sexta-feira, 3 de julho de 2015

Jornaleiros tendenciosos

Ignoro o que pode levar um jornalista, no exercício da sua actividade profissional, a tomar partido por uma das partes nesta coisa do referendo na Grécia. Pior ainda quando não é apenas um a fazê-lo. São praticamente todos. É impressionante a maneira como a comunicação social se baba com a expectativa de o “Não” vencer, como faz a cobertura da crise grega e o constante elogio dos governantes gregos. Há apenas um pequeno problema que, parece-me, está a escapar aos junta-letras e pés de microfone. Os portugueses não votam para aquilo e os gregos, pelo menos na sua imensa maioria, não vêem a televisão portuguesa.


Escrevi nestas e noutras páginas logo a seguir à vitória do Syriza, quando António Costa e Catarina Martins e o povo de esquerda em geral exultavam, que aquela aventura ia acabar mal. Desta vez arrisco afirmar que o “Sim” vai ter mais votos. Isso, contudo, não muda nada. Acaba mal na mesma.

4 comentários:

  1. Polittikus9:46 p.m.

    Não vou escrever sobre os erros que por aí vi escritos nem corrigir ninguém. Esta coisa de aplicar a teoria de jogos às negociações entre o governo grego e os seus credores tem algum interesse académico, mas deixa de ter piada quando erra completamente e se usa desses erros para vender jornais....

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  2. Não vi e nem sequer ouvi porque já cansa tanta opinião do "se" e "se". Ouvi apenas a abertura do telejornal da noite e ganhou o "Não". Penso pela minha cabeça e como a memória da maioria é curta, a semana que passou levou-me aos anos 82/83 que com os socialistas no poleiro, houve cortes e mais cortes, impostos dantescos, ficaram com o subsidio de férias e natal e em 83 houve restrições em levantamentos bancários. Era o segundo resgate e se tivesse havido um referendo, encontrando-me tal como milhares na situação dos gregos, pensaria apenas que já não tinha nada a perder e como tal faria a mesma opção.

    Mas tínhamos o escudo e hoje "não temos rigorosamente nada" porque está tudo empenhado, vendido ao desbarato, um desemprego cuja taxa está inflacionada como convém e emigração sem precedentes.

    Gastámos? eu diria antes gastaram, gamaram e KK estou cansada de tudo e de todos estes papagaios. Por mim já nada interessa, acredito que irá passar como nós estamos de passagem...mas as gerações futuras já levam um saco de "nadas" às costas.

    Vou para o SOS-Avó e só estar com elas dá-me forças para continuar neste "baldio" em que Portugal se tornou!

    Beijos e um bom dia

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  3. O escudo... se ainda o tivéssemos era mais fácil. O pior é que nós entrámos no euro "com ela fisgada". A ideia era ir pedir emprestado o mais que pudéssemos porque os juros iam ser baixíssimos por comparação com o que teríamos com a nossa antiga moeda. O resultado está à vista...

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  4. Ora bem...e que culpa temos nós? Tanta austeridade para depois Rendeiros e Companhia serem ilibados vergonhosamente?

    Enfim...

    Um abraço e vou dormir

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