domingo, 17 de abril de 2011

Estacionamento tuga

A proprietária deste carrinho – uma senhora daquelas por quem a passagem dos anos parece não deixar marcas assinaláveis – estaria, acredito, cheia de pressa. E se calhar, mas isso sou eu a especular, de pressão. Daí ter estacionado de forma deficiente o seu meio de transporte. Á tuga, portanto.

sábado, 16 de abril de 2011

Burgessos!

As televisões gostam de dar voz aos “populares”. Principalmente àqueles populares parvos ou que aparentam ter capacidade para emitir uma opinião suficientemente parva que mereça ir para o ar no telejornal. Como foi hoje, mais uma vez, o caso. A propósito da inauguração, numa qualquer aldeia, da iluminação pública com lâmpadas LED, dizia o popular de serviço, ouvido pelo repórter no local, que aquilo era assunto que lhe interessava muito pouco. Isto apesar da nova tecnologia utilizada permitir poupar ao Município lá do sitio cerca de vinte por cento na factura da luz. Porque, argumentava a besta, se fosse na casa dele é que era um coisa catita. Assim, como é na rua e a Câmara é que vai pagar menos, não é que coisa que lhe diga respeito. Acrescentou com o gargalhar idiota muito característico nos populares que expressam opiniões parvas. 
Não admira, portanto, que tenhamos chegado até aqui. Não existe consciência entre os populares – nem entre a maioria dos impopulares – que o dinheiro público é de todos e não, ao contrário do que muitos pensam, de ninguém. Tenho muita dificuldade em aceitar que não se perceba que para o dinheiro estar numa Junta de Freguesia, numa Câmara Municipal, nos cofres do Estado ou, até mesmo, na União Europeia, alguém pagou impostos e, por causa disso, ficou com um pouco menos do fruto do seu trabalho no bolso. Mas vá lá fazer perceber isso a certos burgessos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uns chatos, esses finlandeses.

Compreendo os finlandeses. É, de facto, aborrecido trabalhar e pagar impostos para sustentar uns quantos fulanos com pouca apetência para viver dentro das suas possibilidades. Gente que mal ganha para manter um modo de vida espartano mas que insiste em viver à grande e à finlandesa. Entendo – até porque eu também não gosto dessa cambada e não hesito em atribuir-lhes uma significativa quota de responsabilidade pelo estado a que isto chegou – mas desagrada-me. Os tugas que levaram isto à ruína são uns sacanas convencidos e uns parvalhões endividados mas, porra, são os nossos convencidos e os nossos endividados. Para lhes chamar nomes estamos cá nós. Eles que insultem os sacanas e os parvalhões lá da terra deles. 
Como vingança acho que vou trocar o meu telemóvel Nókia por um de outra marca qualquer. De preferência daqueles que até dão para fazer tostas. Nem que para isso tenha de me endividar. De caminho, até sou gajo para abandonar o Linux. E, já que esses nórdicos alarves nos acusam de não gostarmos de trabalhar e de só querermos ficar estendidos na praia a apanhar sol, fiquem sabendo que foi isso mesmo que fiz nos últimos dias. Portanto eles que metam as notas no cú e se atirem para o fiorde mais próximo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Tropa fandanga

A imprensa de hoje – a sensacionalista, como seria de esperar – fez manchete com as alegadas dificuldades da tropa em honrar os compromissos salariais até ao final do ano. Pois que não posso acreditar. Uma noticia destas tem, forçosamente, de ser falsa. Ou, então, quem manda naquilo é burro, incompetente ou coisa pior ainda. De outra maneira não se compreende que, nos últimos meses do ano passado, tenham sido promovidos centenas de militares de todos os ramos das forças armadas. Alguns com retroactivos a perder de vista. 
Parece-me, mas isso sou eu que tenho a mania de ser prudente, que não havendo dinheiro para garantir o integral cumprimento das obrigações assumidas, com os salários a constituírem a primeira das prioridades, mandava o bom senso que as promoções – por mais justas que fossem - aguardassem por melhores dias. Provavelmente quem decidiu será um dos muitos portugueses que consideram ser impossível o Estado não ter dinheiro e que, por maior que seja o aperto, “ele” aparecerá sempre. Venha lá de onde vier. Talvez o problema seja esse mesmo. Se um dia “ele” não tivesse aparecido não teríamos chegado até aqui. 
É por estas e por outras que começo a dar razão aos que, no estrangeiro, entendem ser melhor deixar-nos cair. Ou seja, não mandar mais graveto para cá e que nos desenrasquemos por nós próprios. Se calhar até é capaz de não ser mal pensado. Será, talvez, a única maneira de fazer muito boa gente entender a nossa triste figura. Que, diga-se, quase todos insistem em continuar a fazer, qual orquestra do “Titanic” que vai continuando a tocar enquanto o barco se afunda. É o que dá entregar a batuta a certos maestros.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Se merda de cão pagasse imposto não precisávamos do FMI

