quinta-feira, 26 de maio de 2016

Uma ponte cara demais

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Cada um acredita no que quer e desconfia do que lhe apetece. Há quem acredite que uma santa senhora pairou sobre uma azinheira e quem desconfie que o homem nunca pousou na Lua. A mim é aquela coisa dos “estudos”. Não acredito neles. Na maioria deles, pelo menos. Isto porque desconfio dos estudiosos e das suas intenções. Por norma cheira-me que trazem, invariavelmente, água no bico.


É o caso do custo das pontes. Se relativamente às de betão fazer uma estimativa ou um apuramento de custos é relativamente fácil, já quanto às outras – aqueles dias entre feriados e fins de semana – a coisa fia mais fino. Cada uma custará, segundo os estudos do tais estudiosos, cento e oitenta milhões de euros. Ignorante como sou não percebo como chegam a este valor. Sei apenas que uma ponte é um dia de férias. Se, por absurdo, alguém fizer vinte e duas pontes ao longo do ano não gozará um único de férias. Assim que diferença faz, em termos de custos, que uma criatura tenha ou não ponte? Não estará exactamente os mesmos dias sem trabalhar?! Não sei, digo eu que apesar de fazer algumas pontes tenho sempre o mesmo número de dias de férias.


Cada um, reitero, acredita no que quiser. Por mim acredito mais na hipótese do Sporting um dia ser campeão do que na seriedade desses estudos.

6 comentários:

  1. alvaro silva7:30 p.m.

    Está o meu caro cheio de razão. Aliás com uma estatística a dizer que o portuga é na Europa o que mais horas trabalha e Portugal é o país mais endividado a seguir á Grécia eu pergunto pra que raio trabalhamos nós? Só se for para aquecer, pois assim sendo mais vale estar quedo e de greve, pois assim o deficit ao menos não cresce. E como dizem que metade do ano o que se trabalha é para pagar imposto o melhor é não fazer nada nos 5 meses que faltam pois há que contar com os 22 dias de férias e os 9 de feriados e dias santos. Quanto menos trabalharmos mais poupamos.. menos se fica a dever...

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  2. E o dever acima de tudo! É por isso que pagar e morrer são as últimas coisas que tenciono fazer na vida. E não necessariamente por esta ordem...

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  3. Kruzes Kanhoto, completamente de acordo. Eu sempre chulei o estado quanto possível.
    Há uns anitos que se pode faltar descontando nas férias do ano seguinte. Como não sabia se estaria vivo no "ano seguinte" foi um fartar vilanagem.
    Abraço, com a consciência tranquila (ou será tranqüila?)

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  4. Portanto quem falece fica ganhar...

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  5. Se se desconta nas férias porque não aproveitar? Mas a meu ver a função pública deveria assegurar o mínimo que, julgo sem certezas, que o fazem. A escola pública das netas hoje funciona e espero que não cheguem lá e esteja fechada, porque depois sobra para mim:)

    Hoje já não me "aquenta nem arrefenta" mas nunca tive esse privilégio porque quem fizesse ponte descontavam-lhe era no ordenado...o que me fazia imensa falta!

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  6. As pontes são feitas por conta de um dia de férias. Daí que me pareça parvo andar a fazer contas ao que custa. Até porque há sectores que beneficiam com estes dias de desconto.

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