Não percebo a dificuldade evidenciada por todos aqueles que enchem a boca de democracia, vontade popular e sei lá mais o quê em aceitar os resultados do referendo no Reino Unido. Entre o alegado milhão de subscritores de uma alegada petição, que corre lá para a Grã-Bretanha, visando fazer nova consulta para decidir - de novo e desta vez é que vale - a saída da União Europeia estarão, seguramente, muitos desses alegados democratas. Repetir votações até que estas dêem o resultado pretendido não constitui novidade, mas, bolas, custa assim tanto respeitar o resultado de uma votação?!
Isto da democracia é uma chatice. Principalmente quando a escolha popular não é a que nós gostamos. Ou, como se começa a pressentir por essa Europa fora, o povo se está nas tintas para o politicamente correcto, para a opinião publicada e para as ideias bacocas de alguns génios auto-proclamados. Habituem-se, que é capaz de vir aí mais...
O grande problema desses camones descontentes com os resultados expressos em "urna pela democracia mais antiga do mundo" são básicamente os problemas que se vão levantar, devido ao aquecimento global, nomeadamente o renascer das pautas aduaneiras, com aumento dos preços dos vinhos do Porto, Cherry's e Borgonhas. pois a water não sabe a nada e o pint de cerveja está cada vez mais choco!
ResponderEliminarA mim irrita-me aquela gente que está convencida da sua superioridade intelectual e que não respeita as opções da maioria quando não lhe agradam...
ResponderEliminarIsso faz-me lembrar o caso da despenalização do aborto em Portugal. O primeiro referendo realizado ditou a vitória do "não". Não contentes, Sócrates e a escumalha democrática decidiram realizar um novo referendo. Como o "sim" ganhou no segundo referendo, arrumou-se definitivamente a questão. Aposto que se o "não" tivesse ganhado novamente, teria havido um terceiro referendo e por aí fora até que o "sim" finalmente ganhasse.
ResponderEliminarE até me admira como se esqueceram daquele da regionalização...
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