Que cada qual entenda partilhar a cama, a mesa, a casa ou seja o que for, com um animal é assunto da vida privada de cada um. Já forçar os outros – os que mesmo gostando de animais têm a esquisitice de não querer viver como eles – é que não parece correcto nem se revela um acto de cidadania. Acho condenável que as pessoas continuem, com a maior das impunidades, a levar os cãezinhos para as praias, espaços verdes ou esplanadas – muitas vezes onde a sinalização expressamente o proíbe – e ainda, armados em arrogantes e exibindo uma petulância inversamente à educação que evidenciam, se aborreçam quando alguém reclama do seu comportamento nojento. 
A dona do cão da foto – vá lá saber-se para que quer um animal deste porte – assistiu, discretamente e a razoável distância, à sua cagada em plena praia. A única coisa que a terá incomodado a porcazinha foi alguém ter tido o desplante de fotografar o seu bichinho. Nem sei porquê. Nem me interessa por aí além. Estou-me nas tintas e não vou desfocar o focinho do canito. A gaja devia era ter vergonha de poluir descaradamente o espaço público em claro desrespeito pela lei e pelas regras de boa conduta cívica. É, portanto, uma besta. Como todos os outros que tem igual comportamento.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Kruzes!

Ao contrário do que sugerem algumas insinuações maldosas, a ausências de actualizações do Kruzes não se deve à minha alegada participação no congresso do actual Partido Socialista. Nada disso. Qualquer insinuação que relacione o desaparecimento blogosferico com a reunião magna dos socialistas portugueses, para além de se tratar de uma inverdade, não passa de uma piada que mais não pretende do que descredibilizar um blogue sério como este. Embora, como é óbvio, o conclave de Matosinhos não tenha sido uma reunião de malfeitores e entre os presentes tenham estado pessoas estimáveis que, por muitas razões, merecem o meu respeito. Qualidades que não reconheço, como é público e notório, no chefe das “tropas” que ali se reuniram.
Tratou-se, digamos, de um apagão. Momentâneo e, espera-se, ocasional. Mas este foi um apagão dos bons. Daqueles à séria. Com muita água, como convém. Seja como for, quatro dias sem dizer mal – há quem sustente que este é um blogue onde se diz mal de tudo e de todos só por dizer – é muito tempo. Demasiado, até. Há, portanto, que o recuperar. Nem que seja apenas para dizer mal dos que dizem mal daqueles que dizem mal. Sim porque nisto da maledicência não se aplica o principio do ladrão que rouba a o ladrão.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Palhaços novos com ideias velhas

Vivemos dias tristemente históricos. Dramáticos, até. Daí não perceber certas euforias, nem ver motivos para contentamento pela vinda do FMI. Ou do FEEF, como parece que agora se chama essa tropa de elite da alta finança. A receita que nos irão prescrever depressa fará desaparecer os motivos de satisfação que, ou muito me engano, rapidamente darão lugar aos habituais impropérios de desagrado. 
Não vale a pena ter esperança em milagres. A mezinha desta gente é sempre a mesma. Ainda que, sistematicamente, produza resultados catastróficos. Aumento de impostos – que já estão no limite do tolerável – redução de salários e maior flexibilização das leis laborais vão, nem é preciso ser muito esperto para o perspectivar, arrasar o que  resta do poder de compra das famílias e conduzir a uma recessão ainda maior que, por consequência, anulará o efeito da subida dos impostos. Depois, como sempre, voltarão à primeira forma e torna a aumentar a tributação. Foi assim que lhes ensinaram e eles não conseguem discorrer outra coisa. 
Sendo o nosso maior problema o montante desmesurado que atingiu a divida do Estado, das empresas e dos particulares, não deixa de ser estranho que ninguém – nem os palhaços de cá nem os que aí vêm – se preocupe com uma reforma da justiça, que acabe de vez com a escandalosa protecção de que gozam os caloteiros e que torna praticamente impossível cobrar um divida a quem não tenciona cumprir as obrigações que assumiu. 
Pensam alguns inteligentes – já ouvi este fantástico argumento – que, pela via da redução dos salários e do aumento dos impostos sobre o consumo, é possível obter uma diminuição do endividamento das famílias. Acreditam eles que, ganhando menos se recorrerá menos ao crédito e, assim, a divida privada baixará drasticamente. Só pensa desta maneira quem não conhece o povo que habita cá no rectângulo. Se ganharmos menos a primeira coisa que vamos fazer é deixar de pagar as prestações e, a seguir, comprar fiado. Haverá sempre alguém disposto a vender a crédito e um esquema manhoso qualquer a que recorrer para conseguir um empréstimo. Que, obviamente, não será pago. Depois quem se sentir lesado que recorra à justiça. Com sorte, daqui por muitos anos, conseguirá cobrar ao caloteiro o pouco que este receba a mais que o salário mínimo. Isto se o dito não recorrer. Ou interponha uma providência cautelar.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Zé, vai-te embora!

