terça-feira, 28 de junho de 2016

Uiiiiiiiii......que medo!!!!!!

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Não costumo dar palco aos anónimos que, por motivos que a psiquiatria explicará melhor do que eu, para aqui vêm marrar comigo. Ando há muitos anos nisto e, como é natural, não faltarão os que não apreciam aquilo que escrevo. Têm sempre a opção de não ler ou, lendo, manifestar de forma cordata uma opinião diferente. É o que fazem as pessoas normais.


Há, depois, as outras. Como aquela anónima que hoje, cerca das quinze e quarenta, me telefonou para o meu local de trabalho. “Se voltas a dizer mal dos animais estás fodido”, garantia uma mulher, com voz de bagaço e um timbre notoriamente labrego, enquanto desligava antes que a pudesse inquirir acerca da envolvência de tão estranha promessa. Apesar de, sabendo quem sou e onde trabalho, não necessitar de recorrer a este método para me oferecer os seus préstimos.


Não falta quem garanta que se trata de uma lunática cá da terra. Não creio. Será, apenas, mais uma idiota que por aí vai vegetando. Tão idiota que não sabe que isso do anonimato, seja ao telefone ou num computador, é apenas relativo. Mas, seja quem for, não possui capacidade intelectual para interpretar um texto. Por aqui não se diz mal dos bichos. Coitados, eles nem sabem ler. Diz-se, isso sim, de gentinha como ela. E continuará a dizer. Porque quero, porque me apetece e porque posso.


 

14 comentários:

  1. Francisco Freima1:03 a.m.

    Sim, por muito que discordemos, todos têm direito à sua opinião.
    Sendo do BE, muitas vezes discordo do que escreve, mas a vida é assim. Cada um com as suas ideias, mas cada um a defender o que considera ser melhor para o país. Aliás, gosto de ler os seus textos por isso, tal como gosto de ler as crónicas do Alberto Gonçalves no DN: são formas diferentes de encarar a vida e de pensar a política. É bom para não estar formatado e compreender outras linhas de raciocínio perfeitamente válidas.
    Abraço

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  2. Claro que o "anonimato" é relativo, mas incomodarem-te dessa forma é ir longe demais. Respeito todas as opiniões e quando discordo contigo digo-o e sempre com educação.

    Sempre disse e digo que sou incapaz de fazer mal a um animal. Digo e afirmo que ver como "armazenam" cães e gatos em canis por vezes até municipais mete dó daí dizer que muitos já doentes deveriam ser abatidos. Mas dou prioridade SEMPRE a ajuda alimentar a um ser humano. Jamais alimento animais de rua como gatos...que com isso perdem as suas defesas naturais e em vez de os alimentarem deveriam apanhá-los, castrá-los e soltarem-nos, porque procriam-se rapidamente.

    Agora digo, afirmo, e faço tudo até onde termina a minha liberdade e começa a de outro e ultimamente tenho verificado "o exagero e inversão de valores" a todos os níveis.

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  3. alvaro silva9:03 a.m.

    Em muitos destes casos de "amor" extremado pelos bichos encobre um trauma para com os humanos e não passa de zoofilia encoberta. Essa dita anónima que o incomodou será porventura possuída por essa parafilia, se calha gosta por demais do marsápio asinino ou doutro de similar calibre

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  4. Discordar é natural e salutar. Sem discordância não haveria discussão e daí não nasceria a luz. É por isso que nas sociedades onde nada se discute ainda se vive nas trevas.

    Cumprimentos

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  5. Pois...nunca uma destas, ou sequer parecida, me havia acontecido. E logo por um motivo tão fútil!

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  6. Às tantas será um desses casos...pela voz a gaja deve horrível. Daí que só um burro lhe pegue!

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  7. Tenho curiosidade em saber se essa mulher que é amiga dos animais e que insultou o camarada é alguma vegetariana. Se não for, devia ser.

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  8. Se calhar não come carne há muito tempo...e esse será o problema!

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  9. TENHO CORTIÇAS LÁ EM CASA

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  10. Ana Brito10:04 p.m.

    ÉS GENIAL HOMEM!!! Essa gaja deve é gostar de picha de burro!!!!

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  11. Isto é o que dá ser famoso...

