quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Da série ainda bem que acabou a austeridade (III)

Talvez levados pelo entusiasmo – não confundir com populismo, que isso é coisa exclusiva dos gajos da direita – uns quantos deputados e apoiantes da maioria governativa, garantiam que o novo imposto permitiria reduzir o irs da classe média, aumentar as reformas dos velhinhos mais pobres e fazer crescer as prestações sociais dos mais desfavorecidos. Hoje parece que apenas vai contribuir para aumentar as reformas. Generosidade que, diz a mentora deste novo tributo, custará aos cofres públicos duzentos milhões de euros. Isto que dizer que, face aos números apresentados, cada um dos tais oito mil ricaços pagará, em média, vinte cinco mil euros de imposto por ano. Não é que isso me incomode. Podiam, até, pagar mais que não me causava grande aborrecimento. Mas, o que é que querem, não acredito. Nem no montante a pagar por cada um nem, ainda menos, no número de pagantes.

2 comentários:

  1. Os podres de rico têm o dinheiro lá fora e sinceramente continuo a aguardar pelo OE 2017 para ver o que por aí vem e o que de facto conseguirão arrecadar. Eu que não percebo nada destas coisas, acho que se deveriam era preocupar mas com ou na celeridade das centenas de processos onde navegam/desapareceram/desviaram milhões e milhões de euros e até ao fim dos ditos processos conseguem continuar a usufruir de milhões enquanto eu ando aos tostões.

    Um abraço

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  2. E cortar despesa a sério. Mesmo deixando em paz salários e pensões há muito por onde cortar...

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