O apego de José Sócrates ao poder constitui, para muitos, um enigma difícil de decifrar. Mesmo não sendo comentador ou analista politico, acredito que serão vários os motivos que levam o alegado engenheiro a não querer deixar o poleiro. Logo porque já anda há tantos anos nestas andanças que terá sérias dificuldades em regressar à vida real. Ou, também, porque um regresso às origens – engenheiro numa autarquia – seria algo, graças a ele, terrivelmente mau e que ninguém deseja nem ao seu pior inimigo. 
Outra razão, mas isso sou eu a especular, é que o ainda primeiro-ministro saberá que não estará completamente livre de, um dia que se espera não esteja muito distante, quando deixar o poder, vir a ser alvo de perseguições vagamente semelhantes àquelas de que foi vitima um outro português que deteve um cargo igualmente relevante. Vale e Azevedo, acho que é assim que se chama o senhor, mal deixou de dirigir a instituição mais representativa e importante do país foi logo de cana.

PS: O boneco da foto é o João Honesto, personagem Disney, com as qualidades que os apreciadores do género bem conhecem.

domingo, 3 de abril de 2011

O frio como oportunidade de negócio

As causas fracturantes, tão do agrado de uma certa esquerda, começam a escassear. Em França, terra de onde – como se sabe – vêm os bebés, na falta de melhor os ambientalistas resolveram declarar guerra às esplanadas de inverno. Daquelas que são fechadas com material plástico e aquecidas com aquecedores a gás. Ora, sob o pretexto da necessidade de reduzir o consumo de energias fósseis e de um alegado mau aspecto que o plástico dá à cidade, a Assembleia Municipal de Paris decidiu proibir a existência destes espaços, naquelas condições, na capital francesa. Para os que insistirem, mesmo assim, em pleno inverno abancar numa esplanada, os defensores da ideia sugeriram que fossem distribuídos cobertores. Proposta que, vá lá que alguém teve bom senso, não foi aprovada. 
Se a visão de uma esplanada repleta de gente embrulhada em mantas não agrada, o mesmo não diria se, em vez disso, se tratassem de agasalhos típicos da região. Por exemplo ia achar genial se nestas duas esplanadas cá da cidade, durante os meses mais frios, fossem cedidos capotes alentejanos aos seus frequentadores. Para além do conforto dos clientes seria uma forma interessante de promover um produto regional e, quem sabe, por esta via recuperar a produção desta vestimenta outrora tão em moda.

sábado, 2 de abril de 2011

Estacionamento tuga





Não fazemos por mal. Somos mesmo assim. Despreocupados. Irresponsáveis, às vezes. Não queremos saber, nem nos importamos com as consequências. Principalmente se estas não nos afectarem. Daí que estacionemos como muito bem nos dá na realíssima gana e os outros que se lixem. Somos tugas e nada mudará isso.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Noticias da religião da paz e da tolerância.

O pastor evangélico maluco que em tempos ameaçou queimar um exemplar do corão, concretizou esta segunda feira a ameaça e pegou fogo ao livro sagrado da mourama. Apesar de me considerar relativamente bem informado e um observador particularmente atento a este tipo de coisas, não dei conta de nada. Devo ter andado distraído com a crise. 
O mesmo não se aconteceu com os ainda mais atentos e muito melhor informados habitantes de diversos países islâmicos. As noticias correm velozes e esta chegou célere às tocas do confins do Afeganistão onde indignados e pacatos cidadãos, movidos por um inigualável espírito de tolerância e de consciência cívica, desataram a protestar contra o acto – idiota, mas perfeitamente legitimo – praticado por um cidadão americano. No seu próprio país, sublinhe-se. 
O seu pequeno e pouco eficaz cérebro deve ter ficado toldado pelo ódio e, mesmo que não conheçam uma letra do tamanho de um camelo, decidiram tomar medidas contra aqueles que queimam livros. Para começar, nada melhor do que matar pessoas. Com requintes de malvadez, de preferência. Seguir-se-á, provavelmente, o habitual arraial de berraria e de histerismo a que o mundo já se habituou sempre que, no ocidente, se “desrespeitam” os valores daquela gente. Se, na Europa, fizéssemos o mesmo sempre que – por lá ou por cá – os nossos valores não são respeitados, havia de ser bonito. Mas nós não o fazemos. Não somos iguais a eles. Somos civilizados. Ou então temos medo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

"O prémio"?!

