essas bestas não fazem. Quando chega aí são uns sovinas de primeira!

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  5. Não sou grande conhecedor da lei do arrendamento actual mas, se já não é grande coisa, estão a preparar-se para a tornar ainda pior.

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  6. Suscitas umas quantas questões inquietantes...Convenhamos que os grandes problemas do arrendamento - e outros que agora não vem ao caso - verificam-se nas grandes cidades, nomeadamente Lisboa e Porto. Por isso podem fazer as leis que quiserem mas enquanto se continuar a verificar a desertificação do interior e a migração em direcção a essas zonas os problemas nunca se resolverão. Nem lá nem cá.

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