quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Velhos que abafam a palhinha.

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Uma iniciativa da Câmara, da Santa Casa, das duas ao mesmo tempo ou sei lá de quem, terá andado a contar os velhotes larilas que habitam em Lisboa. Ou a fazer algo parecido. A ideia será ajudar os idosos homossexuais a “sair do armário”. Não sei se a história será bem assim mas, lido na diagonal, foi o que me pareceu. Se for, trata-se de algo merecedor do maior aplauso. Ser gay é fino. Está na moda. Há, portanto, que não marginalizar os idosos e proporcionar-lhes uma coisa toda modernaça. Própria de gente culta, urbana e civilizada. Fazer ver aos velhinhos e velhinhas aquilo que andaram a perder quando, feitos parvos, encostavam a calça à saia em lugar de juntar os coletes. Mostrar-lhes o caminho. A luz. O futuro, em suma. Demonstrar-lhes o quanto estavam errados quando seguiram aquele conselho do “ide e multiplicai-vos” e as consequências nefastas que tão tresloucado acto produziu. A começar, provavelmente, pelos mentores de tão importante estudo.

6 comentários:

  1. Manuel Faria12:18 a.m.

    Boa noite.
    Respeito e gosto de ler o seu blogue.
    Mas penso que um dia, se tiver gays na sua família, por exemplo, filhos, sobrinhos , nétos e até você quando (alegadamente, supostamente ,
    sair do armário, o que vai fazer, suicida-se, mata a família toda?? Vou adorar quando souber do resultado.
    Manuel Faria

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  2. Matar?! Isso seria demasiado drástico. Prefiro continuar a fazer umas piadolas...devo ter direito a isso, digo eu.

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  3. Tive que rir com tão estrondosamente iniciativa que vem tarde, tarde demais e acho que não vingará.

    Mas KK ainda hoje há imensos "chefes de família" com filhos etc e tal...com vida dupla o que é uma falta de bom senso porque apanhados serão postos de lado pela família, não por serem gays mas pela vergonhosa mentira. Não precisam badalar aos sete ventos, mas acertar agulhas entre e com a família.

    Tive um colega que o fez e para além de ter tido todo o apoio da sua ex-mulher separaram-se e a única filha foi criada pela mãe e pelo pai e o seu companheiro. A miúda cresceu saudavelmente e deu a ambos 2 netos e duas netas, hoje já na casa dos 20/30 anos. Quando se quer ter bom senso não é preciso leis absurdas, não é preciso folclores.

    O meu colega morreu o ano passado com um AVC fulminante e toda a família se reuniu e o companheiro dele ficou com a casa e bens porque 30 anos de união, são 30 anos né? Ao invés de muitos com "fachadas sonsas" fazem o que fazem!

    Um abraço e está cá um calorão...vou dar uma volta a pé:)

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  4. Cá para mim eles que façam com o rabiosque - e com o resto, também - o que muito bem entenderem. Só quero é poder ter a liberdade de dizer piadas acerca disso. Se todos fazem piadolas acerca de alentejanos por que raio não posso eu fazer acerca de paneleiros?! Era o que mais faltava! Eheheheheheheheheh[

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  5. Ser gay pode ser fino. Mas é sempre anglicismo de panilas: o artesão doméstico de panelas — não sei aonde foram buscar a relação de nomes e estatuto...
    E concordo com KK. Todos temos a liberdade de gozar. E quem não gostar come menos.
    Em toda a minha (já longa) vida, convivi com homosexuais (homens e mulheres). Nunca houve problemas porque sentiam que, comigo, trabalho era trabalho. E que não permitia que os meus tutelados gozassem com a vida de cada qual.
    Não ensinei: criei gente.

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  6. Podem ser o que eles quiserem. Não têm é nenhum estatuto especial que impeça que se façam piadas - jocosas, de mau gosto, sem graça ou de morrer a rir - acerca deles. Ou que, se for o caso, se critique o seu comportamento. Não são nenhuns santos, acho eu.

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