Mantive um destes dias - na qualidade de pacato cidadão, contribuinte preocupado com o destino dos meus impostos e de eleitor atento às decisões de quem me representa – uma breve conversa com um dirigente de uma conhecida agremiação cultural. O motivo da cavaqueira, não muito amena e ainda menos cordial, teve a ver com o financiamento por entidades públicas das associações culturais e do destino que a esse apoio é dado pelos seus dirigentes. 
A discordância instalou-se logo que o meu interlocutor defendeu – aberta, descarada e veementemente – que entre as componentes a financiar se devem incluir almoços, jantares, comes e bebes diversos ou festividades variadas. Mesmo quando isso não se inclua no âmbito de uma qualquer acção ou projecto do grupo – uma deslocação, por exemplo – mas em que o simples acto de dar ao dente constitua por si só uma actividade devidamente programada. Será, justificou, uma espécie de prémio e que, a não ser assim, ninguém quererá dar o corpo ao manifesto e perder o seu tempo no movimento associativo. 
Custa-me a crer que dirigentes, praticantes e outros que mantêm vivas as associações culturais e desportivas deste país, sejam uma troupe de esfomeados. Recuso-me a acreditar que a maioria dos que dão o seu melhor, quase sempre em prejuízo do seu tempo de lazer e de convívio com a família, o façam a troco de comida. Mas ainda que as entidades associativas resolvam promover banquetes todos os dias, para gáudio de quem muito bem entenderem, será lá com elas. Fazê-lo com o dinheiro obtido através do financiamento público é que entendo ser, pelo menos, imoral. Para não lhe chamar outra coisa. 
Ainda que a minha opinião tenha deixado o senhor em causa para lá de indignado, acredito que muitos pacatos cidadãos, contribuintes preocupados com o destino dos seus impostos e eleitores atentos às decisões de quem os representa, não terão grandes dúvidas em concordar comigo.

terça-feira, 29 de março de 2011

iPad2, iVa e gente pouco séria

Confesso – sem vergonha nenhuma, diga-se – a minha ignorância. Não sei o que é, nem para que serve, a porra de um tal iPad 2. Nem o facto de uma quantidade parva de alarves ter esgotado, em menos de meia-hora, o stock destes aparelhos, acabadinhos de ser postos à venda numa loja da especialidade, me desperta mais curiosidade em relação à traquitana.
O brinquedo que despertou este inusitado interesse custa, ao que parece, quase um salário mínimo, na sua versão mais rasca, e pode ir até vez e meia a remuneração miníma nacional na opção mais catita da gigajoga. Calculo que quem o adquiriu não esteja preocupado com o dinheiro que, depois da compra, lhe sobejou na carteira ou na conta bancária. Admito que se tratarão apenas de umas centenas de palermas exibicionistas que gostam de ter no bolso – se é que aquilo lá cabe – a ultima inutilidade tecnológica. Concedo que terão toda a liberdade que quiserem para esturrar o dinheiro que lhes custou – ou não - a ganhar. O que tenho manifesta dificuldade em aceitar é que um aparelho desta natureza não tenha uma taxa agravada de iva. Ou, em alternativa, esteja sujeito a outro imposto qualquer. Mas para isso era preciso que tivéssemos um governo a sério. Ou, apenas, sério.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Loucos!

Os portugueses devem estar loucos. Só pode. Ou então ainda não perceberam o que lhes está a acontecer. O que não altera em nada a conclusão anterior, embora possa também configurar um estado de inconsciência ou de negação da realidade. Apenas algo do género pode explicar que o parque de estacionamento de uma zona comercial, que para além de calçado apenas vende roupa, possa estar praticamente lotado. 
Verdade que se tratam de bens essenciais. Com a diferença em relação, por exemplo, aos bens alimentares que têm um larguíssimo período de duração e, portanto, não sejam coisas que se comprem com com a mesma frequência. Exceptuando, claro, aquelas pessoas que têm o vicio de comprar trapos apenas para espairecer. Mas aí estamos perante alguém profundamente demente e visivelmente transtornado das ideias. 
São imagens como esta – e também as bichas nas caixas registadoras dos diversos estabelecimentos – que me mantêm na dúvida e fazem hesitar entre três opções: 
A - O país está em crise mas os portugueses continuam a viver bem e a ter dinheiro ou crédito disponível; 
B - Estamos a sofrer de uma espécie de alucinação colectiva, achamos que o fim do mundo está a chegar e o melhor é aproveitar. Está tudo doido, portanto;
C - Não existe crise nenhuma e tudo não passa de uma tramóia dos políticos para, como sempre, nos lixarem.

sábado, 26 de março de 2011

Noticias da crise

Deve ser para evitar coisas destas que os gajos lá da Europa querem a redução das compensações pela cessação dos contratos de trabalho em Portugal...

O descanso do lepidóptero

Garantem alguns que quando uma borboleta bate as asas com mais força num local, provoca um ciclone do outro lado do mundo. É provável que assim seja. Este bicharoco – ou bicharoca – não será desses. Por mais violento que seja o seu esvoaçar não aparenta ter poderes para provocar nem, sequer, uma leve brisa. Mas isto sou eu a dizer, porque no âmbito dos vendavais nunca se sabe o que está para vir nem do que cada um é capaz. Mesmo que se trate de um ser esvoaçante como uma mariposa. Uma pousa-lousa, vá.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Mais vale 2% iva no supermercado que 1% irs no vencimento

