quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pergunta irrelevante do dia

A maioria dos jovens - como é agora politicamente correcto dizer quando alguém se refere a meliantes e desordeiros - envolvidos em crimes e desacatos diversos, passaram parte significativa da sua curta existência em instituições de reinserção social. Tendo, estas, atribuições que visam a prevenção da delinquência e o desenvolvimento social das pessoas que têm à sua guarda, parece claro que qualquer coisa em todo o processo está a falhar. Para a esquerda e restante malta esquisita do “social” são, sem margem para qualquer dúvida”, as políticas sociais, de integração e de acompanhamento destes “jovens” as grandes responsáveis pelo seu comportamento criminoso. Provavelmente, também. Mas, porra, não pode ser simplesmente que os gajos prefiram levar uma vida no mundo do crime, onde é muito mais fácil arranjar de forma rápida e relativamente segura, face à impunidade e compreensão das nossas leis penais, uma quantidade de dinheiro que nenhum emprego lhes daria a ganhar?!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Notas de fim do dia

Duas notas para o final do dia de hoje. A primeira, pela positiva, para o primeiro-ministro José Sócrates que esteve muitíssimo bem na resposta que deu no parlamento ao deputado Chico Louco, do Bloco dito de esquerda, acerca dos incidentes no bairro da Bela Vista.
A segunda, pela negativa, para a quantidade de blogues que insistem em dar música aos seus visitantes. É quase tão mau como fotos de merda de cão.

Figurões

Associar os distúrbios do bairro da Bela Vista, ou a criminalidade em geral, ao fenómeno do desemprego, como estão a fazer alguns figurões da nossa opinião publicada, é uma falta de vergonha reveladora de um claro desrespeito para com os mais de quinhentos mil portugueses que estão desempregados. Pode mesmo considerar-se um insulto aos que estão a viver sérias dificuldades em virtude de terem perdido o seu posto de trabalho.
Obviamente haverá, por aquele bairro e por muitos outros situados nas periferias das grandes cidades, gente com vidas difíceis. Não é isso, no entanto, que os faz criminosos. Aqueles que as imagens televisivas mostraram, montados em “brutas” motos a acelerar e a fazer piões frente à esquadra da polícia do dito bairro, não parecem desgraçadinhos desesperados por um emprego ou um prato de sopa. É gente que jamais aceitará um trabalho de acordo com as suas qualificações, porque nunca lhe permitirá adquirir os mesmos bens que um assalto ou o tráfico de umas quantas doses de droga pode proporcionar.
O problema é de polícia e de ordem pública, sim. Não tem, contudo, solução fácil. A curto prazo, provavelmente, nem terá solução. Não neste regime de ditadura do politicamente correcto e de hipersensibilidade social onde o criminoso é tornado vitima perante a sociedade e elevado pelos seus ao estatuto de herói.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Os filhos de Allah

Apesar de ter publicado vários posts em que o teor dos textos pode ser associado à defesa do meio ambiente por neles manifestar descontentamento e reprovação relativamente a alguns comportamentos que considero menos correctos, importa esclarecer – não é que importe muito, mas esclareço na mesma – que me estou inteiramente nas tintas para os ecologistas e para as suas causas.
Vem isto a propósito do vídeo que acompanha este post que, não trazendo nada de novo ou não transmitindo nada que se não soubesse, ainda me faz ficar com menos vontade de preservar o planeta para as gerações futuras. Perante os factos, reais e incontornáveis que o pequeno filme relata, por mim o nível dos oceanos pode subir até cobrir os Himalaias e as reservas de água potável esgotarem-se até à última gota. Contribuir para que isso aconteça poderá até considerar-se um acto nobre por, muito provavelmente, ser a única forma de os vencer…

Sinergias autárquicas

O poder local é merecidamente reconhecido pelo dinamismo da sua actuação. As iniciativas sucedem-se a um ritmo quase frenético, criam-se medidas de apoio, incentivam-se coisas e estimulam-se sinergias. Tudo com muita imaginação e, faça-se justiça, em muitos casos mesmo antes de se vislumbrarem no horizonte sinais da crise que agora anda por aí ou das eleições se aproximarem. O que, como toda a gente sabe, é quase a mesma coisa quando se trata de apoiar, incentivar e estimular.
A capacidade imaginativa revela-se principalmente na escolha do nome. Ou, se calhar, apenas nisso. Mas é justo reconhecer que isto de criar um gabinete publicitado e divulgado aos munícipes lá do sítio com a sugestiva sigla de GAJA é, manifestamente, arrojado. E um bocadinho a atirar para o maroto, também.
Podia revelar o que significam as iniciais que formam o citado gabinete, mas não me apetece. Garanto apenas que o espaço criado na Câmara de Torres Vedras – é dela que se trata - não tem nada a ver com o tipo de apoios, estímulos ou sinergias que algumas mentes mais libidinosas possam estar já a pensar.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Magalhães, a internet e as comichões...e também as gajas boas

