quarta-feira, 2 de março de 2016

Estimulos ao repasto

 



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Consumir constitui para a geringonça uma espécie de novo desígnio nacional. A solução para todos os males, acreditam. Agora é o ministro da economia. Acha a criatura que os portugueses devem voltar aos restaurantes. O que nem me parece mal. Nomeadamente se lhes, aos portugueses, apetecer. Mas para isso, acrescentou o governante, devem os empresários do sector tratar de criar condições para que esse regresso se efective. Criando, exemplificou, salas próprias para entreter as criancinhas que, enquanto os pais degustariam o repasto, estariam entregues ao cuidado de pessoal especializado no entretenimento infantil. O que contribuiria, também, para criar emprego, concluiu visivelmente entusiasmado. Ou, mas isso se calhar foi só impressão minha, manifestamente surpreendido com o brilhantismo da ideia que lhe tinha acabado de ocorrer.


Mas sim, a ideia é porreira. Podia ser melhor, mas, reconheço, é boa. Mas não é excelente. Nem sequer, menos ainda, visionária. Excelente seria se sugerisse que os restaurantes arranjassem uma sala para animais de estimação. Saberá, por acaso, o ministro quantas pessoas não vão ao restaurante por não poderem levar o cachorro? Eu também não. Mas, temos de concordar, é um nicho de mercado que não deve ser discriminado.


Já visionário seria ter sugerido, para além das outras duas, uma sala para as sogras. Quantos clientes perde o sector por ninguém estar disposto a aturar a progenitora do conjugue à mesa do restaurante? Nem desconfio. Mas, de certeza, é um segmento de clientela a ter em conta. Mesmo que má.



 

4 comentários:

  1. A ideia para as sala das sogras...ahahahaha

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  2. Anónimo5:15 p.m.

    E também uma sala para sogros! Em democracia Há igualdade.

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  3. Há que implementar novos conceitos de negócio...

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  4. Eu não ia tão longe. E depois quem é que pagava a conta?!

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