Penso que será suficientemente claro para quem me lê que sou contra o aumento de impostos. Pelo menos daqueles impostos que incidem sobre bens ou serviços essenciais e os que penalizam em demasia o trabalho ou o lucro. Daí que a alegada intenção do PSD de aumentar o valor da taxa máxima do IVA, para vinte e quatro ou vinte cinco por cento, me pareça um disparate. Contudo, ainda assim, um disparate bem mais pequeno que subir novamente o IRS – mesmo que pela via da limitação das deduções – como era pretendido pelo (des)governo do pretenso – e simultaneamente pretensioso – engenheiro diplomado ao sétimo dia. Da semana. Ou de curso, não sei ao certo. 
Uns quantos arautos e defensores dos pobres e oprimidos, curiosamente todos do PS ou apaniguados socretinos, já manifestaram publicamente a sua indignação por esta hipotética proposta. Para eles – e também para muita outra gente que não venera o reles líder – entre aumentar o IVA ou o IRS não têm dúvidas em optar pelo segundo porque, garantem, o primeiro é mais penalizador para quem menos tem. 
Por mim, que não percebo nada disto, parece-me que não será bem assim. Tomemos como exemplo um salário ou reforma de seiscentos euros. O aumento de 1% em sede de IRS representará um prejuízo de seis euros ou de doze, no caso da subida ser de 2%. Já na remota e muito afastada hipótese do pensionista ou trabalhador gastar os mesmos seiscentos euros em bens taxados actualmente a 23% de IVA, a subida de um ponto percentual representaria um acréscimo de despesas de 3,93 euros ou, se o aumento chegar aos 2%, de 7,81 euros. Não me parece difícil de perceber qual o imposto mais penalizador...Ou então sou eu que não sei fazer contas. 
Poderá argumentar-se que as pensões mais baixas e quem ganha o salário mínimo ou que anda lá perto, não pagará IRS. Será. Mas também não será menos verdade que quem ganha valores dessa ordem pouco mais poderá comprar do que  bens sujeitos à taxa miníma ou, quando muito, intermédia. O que inclui assistir a “espectáculos, provas e manifestações desportivas e outros divertimentos públicos” que, como se sabe, são taxados a seis por cento. Não é fantástico?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Povo de esquerda?!

Liguei agora o televisor. Discursa na Assembleia um gajo qualquer, de mau aspecto, evidente apaniguado do ainda divino líder, garantindo coisas e debitando certezas. O homem deve ter descoberto por estes dias o estado a que isto chegou e que, manifestamente, não é o mesmo que em tempos não muito distantes garantia com iguais certezas enquanto debitava coisas. 
Entre alarvidades várias julgo ter ouvido a criatura fazer uma espécie de apelo ao povo de esquerda. Seja lá isso o que for. Mas é bonito. E simultaneamente parvo. Mas também não é nada de espantar quando vem de alguém com responsabilidade no actual Partido Socialista. É ao ouvir gente desta que melhor se percebe a politica do Ministério da Saúde relativamente aos doentes do foro psiquiátrico, em que se pretenderá evitar o internamento das pessoas com problemas a esse nível. Eles podem ser malucos e ter muitos outros defeitos, agora de parvos não têm nada.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Falidos mas sem vontade de andar a pé

Não partilho da benevolência com que hoje têm sido tratados na comunicação social, nos blogues ou nas conversas de café, os tratantes que abastecem o carrinho nas estações de serviço e que se retiram estrategicamente sem efectuar o pagamento do bem que acabaram de adquirir. Nem mesmo aquele - velho e parvo - argumento do ladrão que rouba outro ladrão ter uns quantos anos de perdão me faz ter mais simpatia pelos cento e trinta gatunos que, diariamente, entendem ter direito a combustível à borla. 
Andar de popó, ao contrário de comer ou de qualquer outra coisa da qual dependa a sobrevivência, não é algo sem o qual se não possa viver. Embora, pela quantidade absolutamente estúpida de automóveis que circulam em qualquer cidadezinha, pareça exactamente o contrário. Por mais PEC's que o alegado engenheiro e sua camarilha tratem de aplicar aos portugueses, não adianta, do automóvel é que eles não prescindem. Nem que para isso tenham que roubar a gasolina. 
Viver de forma honesta com pouco dinheiro é uma realidade desconhecida para muita gente e que muito dificilmente entrará nos hábitos de vida de uma significativa faixa da população portuguesa. Foram – e para alguns vai continuar assim - muitos anos de vícios sem que tivéssemos os necessários recursos para os sustentar. Deve ser por isso que elegemos sempre os mesmos. Afinal, se calhar até sabemos escolher os melhores de nós para gerir o estilo de vida que nos dá jeito...

domingo, 20 de março de 2011

E haverá quem queira comprar?!