Se ampliarem e olharem com atenção para a foto vão vislumbrar ao longe dois putos – ao vivo pareceram-me três – a brincar com o “Magalhães”. Digam lá que não é uma imagem enternecedora ver as crianças entretidas, provavelmente entusiasmadas, com o seu pequeno computador a jogar um jogo educativo - ou a ver gajas nuas - em vez de jogar à bola ou, o que é muito mais salutar, andar à pancada umas com as outras.
Já afirmei vezes sem conta que considero esta iniciativa de distribuir computadores uma excelente medida. Principalmente porque não serviu apenas para os mais novos terem um brinquedo todo moderno. Contagiados por esse espírito tecnológico, os irmãos mais velhos depressa descobriram toda a potencialidade da pequena e genial caixinha e daí até lançarem-se nas ondas da internet foi um pequeno passo. Hoje é vê-los horas e horas a fio, todos os dias da semana, a navegar pela rede nos computadores do espaço internet. “Olha…. tanta gaja boazona…”, “aiiii….agora na posso…tou no chati…” são frases que amiúde se passaram a ouvir naquele local desde que a febre da informática atingiu uma comunidade até aqui excluída, também, do acesso às novas tecnologias. Pena que apenas “eles” tenham sido atingidos ou que a “elas” não seja concedida liberdade para fazer o mesmo.
Interrogar-se-ão vocês como é que eu sei destas coisas. É simples. De vez em quando – e também de quando em vez – dou por lá uma volta e aproveito para pôr a conversa em dia com o meu amigo Luís, que é gajo com uma paciência infinita para aturar aquela malta. Pena que, se fizer como eu que quando saio de lá estou cheiinho de comichões, o “obriguem” a gastar em água uma conta calada…

Pesquisa(s) da semana

Desta vez destaco não uma, mas duas pesquisas que trouxeram leitores até este blogue. E, ao contrário do que aconteceu noutras semanas em que os destaques se deveram à sua excentricidade, estas buscas realizadas no Google não se podiam revelar mais certeiras. Numa o autor procurava por “blogs mesmo javardos” e na outra alguém tentava encontrar “piadas parvas”. Vieram, como é fácil de constatar ao sítio certo, ao local exacto e, de certeza, encontraram o que pesquisavam. Isto sim é qualidade de serviço. Exijo certificação, já!

domingo, 10 de maio de 2009

La gauche...

Para a esquerda a criminalidade violenta não é um problema de polícia. É, antes, um problema social que não se resolve com a intervenção das forças da ordem, mas sim e apenas com medidas de carácter político que melhorem as condições de vida dos criminosos. Criminosos chamo-lhes eu, porque para a dita esquerda são pessoas excluídas pela sociedade capitalista e injusta e, por vezes, são até outras coisas muito mais pomposas, que essa malta esquerdista tem uma imaginação fértil quando se trata de adjectivar.
Perante os chamados crimes de colarinho branco aí tudo muda de figura. A esquerda abespinha-se, reclama justiça imediata e exige que os perigosos criminosos bem vestidos sejam de pronto metidos atrás das grades. Curiosamente não considera nestes casos estarmos na presença de qualquer problema de índole social, nem manifesta qualquer espécie de compreensão por tão pérfidas criaturas.
Por mim não gosto de criminosos. Bem ou mal vestidos. Morem eles na Quinta da Marinha ou na Bela Vista. Sejam deste ou do outro lado do Atlântico. Considero mesmo que cada bala que lhes é metida nos cornos e os conduz com os pés para a frente até à quinta das tabuletas é uma bala bem empregue e que cada processo que nestes casos é levantado, devia acabar em condecoração ao polícia autor do disparo.
Quanto às questões de âmbito social, de que a esquerda tanto reclama, é bom lembrar que entre apoios do Estado e das autarquias nunca houve tanto subsidio e de toda a espécie como actualmente. Assim de memória recordo o Rendimento Mínimo, refeições gratuitas para as crianças em idade escolar, livros e material escolar fornecidos gratuitamente, décimo terceiro mês do subsídio a crianças e jovens, habitação gratuita ou a renda simbólica – que mesmo assim não pagam - e uma panóplia de outros apoios distribuídos pelas mais diversas entidades de solidariedade social.
Consta que um gang oriundo da Quinta da Bela Vista, em Setúbal, terá realizado assaltos que lhes renderam algumas centenas de milhares de euros. Muito mais do que ganhariam a trabalhar. Provavelmente será disso que a esquerda se queixa. Que o Estado não faça a distribuição de tão generosa quantia entre as tais vitimas da sociedade capitalista que tanto abominam. Lá chegaremos. Por enquanto fiquemo-nos pelos preservativos…

