Continuo sem perceber qual é a dificuldade da geringonça em repor o horário de trabalho das trinta e cinco horas. Nem, tão pouco, percebo a razão deste tema causar tanta comichão às instituições europeias que nos tutelam, ao Marcelo, ao ministro das finanças, à opinião pública em geral e aos opinadores com palco na comunicação social em particular. Todos parecem vivamente incomodados com a perspectiva da função pública voltar ao horário de trabalho antigo.
Foram rasgados contratos que custarão, no seu conjunto, milhares de milhões de euros aos portugueses. Foram aprovadas medidas de aumento de despesa e de redução de receita que atirarão, mais cedo do que tarde, novamente o país para os braços da troika. Anda a ser “vendido”, como constituindo mais uma grande oportunidade, um novo quadro de financiamento comunitário que nos endividará em mais cinco mil milhões de euros. Mas, estranhamente ou talvez não, o problema são as trinta e cinco horas para a função pública!!! É pá, tratem-se.
Sou totalmente contra as 35 horas da função pública. Os privados trabalham no mínimo 40 horas, quando não trabalham mais e sem terem direito ao subsidio de "isenção de horário". Porque hão-de ser os funcionários públicos privilegiados face aos do privado?
ResponderEliminarOs nossos governantes deveriam estar mais preocupados em cortar gastos excessivos do estado que não levam o país a lado nenhum.
A banca e os seguros, por exemplo mas existem mais casos, trabalham trinta e cinco horas.
ResponderEliminarNeste caso o que está em causa é trabalhar mais sem a correspondente remuneração. Por mim, já o escrevi várias vezes neste blogue e também noutros locais, não me incomodava nada ter um horário de quarenta horas se tivesse a correspondente contrapartida salarial.
Mas, reitero, todo o mal fosse esse. O "Portugal 20 20 vai nos custar a todos um endividamento de cinco mil milhões. Mais o resto que se seguirá. Ninguém se importa. As 35 horas é que são o problema. Se não fossemos tão invejosos talvez o país fosse melhor...