sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

De zero a três milhões vai uma greve de distância...

No país não sei, mas na pacatez da minha cidade não dei por essa coisa da greve geral. Nem, tão pouco, da parcial se é que a houve. Cafés, restaurantes, bancos, superfícies comerciais e comércio em geral, serviços públicos e toda a espécie de actividades económicas funcionaram normalmente. Pode, eventualmente, ter havido um ou outro trabalhador da área do ensino que tenha aderido, mas isso já ninguém repara. Naquele sector nem se pode dizer que é greve. Já faz parte integrante da rotina profissional daquele pessoal.


Nas televisões, pelo contrário, a greve teve um sucesso estrondoso. Nomeadamente ao nível do material que produziu para os humoristas. Aquilo dá para horas e horas de programas humorísticos e para piadolas sem conta. Uma espécie de gozar com quem faz greve, que certamente o bobo da corte não deixará de aproveitar no Domingo à noite. “Não faço absolutamente nada na vida”, declarava orgulhosamente uma manifestante aos microfones da CNN. Outra, uma matulona com vinte e muitos anos, garantia que a mãe precisava de quatro empregos para a poder sustentar a ela e à irmã. Uma injustiça, acrescentava. E com razão. Ter bom corpo para trabalhar e viver á custa da mãe não me parece lá muito justo.


Enquanto isso o país consumia mais 6,3% de energia eléctrica do que no dia anterior. Das duas uma. Ou os grevistas ficaram todos em casa de aquecedor ligado no máximo ou aproveitaram o dia para se dedicarem à bricolage e pôr o carro a carregar.

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