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Novos negócios

Em tempos de crise qualquer estratégia é boa para ganhar uns euros. Mesmo a de não fazer nada, nem um único movimento. Esta opção, ou oportunidade de negócio como alguns tenderão a chamar-lhe, como tudo na vida, tem os seus inconvenientes e não é indicada para todos. Por razões óbvias e mais que evidentes não é recomendada aos que sofrem de stress. Mesmo que ligeiro.
Não devia ser necessário mas antes que alguns leitores mais mariolas mencionem o facto, esclareço desde já que a objectiva foi unicamente direccionada para o indivíduo vestido de branco com a cara pintada. Dispensam-se, portanto, piadas que insinuem eventuais semelhanças com outras fotos publicadas recentemente.

Opinião irrelevante do dia. Ou estúpida. E também parva.

A opinião irrelevante do dia, apenas idiota, completamente parva ou todas em simultâneo, pertence ao jardineiro – uma estranha mistura entre Jardim e engenheiro o que, como sabemos, não augura nada de bom – que um dia dirigiu um banco onde era conhecido pela generosidade compulsiva para com os mais chegados e que agora, a julgar pelas mais recentes declarações, parece ter enveredado pela stand-up comedy.
Garante o homem que “a remuneração dos administradores é sempre muito impressiva quando tornada pública, em especial neste momento de desemprego.” Acrescenta ainda o senhor, se é que devo chamá-lo assim, “é algo que pode perturbar a coesão social”. Tem piada, o velhote. Pensava eu, mas ninguém tem culpa da minha ignorância, que a coesão social se obtém com uma melhor distribuição da riqueza. Pelos vistos enganei-me. Basta que os desempregados não saibam quanto ganha o gestor que os despediu.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"TUFA-TUFA"?!?!

A malta do volante lembra-se das coisas mais esquisitas para decorar o habitáculo da viatura e, o pior, é que têm de conviver dentro dele com essa mesma tralha durante horas a fio, nomeadamente, como é o caso, quando se trata de um profissional do ramo. Gostam de dar nas vistas, provavelmente sente-se bem assim e proporcionam aos papalvos que andam por aí de máquina em riste um bom motivo – razoavelzinho, vá - para lhe dar uso. E este até nem é dos piores…não fora aquela coisa do “TUFA-TUFA”…

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Pressões e ameaças

Esta coisa das pressões tem muito que se lhe diga. Pelo menos é o que dizem os que são pressionados, os que alegadamente pressionam e os que acham que meio mundo anda por aí a pressionar outra metade. Não tenho destas coisas grande experiência - nem pequena, diga-se - mas há quem garanta que a dita pressão pode assumir diversas formas, ser feita de várias maneiras e, por fim, ter as consequências mais díspares.
Depois de muitas queixas de alguns bloguistas estremocenses acerca de alegadas pressões de uma entidade misteriosa, que ficou conhecida por cá como a PJ dos blogues, é agora a vez de Abel Ribeiro, candidato à presidência da Câmara nas últimas eleições autárquicas e actualmente a viver no norte do país, denunciar algumas ameaças (uma forma mais parva de pressão) de que diz ter sido alvo por parte de alguém de Estremoz que, segundo acrescenta, considerava amigo. Isso dever-se-á, segundo escreve o próprio, à sua recente adesão ao Partido Socialista.
Não conheço pessoalmente o Dr. Abel Ribeiro, nem me identifico com as suas opções políticas. Passadas ou presentes. Tão pouco me importa que o presumível autor das alegadas ameaças tenha ou não bons motivos para proceder desta forma. Para mim o relevante da coisa é que o visado não se tenha remetido ao silêncio, nem optado pelas meias palavras ou por deixar ficar umas quantas suspeitas no ar. Se todos os que se dizem vítimas de pressões agissem assim, a vida dos que andam por aí a pressionar ficaria muito mais complicada…

