domingo, 17 de setembro de 2017

Somos todos turistas

Tourists go home – Refugees welcome” é, ao que documentam uma infinidade de imagens, a palavra de ordem que cada vez mais se pode ler nas paredes de muitas cidades europeias. Claro que basta um parvo em cada cidade para a encher de bacoradas desta natureza e, como relativamente a outros assuntos alguns gostam de enfatizar, a mensagem não representa o sentimento da esmagadora maioria dos habitantes do burgo onde elas aparecem pintadas.


Nestas poucas palavras estão refletidas duas das piores características do ser humano. A ingratidão e a estupidez. O pior é que, principalmente entre os políticos esquerdelhos, já vai havendo quem simpatize com esta ideia. Sem que, com isso, ninguém os acuse de racistas, xenófobos, populistas e outros epítetos vagamente adequados à circunstância. O que não deixa de ser estranho, pois se a mensagem fosse “Refugees go home – Tourists welcome” nem quero imaginar a guincharia que teríamos de aturar...

8 comentários:

  1. Boa tarde. Ontem estive aqui a lê-lo, após comentar a Desarrumada sobre algo que também mexeu comigo, porque li o seu comentário sobre blogs de que se gosta e o post dela, sobre não respostas a blogs que gostamos de visitar mas não se recebe uma única palavra de volta, e (não que goste ou me ponha a "cuscar" o que outros dizem, jamais) detesto fazer isso, mas porque ficou logo acima do meu e ia comentar, no sentido de dizer que gosto! Gosto de ler o seu blog, embora nem sempre comente para não incomodar ou me tornar chata, mas saí, com receio de que o que dissesse não significasse muito, pudesse aborrecê-lo, mas ainda assim não fiquei de bem comigo e voltei hoje. Queria dizer-lhe que leio e gosto do que leio. Desejo-lhe um excelente domingo. E por favor não leve a mal esta minha confissão, não tive má intenção. E a verdade é que gosto de vir aqui, por isso também sigo. Boa semana!

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  2. Mas, há sempre um MAS (porém, todavia, contudo), depois da guincharia, seria o venha o "mony pleese".
    Contava a minha avó, nascida pelos 1890s e filha de artesão do Alfeite:
    Na doca da Rocha do Conde de Óbidos um portuga perguntava para o inglês na amurada: «ei jón, manteiga pra pôr no pón». Resposta: «me no comprende». Tradução: «diz que tem pouca e não vende».
    Intercâmbio cultural lindo...

    Venham lá com o mony que nós agardecemos.

    Abraço

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  3. Sinta-se à vontade para comentar. E para discordar, se for o caso.

    Boa semana!

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  4. Uma cambada de mal agradecidos, de invejosos por não poderem viajar e de egoistas que querem a cidade só para eles. Ou apenas parvos.

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  5. "O que não deixa de ser estranho, pois se a mensagem fosse “Refugees go home – Tourists welcome” nem quero imaginar a guincharia que teríamos de aturar..."

    Está tudo dito!
    Abraço

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  6. Se, por hipótese, o turismo acabasse teriamos uma crise sem precedentes. A mãe de todas as crises, digamos. Mas vá lá essa gentinha, cega por preconceitos ideológicos, perceber isso.

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  7. Ai não somos não...e então lá para os Algarves a forma de tratar um português é bem diferente de um estrangeiro. Dizem que está a melhorar, mas como não tenciono ir confirmar vou ouvindo.

    Um bom dia

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  8. Então não somos?! Basta ir ali à cidade ou vila mais próxima e já somos turistas...

    Desde há muitos anos que vou ao Algarve várias vezes ao ano e - pode ser sorte minha, admito - nunca me senti mal atendido na restauração ou noutro lado qualquer.

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