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  12. Boas. Ainda bem que "anda nisto há muitos anos", que assim somos dois e não haverá lugar a mal entendidos. Vim cair aqui na sua tasca, a propósito de uma pesquisa que estou a levar a cabo para um post - isto valendo o que vale, mas acho que cheguei a um ponto em que dei comigo a pensar: se for para andar a poluir o mundo com mais disparates, mais vale a pena ficar quieto. Achei o nome do blogue bem patusco, e igualmente insuspeito. Pelo menos foi o que eu pensei , mas mais tarde volto a este assunto, pois agora o colega deve estar a pensar : "este tipo é pouco arrogante, é". Está a ver ? De há tanto tempo que andamos nisto já dá para ler os pensamentos, ou neste caso concreto, penso que já está mais menos a ver onde quero chegar.

    Sim senhor, acho óptimo que não dê voz a qualquer um que venha anonimamente despejar a figadeira na sua loja, e eu próprio só permito comentários pertinentes ou directamente relacionados com o tema, e ainda outros que mesmo discordando inserem-se nos padrões mínimos dos dois requisitos anteriores - e isto tanto serve para os anónimos como para os outros, pois ninguém me garante que fulano é exactamente quem afirma ser, e aquilo que se discute são as ideias, e não as pessoas. De qualquer forma optei por me identificar de forma clara, e mesmo sendo este um pseudónimo, pode saber tudo e mais alguma coisa a meu respeito seguindo os links, e penso que em menos de dois minutos ficará completamente inteirado quanto ao mínimo que lhe interessará saber - se é que lhe interessa mesmo.

    Reparei que diz que aceita que discordem dos seus pontos de vista "de forma cordata", e depois disso não diz mais nada, daí que este meu comentário é como que o "teste do algodão" para atestar até que ponto é receptivo ao contraditório.

    Penso que se recorda deste comentário?

    http://kruzeskanhoto.blogs.sapo.pt/liberdade-e-disso-que-se-trata-gajas-1406684?thread=3532508#t3532508

    Partindo do pressuposto que não se esquece de algo que escreveu tão recentemente como há dez dias, só posso concluir que a noção que tem de "cordato" é um tanto ou quanto errática, e não sendo você nenhuma "femitonta", não se coloca sequer a possibilidade de se encontrar condicionado por motivos de ordem fisiológica. Surpreende-me no entanto que se tenha exaltado daquele jeito, quando o comentário a que respondia continha as palavras "parvoíce" e "ridículo", e terá sido você a validar esses epítetos como sendo directamente dirigidos à sua pessoa e não à notícia que comentava, ou no limite à sua opinião sobre o assunto. Agora pensando melhor, se calhar essa era mesmo a ideia, e se reagiu dessa forma a uma menoridade periférica à sua verdadeira intenção, nem quero imaginar o que seria se a comentadora tivesse acertado na mouche.

    Tanto eu como você sabemos bem que o sr. Khan foi eleito "mayor" de Londres, e não califa , e que não tem poder para tomar aquela decisão sozinho, e nem se tratou sequer de "proibir" o que quer que seja, mas antes "tornar mais rigorosas as regras da afixação de publicidade na rede de transportes públicos de Londres". Não sei se sabe desconfio que sim, mas a polémica relacionada com aqueles cartazes já se vinha arrastando desde há um ano, e além de uma petição com 70 mil assinaturas existiam queixas de outras organizações e grupos, e o sr. Khan ainda teve que analisar o processo antes de o submeter a votação. Do que eu tenho a certeza é que nada disto teria importância não fosse pelo facto do sr. Khan, que dá a cara pelo colectivo que tomou essa decisão professar uma confissão que assumo ser antagónica à sua. Voltando ao ponto mais acima, "cruzes credo" não é uma expressão que eu utilize de todo, mas mesmo sendo agnóstico dou comigo a exclamar "meu Deus", ou numa situação de stress solto um "Deus me acuda", expressões com um mero valor de interjeição, como os ingleses têm "God damn it" e outras. No seu caso penso que será diferente, e não me resta senão interpretar a desonestidade patenteada no conteúdo daquele artigo não como produto da mera ignor

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  13. Você lá sabe!

    Cumprimentos.

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