Não sei se a privatização dos Correios estará ou não na agenda politica. Provavelmente sim. Talvez até o primeiro passo nesse sentido tenha sido dado quando, já lá vão uns anos, um esparveirado qualquer – nem vou dizer que foi o Sócrates porque eu não sou de intrigas – se lembrou de presentear cada português com uma caixa de correio electrónico. Medida que, como certamente todos se lembrarão – em especial os apaniguados da criatura – se enquadrava no âmbito de um dos muitos planos para modernizar e desenvolver o país. Anunciada com a habitual pompa e a adequada circunstância, foi mais uma daquelas trapalhadas que alia o emblemático ao inútil e serve para ilustrar a patetice institucional que vai cobrindo o país de ridículo. 
A maneira de comunicar entre as pessoas mudou assustadoramente nos últimos anos e hoje a importância dos Correios em nada se assemelha à que já deteve em tempos idos. Pouco daquilo que é feito pela empresa se revela como indispensável à vida dos portugueses e, num futuro que não tardará a chegar, os serviços que hoje alguns ainda consideram essenciais tornar-se-ão obsoletos. É a vida, como diria o outro.
Se, porventura, esta empresa pública chegar a ser privatizada tenho curiosidade em saber se quem a adquirir vai manter o mesmo número de administradores, as mesmas regalias e privilégios de que desfruta uma imensa panóplia de gente dentro de uma empresa que, embora não pareça, ainda é pública. Não me parece que o Belmiro, o Amorim ou outro badameco qualquer, esteja disposto a colocar uma viatura descaracterizada à disposição de um simples e pouco qualificado quadro intermédio, para que este se passeie pelo país – quiçá, até, pelo estrangeiro - ao fim de semana com a família.

sábado, 19 de março de 2011

Más contas

As opiniões acerca da actuação do governo deste – sublinho deste – Partido Socialista e dos políticos em geral que tenho aqui publicado, ao longo dos cinco anos de existência que já leva o Kruzes, são quase sempre cáusticas, corrosivas e bem reveladoras da má conta em que tenho a classe politica. No entanto, como é obvio não é coisa que desconheça, “eles” estão “lá” em primeiro lugar porque são portugueses e, em segundo, porque nós, seja de que forma for, contribuímos para a sua eleição. Portanto, por mais que me esforce, não encontro grandes diferenças entre nós e “eles”. 
O comportamento cívico de uns e outros, infelizmente, não difere por aí além. Veja-se, por exemplo, o caso de uma conhecida figura pública do mundo do espectáculo que, ao que tem sido noticiado, terá uma divida às Finanças na ordem dos muitos milhares de euros mas que, ainda assim, encara isso como um facto perfeitamente natural. Até porque, não se coibiu de afirmar, que todos devemos uns aos outros e que, um dia, se Deus quiser, há-de pagar. Tenho as mais sérias reservas que qualquer entidade divina dedique algum do seu tempo às questões fiscais ou, sequer, queira saber de caloteiros. Do que não tenho grandes dúvidas é que têm sido comportamentos destes que nos conduziram até este estado. Tal como não duvido que, caso se tratasse de um qualquer politico, seria uma escandaleira nacional. Assim, como anda por aí a dizer uma larachas, batem-lhe palmas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Presidente do Municipio?! Valha-me eu....

A propósito de um assunto que não vem ao caso tenho lido em vários locais a expressão “Presidente do Município”. Nem desconfio quem seja o autor de tão grande patacoada mas, sem pretender ferir susceptibilidades, manda o rigor terminológico que me debruce acerca do assunto e conteste tão disparatada afirmação. Esse é um cargo que não existe. Os orgãos do município são a Assembleia e a Câmara Municipal. O primeiro, com funções deliberativas, composto pelos presidentes de junta de freguesia e por um determinado número de membros eleitos directamente que elegem entre si aquele que lhe presidirá e o segundo, com funções executivas, composto pelos vereadores e pelo presidente que será o cabeça da lista mais votada pelos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais lá do sitio. 
Não há, portanto, ninguém que seja “Presidente do Município”. O mais grave é que quem utilizou esta expressão no local onde a li será, presumo mas posso estar enganado, funcionário de uma autarquia. Posso, também quanto a isso, estar equivocado mas é o que dá terem acabado – já nem me lembro qual foi o governo – com os concursos em que era necessário estudar alguma legislação para ser admitido numa autarquia e, em vez disso, baste agora fazer parte da lista certa. Ou seja da que ganhou. Ainda sou do tempo em que até para coveiro se tinha de ter umas noções, rudimentares é certo, da Lei das autarquias locais. Mesmo que no fim fosse seleccionado na mesma, tal como agora, o filho do amante da amiga da vizinha. Pelo menos esse, por mais burro que se revelasse, não chamava uma coisa dessas a ninguém.

quinta-feira, 17 de março de 2011

A tacada

Incompreensivelmente reina uma imensa estupefacção por à pratica do golfe ser aplicada a taxa de reduzida de iva. Uma cambada de invejosos é o que é. E de insensíveis às causas sociais, também. Principalmente quando se sabe que a maior parte do pessoal que se dedica a essa actividade desportiva são reformados, pessoas que levaram uma vida inteira a pagar impostos ou a fugir deles. O que, como se sabe, dá igualmente muito trabalho. 
Ignoro como irão reagir os mercados – sabe-se como é importante a sua reacção - quando souberem da boa noticia, mas, calculo, exultarão com tamanha generosidade. Tal como eu, aliás, que entendo na perfeição o objectivo que se pretende atingir ao aplicar a mais reduzida das taxas à pratica deste popular e gratificante desporto. Estou, portanto, radiante. 
Até parece que já estou a ver aviões repletos de velhotes, oriundos da Europa do norte, aterrar no aeroporto de Beja – os mais medrosos virão de TGV – e a invadir os campos de golfe que, em breve, se multiplicarão pelas planícies alentejanas. Com todas as vantagens que daí advirão para a economia local. Desde o vinho, que inevitavelmente vão beberricar entre duas tacadas e que por sinal também tem uma taxa de iva simpática quando comparada com os bens essenciais, até às unidades hoteleiras que irão ver as suas taxas de ocupação aumentar significativamente.Vai, enfim, ser a salvação da economia do país. Assim a modos como o nosso petróleo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Que parvos que eles são!

