Ignoro o que pode levar um jornalista, no exercício da sua actividade profissional, a tomar partido por uma das partes nesta coisa do referendo na Grécia. Pior ainda quando não é apenas um a fazê-lo. São praticamente todos. É impressionante a maneira como a comunicação social se baba com a expectativa de o “Não” vencer, como faz a cobertura da crise grega e o constante elogio dos governantes gregos. Há apenas um pequeno problema que, parece-me, está a escapar aos junta-letras e pés de microfone. Os portugueses não votam para aquilo e os gregos, pelo menos na sua imensa maioria, não vêem a televisão portuguesa.
Escrevi nestas e noutras páginas logo a seguir à vitória do Syriza, quando António Costa e Catarina Martins e o povo de esquerda em geral exultavam, que aquela aventura ia acabar mal. Desta vez arrisco afirmar que o “Sim” vai ter mais votos. Isso, contudo, não muda nada. Acaba mal na mesma.
Não vou escrever sobre os erros que por aí vi escritos nem corrigir ninguém. Esta coisa de aplicar a teoria de jogos às negociações entre o governo grego e os seus credores tem algum interesse académico, mas deixa de ter piada quando erra completamente e se usa desses erros para vender jornais....
ResponderEliminarNão vi e nem sequer ouvi porque já cansa tanta opinião do "se" e "se". Ouvi apenas a abertura do telejornal da noite e ganhou o "Não". Penso pela minha cabeça e como a memória da maioria é curta, a semana que passou levou-me aos anos 82/83 que com os socialistas no poleiro, houve cortes e mais cortes, impostos dantescos, ficaram com o subsidio de férias e natal e em 83 houve restrições em levantamentos bancários. Era o segundo resgate e se tivesse havido um referendo, encontrando-me tal como milhares na situação dos gregos, pensaria apenas que já não tinha nada a perder e como tal faria a mesma opção.
ResponderEliminarMas tínhamos o escudo e hoje "não temos rigorosamente nada" porque está tudo empenhado, vendido ao desbarato, um desemprego cuja taxa está inflacionada como convém e emigração sem precedentes.
Gastámos? eu diria antes gastaram, gamaram e KK estou cansada de tudo e de todos estes papagaios. Por mim já nada interessa, acredito que irá passar como nós estamos de passagem...mas as gerações futuras já levam um saco de "nadas" às costas.
Vou para o SOS-Avó e só estar com elas dá-me forças para continuar neste "baldio" em que Portugal se tornou!
Beijos e um bom dia
O escudo... se ainda o tivéssemos era mais fácil. O pior é que nós entrámos no euro "com ela fisgada". A ideia era ir pedir emprestado o mais que pudéssemos porque os juros iam ser baixíssimos por comparação com o que teríamos com a nossa antiga moeda. O resultado está à vista...
ResponderEliminarOra bem...e que culpa temos nós? Tanta austeridade para depois Rendeiros e Companhia serem ilibados vergonhosamente?
ResponderEliminarEnfim...
Um abraço e vou dormir