
Acho graça à obsessão da comunicação social com o Chega. Por um lado percebo que as noticias vindas daquele lado deem audiência. É disso, pelo menos em grande parte, que as empresas desse ramo de negócio sobrevivem e que muitos figurões, que de outra forma passariam despercebidos, acham que fazem figura. De parvo, em muitas circunstâncias, diga-se.
Toda esta malta descobriu agora um novo filão. Ou, melhor, novas vitimas das atrocidades dos cheganitos. A bicharada. Já devem ter concluído que com pedofilia, malas roubadas ou encomendas postais desviadas – ah, espera, esse é doutra coudelaria – não vão lá e, então, resolveram apostar nos bichos. Primeiro foi o gato capado, em pleno parlamento, por um deputado e agora, na falta de melhor, um ex-membro de uma assembleia municipal que matou a tiro uma gaivota. Esta última criatura – o chegano, não o pássaro - também malhou um fulano qualquer, mas esse como é apenas uma pessoa não interessa nada. Ainda se tivesse capado, roubado a mala e assaltado o desgraçado – lá estou eu, porra, quem assaltava era um do PS – podia ser que a ocorrência merecesse uma nota de rodapé. Ou, vá, uma piadola do palhaço do regime.
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