quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Promoção fantástica!

A iniciativa de distribuir computadores “Magalhães” pelos mais petizes tem merecido amplo destaque neste blogue e, sobre ela, já foi praticamente tudo dito. E escrito também. O que me baralha a mente é haver quem compre este equipamento, à margem do sistema de ensino. Mas, pelos vistos, há e até fizeram bicha – cá por mim continuo a dizer bicha – para comprar um destes computadores por duzentos e oitenta e cinco euros quando o podem ter a custo zero ou por vinte euros. Isto, claro, para quem trabalhe por conta própria e tenha apoio da acção social escolar. Na pior das hipóteses, a traquitana poderá ser adquirida por uns miseráveis cinquenta euros, no caso de alunos que os pais trabalham por conta de outrem.

Talvez por isso as campanhas de vendas atinjam uma agressividade pouco usual entre nós. De tal forma, que os vendedores chegam a fazer fantásticos descontos de zero euros!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Problemas chatos

A entrega na Assembleia da Republica da proposta de orçamento de Estado para 2009 foi bastante atribulada. Consta que o problema esteve relacionado com pen’s. Nada de muito grave, no entanto. Pelo menos nada que afecte o desempenho ou prejudique a performance governativa neste momento difícil em que é necessário tomar medidas para combater a crise financeira.

Fontes pouco fidedignas, daquelas que nada sabem e tudo inventam, garantiram-me que os imprevistos terão estado relacionados com a sugestão que deixei neste post. Não terá envolvido números trocados ou contas erradas mas antes problemas ligeiramente aborrecidos. Chatos, até mesmo.

O ditadorZÉco

Não é que me identifique com o tipo de sociedade preconizada pelo PNR, até porque nem sei ao certo, e ainda menos ao incerto, qual o tipo de sociedade que este partido preconiza. Sei é que gosto de campanhas - sejam políticas, publicitárias ou outras - com imaginação e sentido de humor. E este cartaz, apesar dos macambúzios do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista acharem o contrário, tem alguma piada e sentido de oportunidade.

Concorde-se ou não com a mensagem transmitida, goste-se ou não da ideologia seguida pela organização partidária responsável pela colocação do cartaz, devia ser-lhe reconhecido o direito a expressar livremente a sua opinião. Direito que lhe foi negado pelo vereador da Câmara de Lisboa, eleito pelo pequeno grupelho de extrema-esquerda, que ordenou a retirada do cartaz. Tiques de quem acha que faz falta. Tanta como a fome, acrescento eu.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Aiiiii...que sou tão discriminadinho!

Noticiava o Expresso de uma destas semanas que na firma C. Santos, representante da marca de veículos Mercedes em Portugal, existiria uma circular interna, mais ou menos secreta, que instigaria os vendedores a dificultarem a venda de viaturas a clientes de etnia cigana. Atendendo ao que é possível observar nas feiras, acampamentos e bairros sociais, ou a dita norma interna nunca existiu, ou não tem sido cumprida por parte dos profissionais da empresa. Outra hipótese, igualmente não desprezível, é que os interessados vão comprar os carrinhos da sua preferência a outro lado.

Obviamente perante uma notícia deste teor surgiram de imediato algumas indignações. Injustificadas a meu ver. Primeiro porque quem vende tem o direito de escolher a quem quer vender e, segundo, porque a haver discriminação ela estender-se-á a uma grande maioria da população e é feita descaradamente. Como? Com aqueles papelitos, cheios de algarismos, que eles colocam nos pára-brisas dos automóveis que tem para venda lá nos stands…

Momentos de glória

Disse uma vez um jornalista, em pleno período revolucionário, que “por maior que fosse a fita de um gravador nela não caberia a sabedoria do povo”. Provavelmente teria ouvido expressões como a proferida, um destes dias, por uma velhota que garantia para os microfones e câmaras de televisão que lhe faziam pontaria, que “eles lá no Palramento palram, palram…Só o que sabem é palrar!”

É nestas alturas que sinto uma inveja danada – é feio ter inveja, eu sei, mas não consigo evitar – de não ter jeito para fazer uns trocadalhos do carilho, como o que a idosa senhora proferiu naquele brilhante improviso, e que constituiu o seu momento de glória.