terça-feira, 5 de maio de 2009

Porco português regressado do México

Um javardola, acabado de chegar do México, quando no aeroporto foi interrogado por uma jornalista se iria tomar precauções relativamente à gripe A, como é conhecida agora, garantia peremptoriamente que “nem pó!”. Quarentenas, máscaras ou lá o que fosse, não eram para ele. Divertiu-se nas suas ricas feriazinhas lá pela terra onde os porcos desataram a espirrar e, tenha ou não apanhado o vírus, possa ou não transmiti-lo, contagiar pessoas não é coisa que preocupe o suíno falante em causa.
É este o verdadeiro espírito tuga. “Eu”, “eu” e “eu” sempre “eu” e o meu conforto e os meus interesses em primeiro lugar. Os outros que se lixem. E se por acaso se lixarem mesmo, melhor ainda. Isso realçará como “eu” sou esperto.

Contribuinte solitário

Esta foto foi obtida um destes dias à porta da Repartição de Finanças de Estremoz. Não tem nada de especial nem me ocorre nada de interessante para escrever acerca dela. Deve ser falta de inspiração, porque certamente muito haveria para dissertar sobre o facto de alguém, de idade já relativamente avançada idade e aparentemente poucas posses, aguardar quase uma hora pela abertura de um serviço público de que muitos fogem a sete pés e outros nem sabem onde fica.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Pergunta a um vizinho (seja ele quem for)

Custava muito, era uma trabalheira do camandro, algo que te deixasse derreadinho de todo, separar o lixo e colocar as vinte quatro mines dentro do vidrão?! Exigia-te um esforço sobrenatural teres enfiado com a porra da caixa no contentor das embalagens? O que ostenta a cor azul, e que estava mesmo à frente das tuas ventas?! Bolas pah, assim não dá. Só espero que o facto de te teres dobrado para deixar as garrafas no local errado não te tenha causado nenhum problema nas cruzes! Mas se provocou, olha, vou-te dizer, foi muito bem feito.

E o massacre das sardinhas?!

A propósito de algumas polémicas que por aí tem existido acerca de touradas, circos e de outras palermices relacionadas, supostamente, com a protecção dos animais - que são apenas coisas no enquadramento jurídico nacional, recorde-se – apetece-me perguntar: Então e o massacre das sardinhas? Ninguém protesta contra a quantidade de cadáveres de sardinhas que são queimados pelos santos populares? E dos pimentos, que também têm vida?! Pois, porque raio ninguém reclama dos pimentos?

domingo, 3 de maio de 2009

Como compensar uma gaja

Quem cria um blogue e o mantém actualizado gosta de ter visitas. Muitas de preferência, porque, como me dizia com alguma piada um leitor a quem sistematicamente não aceitava os comentários, “um blogue sem leitores não passa de um acto de masturbação intelectual”. Saber o que procura quem nos lê é por isso essencial na gestão de um espaço destes, daí prestar uma especial atenção aquilo que é pesquisado na internet e estar atento às pesquisas registadas pelos contadores de visitas onde, não raras vezes, deparo com buscas merecedoras de destaque.
“Como compensar uma gaja”. Esta talvez tenha sido a pesquisa mais inquietante que, na semana transacta, trouxe um leitor até este blogue. Faço votos para que a cavalheiresca criatura tenha encontrado, aqui ou noutro qualquer lugar, a resposta à dúvida que o atormenta. Infelizmente são poucos os que se preocupam em compensar alguém e é por isso enternecedor constatar que existe quem dedica uma parte importante do seu tempo a tentar encontrar uma forma de compensar outrem. O que, reconheça-se, lhe fica bem. Sejam quais forem os motivos – bons, quero acreditar - pelos quais pretende atribuir a compensação.

sábado, 2 de maio de 2009

Afinal quem é o pirata?!

