
De repente levantaram-se vozes de consternação por o Facebook, ao ceder dados dos utilizadores, ter contribuído decisivamente para a eleição do Trump. Não percebo o problema desta gente. Esta inquietação toda deriva do facto de só terem descoberto agora o que acontece com os seus dados? Ou é por terem sido usados para eleger o outro maluco? Se, como se calhar até já sucedeu, servisse para eleger um esquerdalho qualquer não fazia mal nem dava lugar a nenhuma espécie de consternação?!
Estará, portanto, encontrada a explicação que faltava para justificar a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA. Pelo menos aquela que alguns querem ouvir. Por mim podem continuar a acreditar nela. No Pai Natal e no Coelho da Pascoa também, se quiserem. Cada um acredita no que quer. Enquanto isso os eleitores colocarão outros Trump’s no poder. É que, por muito que custe às elites iluminadas, há vida para lá do Facebook e das redes sociais. E dessa sabe o povo.
Tenho acompanhado a polémica e sinceramente cada vez fico mais baralhada e não pesco nada:) e como não ando no Face & associadas é para o lado que eu durmo melhor. Entendam-se!
ResponderEliminarUm abraço
Comungo das preocupações que por aí vão com a segurança da nossa informação pessoal. O que me aborrece é, mais uma vez, esta indignação selectiva. Que isto de vender dados todos o fazem. Ou como é que os gajos que nos ligam a vender tudo e mais alguma coisa chegam até nós?!
ResponderEliminarÉ isso mesmo meu amigo! Já não sei o que fazer ao teu Sapo porque não me grama nem com molho de tomate:))) e hoje tentei e o comentário lá de cima saiu como anónimo...possas:)
ResponderEliminarBeijocas e um bom fim de semana
Fatyly
Em https://impertinencias.blogspot.pt/
ResponderEliminarMiguel Monjardino escreveu na sua coluna Guerra e Paz no Expresso, um texto «Tecnologia e Política» que por coincidência é uma continuação perfeita do post de ontem onde citei Helena Matos. Aqui vai o excerto mais directamente relacionado com a doutrina Somoza:
«A campanha eleitoral recorreu a dados disponíveis no Facebook e identificou milhões de eleitores suscetíveis de serem persuadidos a votar no seu candidato à presidência dos Estados Unidos, através de anúncios televisivos direcionados. O candidato apoiou a ideia, mas exigiu cuidado no modo como os dados pessoais dos eleitores seriam utilizados politicamente.
Os técnicos do Facebook aperceberam- se da utilização que estava a ser feita dos dados dos seus utilizadores. contactaram a campanha, mas consideraram que a privacidade dos mesmos não estava a ser afetada. O candidato ganhou a eleição e, como é natural, membros da sua campanha não resistiram a informar os jornalistas de que os dados recolhidos e a tecnologia disponível lhes tinham permitido, pela primeira vez, caracterizar cada um dos 15 milhões de eleitores indecisos nos EUA pelo nome, morada, rendimento, sexo e raça.
Tudo isto aconteceu em 2012, na campanha presidencial de Barack Obama contra Mitt Romney, e é público. Nada disto foi considerado controverso na altura. Jim Rutenberg, por exemplo, escreveu um longo artigo sobre o assunto no diário “The New York Times”: “Data you can believe in” [Dados em que pode acreditar] a 20 de Junho de 2013.
A conclusão de que o Facebook, um dos gigantes empresariais no centro da utopia tecnológica e progressista de Silicon Valley, esteve de alguma forma envolvido na vitória de Donald Trump tem vindo a gerar uma verdadeira tempestade política.»
Abraço