
A agricultura da crise, como escrevi noutras ocasiões, já não é o que era. Os morangueiros têm estado sob permanente ameaça dos melros e de outra passarada que insistem em os arrancar pela raiz. Devem ter-se contado pelos dedos das mãos – e, vá, um ou dois dos pés – os morangos que produziram. Bem pequeninos, diga-se.
As couves, coitadas, são as pistas de aterragem perfeitas para as inúmeras borboletas que insistem em sobrevoar o meu espaço aéreo. Ali depositam ovos aos milhões donde brotam lagartas esfaimadas que comem as folhas ou as deixam com mais buracos do que certas estradas. Antes, que agora com o aproximar das eleições autárquicas a máquina dos votos resolve a coisa. Das estradas, das couves não há votos nem máquinas que lhe valham.
O melhorzinho desta agricultura da crise – ela própria em crise – é o tomate cherry. O curioso é que não foi plantado nem, tão pouco semeado. Aquilo nasceu de geração espontânea. Algumas sementes que por ali caíram das quais resultaram três plantas. A foto é da colheita de hoje. Razoável, se o tamanho não tiver grande importância.
Coitado de a bicharada não vos deixa mas vá lá escaparam uns ricos tomates!
ResponderEliminarBeijos e uma boa tarde!
Tomatinhos com bom aspeto!
ResponderEliminarUma horta cheia de percalços!
ResponderEliminarEste ano os meu morangos saíram tipo tomate cherry, mas ainda ontem comi uma boa taça deles.
Os melros são uns ladrões, com a desculpa de virem beber água numa taça que encho regularmente, também debicam quanto podem!
Não me posso queixar do pessegueiro, nem do limoeiro.
Abraço
Crise, crise, crise. Vai um subsidiozito?
ResponderEliminarCumprimentos, caro KK.
Verdade. Isto a bicharada é mais que muita. Este ano até às árvores foram atacadas.🤬🤬🤬
ResponderEliminarCumprimentos
É, por agora, a única coisa que se aproveita da agricultura da crise.
ResponderEliminarA passarada, essencialmente os melros, escava em torno dos morangueiros e acabam por fazer com que sequem. E ainda há uns iluminados em Lisboa que os declararam espécie protegida por estar em extinção...que idiotas! São mais que muitos. Os melros e os idiotas em Lisboa.
ResponderEliminarCumprimentos
Subsídio?! Se me inscrever como jovem agricultor talvez tenha direito... Depois compro um jipe! 🤣🤣🤣
ResponderEliminarCumprimentos, caro António.
Se tudo anda a passar por uma época de crise, a horta aí de casa também tinha de ser atingida. Vá lá que os tomates cherry saíram bem bons.
ResponderEliminarPena serem tão poucochinhos, mas parecem ter pele lisa e macia.
Vão dar cor a uma boa salada de alface, pontilhada de azeitonas pretas.
Saudações e bom apetite!
Para estes lados, há mais passarada na cidade/vilas do que no campo. As oliveiras destruíram o seu habitat.
ResponderEliminarExcelente quarta-feira.
Não sou grande apreciador desta espécie de tomate, mas no quintal foi só o que aproveitou...
ResponderEliminarCumprimentos
Já ouvi essa teoria, mas depois nuvens de pássaros de todas as marcas comem os figos lá no meio do campo...
ResponderEliminarCumprimentos
Não é teoria. É mesmo... onde há olival intensivo... os pássaros fogem. E os que ficam morrem.
ResponderEliminarCá por casa, pela horta, o cherry também nasce sem autorização e imune a qualquer doença. Não sei por que razão, mas a pardalada instalou-se por aqui há anos e é um fartote. Feijão verde, ervilhas, favas, alface e couves, só mesmo com cobertura de rede.
ResponderEliminarComo um bom Governo socialista, temos de produzir em dobro para dar para o prejuízo, para alimentar os oportunistas dos pardais.
Por cá os morangos só sobrevivem com protecção de uma rede. E ainda assim não pode ser uma qualquer não vão os desgraçados dos passarinhos ficarem incomodados...
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