Tenho manifesta dificuldade em perceber os economistas. O problema será, obviamente, meu. Longe de mim questionar as teorias económicas fantásticas que desenvolvem e que, supõe-se, um dia produzirão os efeitos desejados. Sejam eles – os desejos – quais forem. Isto, se calhar, tem mais a ver com a indómita vontade de dizer mal “de tudo e de todos apenas por dizer”, com que presenteio os leitores que têm o azar de aqui vir parar. 
Mas escrevia eu, não entendo os gajos que se dedicam a estudar essas coisas da economia. Em tempos não muito distantes, argumentava essa gente que para reduzir o défice era imprescindível, entre outras coisas, reduzir salários e aumentar impostos. Se assim não fosse os mercados, esses papões dos tempos modernos, exigiriam um preço cada vez mais alto pelo dinheiro que nos vendem e as agências de notação financeira baixariam o nosso rating. Ou seja, desceríamos na consideração deles. Coisa que, como se sabe, não deixou de acontecer apesar dos cortes nos vencimentos, da subida de quase todos os impostos e da retirada de apoios sociais instituídos ainda no tempo da outra senhora. A tal que, recorde-se, explorava e mal tratava o povo. 
Apesar de parecer evidente a gente – menos aos economistas, claro – que as consequências das medidas tomadas iam ser as que estão à vista, ainda há quem se surpreenda por, mais uma vez, a consideração que as tais agência têm por nós voltar a descer. O argumento para mais esta quebra de confiança, terá a ver com o facto de as medidas de contenção da despesa estarem a inviabilizar o crescimento da economia. 
Estou, confesso, sem palavras. Curvo-me, até, perante tão brilhante e inesperada conclusão. Acho que, só para chatear, vou ponderar a hipótese de ora em diante passar - lá muito de vez em quando que isto não convém exagerar – a dizer bem de alguma coisa. E talvez comece pelos economistas.

terça-feira, 15 de março de 2011

Homem da luta

Ao ouvir o cavalheiro que hoje foi entrevistado na SIC fiquei com a sensação - se calhar é apenas impressão minha - que, caso tivesse tido ocasião, o senhor em questão era gajo para ter ido à manifestação de sábado passado em Lisboa. Compreende-se. Afinal, também ele não passa de um precário. Notoriamente à rasca.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Já se iam embora...

Ao saber da sua comunicação ao país admito que, por breves instantes, acreditei que aquele cujo nome não será aqui mencionado porque isto é um blogue sério ia, num raro momento de lucidez, reconhecer a própria inépcia e apresentar a demissão. Foi, reconheço, uma ideia parva. Mas também igualmente fugaz, porque depressa regressei à realidade e à convicção que a criatura fará de tudo para se manter no lugar de tão convencido que está da sua genialidade. 
No discurso desta camarilha aborrece-me profundamente que tenham a ousadia de pensar que são eles os únicos defensores do interesse nacional e que todos os outros, os que não concordam com as medidas que têm vindo a conduzir o país ao colapso, querem o pior para Portugal. Quando, o que salta à vista é precisamente o contrário. São mais que notórios os efeitos devastadores do que esta gente tem andado a fazer. Ainda assim acredito que não o façam por mal ou por detestar a maioria dos seus concidadãos. Será antes por incompetência. E também por gostarem muito de um reduzido número de portugueses. Daqueles que usam cartão rosa.

domingo, 13 de março de 2011

Broncos

O país poderá estar a horas de assistir a mais um bloqueio levado a efeito por uma dúzia de broncos que, por terem um veiculo de grandes dimensões e capaz de sozinho bloquear uma estrada, se arrogam no direito de achar que os restantes portugueses têm o dever de suportar parte dos custos de exploração da sua actividade empresarial. 
Apesar das suas pretensões não fazerem qualquer sentido, serem altamente lesivas para todos e poderem constituir um gravíssimo precedente que pode - deve, aliás - ser seguido por outros sectores igualmente afectados pela subida de preço das matérias primas, acredito que o governo acabará por lhes fazer a vontade e ceder às suas reivindicações. Tal como aconteceu da última vez que bloquearam o país e tornaram os portugueses reféns da sua causa. Recorde-se que então, durante os dias em que durou o acto criminoso que praticaram, o executivo do alegado engenheiro não deu sinais de vida. Esteve calado, escondido e com medo. O que não admira. Ser arrogante com os fracos e submisso com quem ostenta alguma espécie de poder é próprio dos cobardes. 
Não se pode confundir este tipo de acções com outras "lutas" agora - de novo - tão em voga. Nem, perante elas, reagir da mesma maneira. Impedir a circulação de pessoas e bens é ilegal, ilegítimo e merece ser punido severamente. Aquilo que espero é que o governo aja em conformidade e que mobilize a guarda, a policia e o exercito para desimpedir estradas enquanto, simultaneamente, ordene às Finanças fiscalizações aos escritórios das "empresas" que participem nos bloqueios. Se assim não fizer, então que se vá embora.