Então o governo português manda um barco da armada portuguesa, que custa a todos uma pipa do dinheiro que não temos, para os mares da Somália combater a pirataria que assola aquelas paragens e quando os nossos bravos marinheiros pescam uns quantos piratas têm de os soltar porque afinal a sua actividade não constitui crime à luz das nossas leis penais?!?!?!?! A ser assim o que é que foram para lá fazer? E NINGUÉM, os que gajos que mandam nestas coisas, sei lá, quem toma as decisões de enviar as tropas, viu isso antes de uma situação como esta cobrir o país de ridículo aos olhos da comunidade internacional?! Porra, pá! Já basta a incompetência a nível interno, não havia necessidade de ir lá para fora fazer parvoíces.
Já estou a imaginar as piadas de portugueses que se passarão de agora em diante a contar lá para os lados do corno de Africa…

Objectos e objectivas

Habituado como estou a apontar a máquina em direcção ao chão, revelo algumas dificuldades em obter fotografias jeitosas quando direcciono a objectiva para outros alvos posicionados num ângulo diferente. Isso, aliado ao facto de a máquina nova ainda estar em fase de habituação ao fotógrafo, nem sempre me permite obter fotos com o mínimo de qualidade e que mereçam vir parar aqui ao Kruzes. É o caso da que acompanha este post e que foi tirada ontem à noite na Fiape, em Estremoz. Em palco – o mesmo onde hoje estará o José Cid e amanhã o Tony Carreira - estava, estou em condições de o confirmar, um tal de Angélico que, a julgar pelas reacções entusiasmadas de algumas teenagers, deve ser um gajo famoso naquilo que faz. Seja lá o que for.
P.S – (Lagarto, lagarto, lagarto) Pronto, já partilhei com o mundo que tenho uma máquina fotográfica nova, uma Kodak com montes de pixéis e uma carrada de funções que não desconfio para que servem nem, ainda menos, como utilizar. A antecessora teve um triste fim que um destes dias aqui hei-de relatar.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Habituem-se!

Não sou, nunca fui, apologista da violência. No entanto, a propósito do tabefe que o candidato do Partido Socialista às eleições europeias terá hoje levado quando pretendia fazer campanha eleitoral numa manifestação comemorativa do Primeiro de Maio, apetece-me dizer que o homem estava mesmo a pedi-las. Ou, como diz o nosso povo, só se perdem as que caiem no chão. Alguém ligado ao partido do governo misturar-se com as vítimas da acção governativa cheira mesmo a provocaçãozinha. Quem semeia ventos colhe tempestades e isto pode ser apenas uma pequena amostra do que, futuramente, poderá vir a acontecer quando outros políticos optarem por acções de proximidade com os eleitores. Habituem-se, porque quem se mete com o povo, mais tarde ou mais cedo, leva.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Cagadela exemplar

Desde o inicio deste blogue não tem conta as fotos e os textos que publiquei denunciando e condenando o comportamento dos responsáveis pelo triste cenário com que nos podemos deparar nas ruas das nossas cidades. Assim sendo, que mais posso eu escrever que demonstre a indignação que sinto sempre que deparo com gente a passear o canito, para que este possa aliviar a tripa, ou a abrir a porta do quintal para o animal ir cagar suficientemente longe da casa dos donos? Provavelmente nada. Mas não será por isso que deixarei, ainda que isso irrite uns quantos leitores ocasionais, de continuar a criticar esta atitude negligente e mal-educada de pessoas que têm, ou tiveram, uma posição relativamente importante no contexto social em que estão inseridas. Recordo que, na zona da cidade onde estas fotos foram obtidas, residem muitos professores – no activo e aposentados – que tem cães e que permitem que eles defequem onde muito bem lhes apetece. Destas pessoas seria de esperar um comportamento diferente e que servisse de exemplo para os outros cidadãos. O que, no caso e bem vistas as coisas, até estará a acontecer. Pela negativa, claro.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ano do barroco

