terça-feira, 10 de abril de 2018

Coisas que m'apoquentam...

Parece que toda a gente está ansiosa por acertar contas com o fisco. Tanto assim é que, desde o inicio do mês, as dificuldades em aceder ao portal das finanças têm sido mais que muitas. Deve ser por causa da promessa de reembolso rápido do que descontámos em excesso. Não sei porquê. Quanto mais depressa o receberem, mais depressa o esturram. Mas se este ano é assim, nem quero imaginar no próximo. Com a poupança forçada a devolução será maior e, por consequência, a sofreguidão do pagode também.  


 


Os últimos dias têm sido pródigos em queixas acerca dos problemas na saúde. Parece que está tudo a cair aos pedaços. A culpa, presumo, ainda deve ser dos outros. Dos cortes e do ataque que fizeram ao SNS com o intuito de o destruir, aqueles patifes da direita bafienta que só querem o mal do povo. Entretanto, desde que a esquerda com odor a alfazema tomou o poder, os pagamentos em atraso aos fornecedores e as listas de espera não param de aumentar. Mas, curiosamente, já ninguém trata o ministro da saúde por "Doutor Morte". É a vida... 

7 comentários:

  1. Maria Soares9:29 p.m.

    Muito bom! Aliás como já é hábito. Adorei todo o post, com especial ênfase para o "... é a vida!"
    Obrigada, por tudo!

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  2. Lá está, é a indignação selectiva! Um bom dia!

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  3. Anónimo9:18 a.m.

    Não há dinheiro para a saúde, mas há para as artes. Os artistas agradecem e aproveitam para irem descansar para paragens, que o comum dos contribuintes, só vê na televisão.

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  4. Deve ser aquela cena do pobrete mas alegrete!

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  5. Quando um sócio do Pê-eSse importou o SNS inglês para o rectângulo, não havia um vídeo-árbitro para dizer que era falta grave, com direito a vermelho. Que não haveria dinheiro para a coisa. Não ligaram dado que os votos 'valem' mais que o dinheiro (que não é do estado).

    Até insatisfeitos, à medida que os ingleses cortavam por lá na benesses, por cá foram-nas aumentando. Agora é que «Não há dinheiro».
    Como o ministro vitor gaspar perguntou a jornaleiros: qual destas três palavras não entende?

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  6. Sei (por fonte directa) que em 1981 só no Laboratório de Bioquímica do H. de Santa Maria este hospital poupava 2.000 contos por mês, só em reagentes.
    Por se ter passado a pagar a pronto em vez dos habituais 6 a 9 meses de atraso.
    As casas de reagentes (Bayer, Roche, Hoescht, p.e.) não eram pobrezitas e como não dispunham do dinheiro ferravam 'os juros por receber' no Min. da Saúde encarecendo tudo.

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  7. A saúde está neste bonito estado e as inteligências do PC e BE ainda querem dificultar mais as convenções com o sector privado. Se o conseguirem então é que será o bom e o bonito com as listas de espera...

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