quarta-feira, 9 de julho de 2008

Comentadores indesejáveis

Não é hábito publicar comentários deste tipo, até porque para escrever parvoíces estou cá eu, mas desta vez abri uma excepção. Assim os leitores habituais deste espaço poderão constatar quanta boa educação, civismo e compreensão pela opinião alheia é possível encontrar entre os estremocenses.

Pelo teor do comentário percebe-se que quem o escreveu não sabe quem é o autor deste blogue - julga que é alguém ligado à actividade política - mas isso não torna menos reprovável o seu conteúdo e menos merecedor de censura quem, ao abrigo de um anonimato muito relativo, pretende insultar aqueles cuja opinião lhe desagrada. Embora, como dizia o outro que não me canso de citar, “um blogue sem leitores seja um acto de masturbação intelectual” leitores deste género não fazem cá falta, são perfeitamente dispensáveis e podem ir comentar para outro lado.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Desgraçadinhos mas simpáticos

Para os cães nascidos desde o passado dia um de Julho passou a ser obrigatória a implantação de um microchip, sob a pele do pescoço, que contém um código de identificação individual que remete para uma ficha de registo contendo dados sobre o animal e o seu proprietário. Com esta medida é possível obter informação completa e rápida nomeadamente quanto a vacinas administradas ao cão ou à identificação completa do dono, o que se torna especialmente relevante no caso de abandono.

Esta parece ser a ocasião ideal para as juntas de freguesia alterarem a sua politica relativamente ao licenciamento de canídeos. Quase todas cobram valores insignificantes e consta, não se sabe se verdade, que em muitas freguesias nem sequer há registo ou apenas estão registados uma pequena minoria dos cães existentes, o que priva a autarquia de uma verba que, cobrada a valores minimamente razoáveis ou altamente penalizadores no caso de cães de raças perigosas, podia representar um importante recurso financeiro. Imprescindível, no entanto, que em simultâneo seja exercida pela Junta um eficaz controlo dos animais existentes. Coisa que nem parece difícil em freguesias rurais ou de pequena dimensão, como é o caso da esmagadora maioria das freguesias do país.

Desde sempre as juntas de freguesia têm sempre optado pelo choradinho da desgraçadinha, pela vitimização e por mendigar junto das Câmaras, ao invés de procurarem formas alternativas de financiamento para as suas obras e actividades. É mais simpático para alguns dos seus fregueses e simultaneamente justifica a inactividade e a falta de iniciativa. Por mim lembrar-me-ei disso quando exercer o meu direito de voto. Principalmente se pelo caminho calcar merda de cão.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

E o ecoponto ali tão perto...

Apesar da existência de vários ecopontos no centro da cidade e das mais variadas campanhas visando sensibilizar a população para a separação dos resíduos, imagens como esta ainda são relativamente frequentes. Nomeadamente neste local. A consciência cívica e ambiental dos comerciantes da zona não parece suficiente para motivar uma deslocação de poucas dezenas de metros até ao sítio onde este tipo de lixo deve ser colocado. Sempre de língua afiada e crítica fácil no apontar de negligências alheias, não lhes ficaria mal começaram por modificar este género de comportamento que revela claramente um levado nível de desleixo e um baixíssimo grau de educação.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O figurão

Desconheço o que representa esta figura. Se é que representa alguma coisa. Quase ninguém dá pela sua presença, mas ele olha-nos lá do alto e parece estar atento a tudo o que se passa à sua volta. Goza de uma vista privilegiada sobre o Rossio e se pudesse contar tudo o que vê – repare-se como olha em todas as direcções – muito teria para dizer.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Merda!

Não concordo com comentários que têm sido publicados noutros blogues, da cidade e não só, atribuindo a culpa pela profusão de merda de cachorro às Câmaras, juntas de freguesia ou qualquer outro tipo de entidade. É verdade que lhes compete fiscalizar e punir este tipo de comportamento e, bem assim, proceder à limpeza do espaço público. No entanto sabe-se que face ao comportamento, completamente abjecto e indigno de quem vive em sociedade, da maior parte das pessoas que tem cão é de todo impossível exercer essa competência de maneira minimamente eficaz.

Não há por isso que inventar outros culpados que não os próprios donos. Deviam ter vergonha do que fazem às nossas ruas, praças, largos e jardins. Deviam envergonhar-se que a sua cidade – qualquer que ela seja – apresente este aspecto nojento e repulsivo aos que a visitam ou para os que nela vivem. Há que dizer, com toda a frontalidade, a essa gente: Sois uns porcos. Ou, se preferirdes umas bestas. E uns javardos também.