Um dos primeiros sinais de velhice é quando se começa a pensar que não era má ideia escrever as nossas memórias. Talvez por isso, ou por outra coisa qualquer, lembrei-me um destes dias que devia fazer um desmentido. Ou melhor, um desmentido público. Melhor ainda, um importante desmentido público. Embora, convenhamos, pouco público porque este blogue não tem grande audiência e a importância da coisa a desmentir seja pouco menos que insignificante. Mas, como o blogue é meu e o desmentido também, chamo-lhe o que muito bem me apetecer. E, no caso, apetece-me chamar-lhe importante desmentido público.
Passemos aos factos. Como muitos se recordarão, pelo menos os que moram em Estremoz, em 2004 ou 2005, não sei ao certo, o Município local levou a efeito um conjunto de actividades culturais a que resolveu chamar o “Ano do Barroco”. Ora os alentejanos – pelo menos a maior parte – têm um apurado sentido de humor, gostam de trocadilhos e demonstram uma apetência natural para “rebaptizar” este tipo de coisas. Recorde-se a quantidade de alcunhas que existem por esse Alentejo fora e que não encontra paralelo em mais nenhuma região do país.
Não foi portanto de estranhar que o “Ano do Barroco” depressa passasse a ser conhecido, em Estremoz, como o “Ano do Bacoco”. De estranhar é que tal “baptismo” tenha sido atribuído, de imediato e convictamente, à minha pessoa. A tal ponto que, ainda hoje e apesar da veemência dos meus protestos, continua a haver quem esteja convencido que fui eu a inventar tal designação. É por isso que, mais uma vez, faço este importante desmentido público. E veemente, também. É uma piada engraçada, irreverente como quase todas as boas piadas, mas nada tenho a ver com a sua origem. Ainda assim, aproveito a ocasião para parabenizar o autor que, desconfio, é gajo para de vez em quando dar por aqui uma espreitadela.

terça-feira, 28 de abril de 2009

As "mines"

A malta das “mines” não é conhecida pelas preocupações ambientais ou outras causas que envolvam a preservação da paisagem. Nomeadamente a urbana. Mas tenhamos esperança porque já não falta tudo. Alguns já vão conseguindo deixar os restos de uma noite animada relativamente perto do ecoponto.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A pergunta que se impõe

Prosseguindo a senda de modernização do país e de melhoria de condição de vida dos portugueses, o espectacular, fantástico, competente, extraordinário, sublime, esplêndido, o melhor entre os melhores e absolutamente genial governo presidido pelo não menos fabuloso, excelso, perfeitíssimo e quase mitológico José Socrates, prepara-se para adoptar mais uma medida essencial para o bem-estar geral e, diria mesmo, fundamental para o progresso do país. Trata-se da aplicação aos trabalhadores das autarquias da famosa lei dos disponíveis. A proposta de lei pode ser vista na integra aqui, deverá entrar em vigor no inicio do próximo ano e, ou muito me engano, vai contribuir para um acentuado aumento da qualidade de vida de muitas famílias.
Posto (mais) isto a pergunta impõe-se. Podíamos viver sem um governo socialista? Podíamos. Mas não era a mesma coisa.

domingo, 26 de abril de 2009

Dia do engraxador

Hoje, segundo alguns estudiosos destas coisas de “dias comemorativos”, ter-se-á assinalado o dia do engraxador. Não teve destaque na comunicação social nem consta que a data tenha merecido especiais comemorações. Uma injustiça, acho eu que tenho pelo trabalho destes profissionais – e de outros, também – o maior respeito. É, todos o sabemos, uma actividade difícil e que, apesar de muito praticada, não está ainda suficientemente valorizada perante grande parte da população que olha os engraxadores com algum desdém.
É, no entanto, justo que o engraxador tenha o seu dia próprio. Sabe-se que dar graxa nem sempre se revela uma tarefa fácil e que, por vezes, é difícil agradar ao engraxado. Uma mancha aqui, falta de brilho ali ou uma borradela acolá, são deslizes quase sempre fatais para o engraxador e que provocam, mesmo que de uma forma velada, a ira do cliente quase sempre desdenhoso de quem lhe puxa o lustro ao calçado.
Curiosamente as novas tecnologias não contribuíram aí além para melhorar esta actividade. Contudo alguns engraxadores desenvolvem, ainda assim, esforços assinaláveis no sentido de aplicar estes novos meios aos seus intentos, visando aperfeiçoar a técnica e promover de forma eficaz a resplandecência daqueles a quem servem. O pior é que embora possam ganhar eficácia perdem em discrição, pela exposição a que ficam sujeitos uns e outros. Mas, provavelmente, isso pouco lhes importa.

