quinta-feira, 5 de maio de 2016

Milagres

images (1).jpg


 


No âmbito dos milagres os últimos dias têm sido férteis em ocorrências. Por cá diz que o Sol rodopiou que nem um maluco ali para a zona de Ourém. Parece que já não é a primeira vez que faz isso, o maroto. Do outro lado do mundo, na Indonésia, foi um alegado anjo que deu um trambolhão e cai do céu.


Fenómenos esquisitos estes. Por um lado a estranha tendência do astro-rei rodopiar perante uma assistência que acredita piamente que a estrela que nos ilumina possui capacidade para o fazer. Do outro o aparecimento de uma boneca insuflável numa comunidade remota, quase isolada do mundo e que dificilmente percebe que alguém precise de uma coisa daquelas para satisfazer determinadas necessidades. Ou manias, sei lá.


Mas é uma pena que estes milagres não sejam geralmente aceites como tal. Como outros, em tempos idos, já foram. São acontecimentos destes que geram riqueza, criam emprego, dinamizam a economia e fazem prosperar as localidades onde acontecem. De resto, se há para aí tanta gente a acreditar em falsos profetas e nas coisas mais esquisitas, por que raio não havemos de acreditar que o Sol bailou ou que uma boneca de plástico pode ser um anjo?!

4 comentários:

  1. alvaro silva12:25 p.m.

    Um verdadeiro milagre, pois isto de homem mijar sentado tem que se lhe diga, eu acredito em milagres e tenho sido espectador de muitos. Como exemplo nos aeroportos deste mundo, quando estou na fila de embarque e sou ultrapassado por velhos e menos velhos que se deslocam em cadeiras de rodas,também mulheres grávidas com barriga de 7 meses ou mais, tudo e todos muito bem aprontados na cabeça da fila. O embarque começa e lá vai um criado do aeroporto (agora são assistente), quantas vezes a puxar ou empurrar os paralíticos, que nem mulas á carroça. Depois do embarque de devidamente acomodados na caranguejola e já no ar, começam os milagres aéreos: a mulher prenha vai á Toilete " e em 5 minutos ou menos o paridouro resolve-se e sem epidural , sem cheiro nem sangue nem gritos a chamar pela mãezinha, depois é a sexagenária paralítica, que vai ao dito WC pelo seu pé e na volta até já marcha melhor e a corcunda já mal se nota; palavra que desta vez não sei a carga que alijou, mas constato que está miraculada! O mesmo se passa com o velhote das bengalas-bastão que vai á sentina levando já só uma muleta, mas esse volta com a dita o que me faz cogitar sobre os benefícios da terapêutica de tão aérea retrete, mas continuo a aguardar até que o voo chegue a termo. Quando a aeronave desova é que fora de qualquer dúvida o milagre se dá, a grávida mais elegante e despachada que a Rosa Mota, a sexagenária da cadeira de rodas mexe-se que nem uma levandisca e o velho das bengalas já não as tem até parece que as comeu. mas atentando bem espreitam pelo bolso exterior da bagagem de mão pois eram telescópicas. Eu fico banzado com este chorrilho de milagres e até verifico a carteira não vá ter-se dado o milagre da multiplicação dos U$ dólares, a despeita da fé reforçada por tanto milagre nunca a mim me tocou nenhum, mas mantenho a esperança de um dia me tocar na roleta. Mas duma coisa tenho a certeza se tiver que sofrer algum problema ortopédico e isso é cada vez mais provável vou fazer uma viagem de longo curso que devo sarar, já que grávido não fico, nem com as novas tecnologias de "reprodução assistida" pois já entrei na andropausa há muito. Que o sol brilhe e rodopie para todos nós o que só por si é um grande (o maior) milagre.

    ResponderEliminar
  2. Isto há com cada milagre...eu já assisti a alguns. Certa vez vi em Fátima - onde mais podia ser? - uma velhinha coxa correr que nem o Obikwelu. Parece que ia atrasada para a missa...

    ResponderEliminar
  3. pimentaeouro12:15 p.m.

    O Sol baila? Quem sou eu para desdizer esses crentes.

    ResponderEliminar
  4. O padre lá do sitio diz que não viu nada mas há quem insista em garantir que o sol dançou mesmo...

    ResponderEliminar