sábado, 12 de março de 2011

A nossa terrinha

A imagem que acompanha este texto, retirada do blogue "A nossa terrinha", representa a evolução da população residente no concelho de Estremoz. Enquadra-se numa exaustiva análise, que pode ser lida no espaço mencionado, acerca da rede portuguesa de auto-estradas onde se questiona a bondade do investimento que o país fez nestas infraestruturas rodoviárias. 
Não se pode depreender - nem é isso que a autora conclui - que a construção da A6, esteja a contribuir para a quebra populacional que se verifica no concelho desde o ano de dois mil e cinco. As causas são outras, muitas têm de se procurar noutro lado, mas não devemos excluir desta responsabilidade quem continua a insistir em morar por cá. Principalmente quando se assiste a um egoísmo nunca visto, em que as pessoas optam por não ter filhos apenas para não ter chatices. Um descendente custa muito dinheiro, que pode, por exemplo, ser gasto em viagens ou num carro novo. E, se afinal um cachorro sai muito mais barato e pode ser posto no olho da rua quando aborrece, para quê complicar?! 
Também as politicas de investimento público no concelho e na região têm contribuído de maneira fundamental para o êxodo da população. Dos muitos milhões de euros, provenientes da União Europeia e do bolso dos contribuintes, que já foram enterrados no concelho, terão sido poucos os que contribuíram para a criação de postos de trabalho. E, pelos vistos, assim vai continuar a ser. Por mais que custe a muita gente, na apreciação de qualquer projecto, para além da legalidade, devia igualmente ser tido em conta o principio da utilidade ou rentabilidade do mesmo. Podendo ser chumbado caso determinados critérios não fossem preenchidos. Se calhar, digo eu assim de repente,  talvez não tivéssemos - pelo menos a este nível - alguns problemas como aqueles que hoje nos afectam. Como défices, corrupção, desemprego e outras coisas aborrecidas. 
Quanto à auto-estrada, apesar de estar ali ao virar da curva, continuo a preferir a velhinha nacional quatro para as minhas deslocações. Como diz o outro, não estou para engordar gulosos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Afinal ainda há margem para mais sacrificios...

Mais um PEC. Nem sei se este é o quarto ou o quinto. Também não é coisa que tenha importância por aí além. Até porque importa a cada vez menos gente. De tantos que são a malta já nem lhes liga. 
Calculo que, desta como das outras vezes, entre o leque de objectivos que se pretende atingir se volte a incluir a tentativa de acalmar os mercados. Seja lá isso, de mercados, o que for. Diz que esses chatos andam particularmente irritados desde o fim de semana. Motivos para isso não faltam, coitados. Primeiro porque não terá ganho o festival a canção da sua preferência e, em vez disso, vão ter que levar com uns irritantes "Homens da Luta". A seguir a derrota do Benfica e o consequente adeus definitivo à hipótese de chegar ao título que, como toda a gente sabe, constitui sempre um fortíssimo incentivo à economia. Finalmente o Cavaco com aquela conversa fiada a dizer que o pessoal já não aguentava mais e tal quando, afinal, já o outro cujo nome não será aqui mencionado, tinha no bolso mais um Peczinho. Não são coisas que se façam aos mercados, pá! 
Não sei se, como sempre tem acontecido, me incluo no reduzido número de vitimas de mais este plano. Provavelmente sim. Mas que se lixe. Estou-me cagando para isso. Na verdade estou farto dos javardolas que nos governam. Ou desgovernam, sei lá. Quase tanto como dos pedantes que os apoiam e dos bajuladores que se curvam perante a genialidade de cada uma das suas sábias decisões. E só não digo para irem levar no cú porque, se calhar, ainda eram fulanos para gostar da ideia.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Puxar é preciso

O outro - aquele cujo nome não será aqui mencionado, porque isto é um blogue sério - manifestou em diversas ocasiões o seu cansaço por, sozinho, puxar pelas energias do país. Ontem, mais uma vez, após o discurso contundente do Presidente da República, voltou a referir que se sente pouco acompanhado nessa tarefa. Pena que ainda não tenha pensado em descansar... 
À semelhança de muitas outras coisas, também em matéria de desenvolver esforços no sentido de mover alguma coisa de um lugar para o outro, a criatura demonstra estar completamente desfasado da realidade quotidiana do país que o atura. Como se pode ver pela imagem junta quando toca a puxar, seja lá por aquilo que for, não são muitos os que colaboram.