sábado, 25 de abril de 2009

Espalhafato

Os panos que, nas últimas semanas, têm “engalanado” várias janelas e varandas no centro da cidade, vão constituindo motivo de falatório e de interrogações, por parte da populaça desinformada e pouco dada a estas macacadas culturais, acerca do que significa tal espalhafato. São, ao que garantem alguns, peças artísticas que estão em exposição. Uma forma de arte, portanto. E da boa, afiançam outros mais entendidos no assunto. Ou apenas mais gozões, não sei ao certo.
Para mim, um trapo é isso mesmo. Um trapo. Por mais voltas que queiram dar ou enfeites manhosos que lhe acrescentem. Assim como assim, ainda prefiro o velho costume português de secar a roupa à janela. Apesar de tudo vejo mais arte numas cuecas, num soutien ou num par de ceroulas. Mesmo de gola alta.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

"Bispo" tecnológico

O “Bispo” Edir Macedo é um fulano que “orienta”, digamos assim, uma espécie de confissão religiosa. Pelo menos consideremo-la, benevolentemente, como tal. Há quem não partilhe desta opinião e ache que a Igreja Universal do Reino de Deus, é isso que o dito Edir comanda, é outra coisa muito pior. Opiniões, digo eu, que de religiões, seitas, confrarias e organizações de mal feitores não percebo nada.
Do que não restam grandes dúvidas é que o homem tem olho para o negócio. A prová-lo está o verdadeiro império que a organização detém em vários países, nomeadamente no Brasil, e também em Portugal onde nos últimos anos comprou diversos edifícios nas principais cidades do país, alguns deles simbólicos, para instalar locais de “culto”. Dizem, porque, como é manifesto, cultura não é o meu forte e do ramo imobiliário e negócios adjacentes só sei o que leio nos jornais.
Apesar de aparentemente a “coisa” movimentar muitíssimo dinheiro, nada parece ser suficiente para as ambições do autoproclamado bispo. Vai daí lançou no site que possui na internet uma nova campanha de angariação de fundos. Para o efeito disponibiliza a informação necessária para que os fiéis depositem nas contas indicadas as respectivas doações. É nestas alturas que lamento não ser um génio da informática, para poder substituir os números daquelas contas bancárias por outros que me são mais familiares…

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Anda por aí uma ladroagem…

Podia muito bem ser o título desta foto que nos mostra como até uma simples cadeira pode ser objecto da cobiça dos amigos do alheio. Ou então trata-se apenas de alguém, muito preocupado com a possibilidade de perder o lugar, que resolveu prevenir-se prendendo o assento ao poste de iluminação.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Perseguições revolucionárias

Tal como escrevi em posts anteriores, o período se seguiu ao vinte cinco de Abril foi um tempo estranho. A democracia foi posta em causa e iniciado um percurso que, se não tivesse sido travado a tempo, podia ter tido consequências trágicas. É normalmente isso que acontece quando o poder persegue alguém por ter opiniões diferentes. Seja antes ou depois de setenta e quatro, em ditadura ou em democracia.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pilha galinhas

Quiçá motivado pela ida a julgamento de um indivíduo que alegadamente terá roubado umas quantas galinhas, meio país acha hoje que esse tipo de crime não justifica o tempo nem os meios que a Justiça gasta para o julgar. O argumento utilizado é quase sempre o da comparação com outros crimes, cometidos por outro tipo de gente, com proveitos incomensuravelmente maiores. Por outras palavras, e em termos práticos que é o que realmente importa, há quem defenda que o roubo de galináceos devia ser despenalizado.
Obviamente não posso estar mais em desacordo com esta ideia absurda de despenalizar o roubo, furto ou lá o que lhe queiram chamar, só porque o objecto alvo dos amigos do alheio é de valor insignificante face aos custos do processo tendente a apurar os factos e, se for o caso, punir o prevaricador. Pior ainda quando se argumenta que a Justiça terá casos muito mais preocupantes para se entreter. Se aplicarmos este tipo de argumentação a outros serviços públicos, ainda um dia deixaremos de ser atendidos no serviço nacional de saúde se padecermos de uma gripe ou de uma unha encravada porque o custo do atendimento não se justificará no caso de maleitas tão ligeiras e os serviços terão pacientes com doenças mais preocupantes para tratar.
Defender a despenalização só porque outros que roubam quantias mais avultadas não são penalizados pelo sistema judicial é igualmente revoltante. A ser assim, ainda um destes dias alguém se lembraria de isentar um assassino de ser julgado face à impunidade de que gozaram muitos criminosos que mataram aos milhares e são hoje idolatrados por alguns.