sexta-feira, 25 de abril de 2025

Valores pouco valorizáveis

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Os “valores de Abril” são como a ética republicana. Ninguém sabe o que são.Mas, quando se pergunta aos verdadeiros especialistas na especialidade – aquela malta que sabe tudo acerca da democracia – eles são capazes de proclamar uns quantos chavões que servem para tudo e o seu contrário.


Louvar terroristas, chamar nomes ao presidente da câmara e ameaçar que lhe vão ocupar a casa ou exibir cartazes a dizer “não à democracia” devem ser também valores de abril. Dos mais recentes a entrar para a lista, certamente. Quanto eu andava por essas manifestações não havia disto. Eram outros tempos. Nessa altura a malta não percebia nada de democracia. Até, pasme-se, era possível comer bifanas e couratos nesses eventos. Éramos fachos e não sabíamos...

6 comentários:

  1. Boa noite, Kruzes Canhoto
    Diz, a iniciar os seu artigo -«Os “valores de Abril” são como a ética republicana. Ninguém sabe o que são.» .
    Apenas é capaz de afirmar isto quem nunca sofreu na pele aos efeitos da ditadura do Estado Novo.
    Quem a sofreu sabe quais são os valores de Abril.
    Zé Onofre

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  2. Caro Zé Onofre. Lá está...os "valores de Abril" dão para tudo. Para si terão a ver com a guerra colonial, para mim que ainda me recordo entre outras coisas á limitação da liberdade de expressão relaciono-os mas com a possibilidade de ir dizendo umas alarvidades.

    Bom fim de semana.

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  3. Os valores de Abril, como o KK diz, dão para tudo. Até para eu desistir de festejar a data.
    Sou facho? Nem pensar!
    Mas já não suporto os tais especialistas da especialidade.
    Cumprimentos, caro KK.

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  4. Muitos dos especialistas especializados na especialidade que envolve o culto aos "valores de Abril" odeiam a liberdade dos que pensam diferente deles. O cartaz que aparece na foto que acompanha o meu post e as palavras de ordem que o bando entoava são bem esclarecedores do seus valores... Insuportáveis, como muito bem escreve.

    Cumprimentos, caro António.

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  5. Anónimo11:40 p.m.

    Acho que o problema começa logo pela palavra "democracia", da extrema-esquerda á extrema direita acho que tem significados diferentes.

    Seria bom começar a fazer por cá como fazem nos estados unidos, jornalistas vão para manifestações e questionam as pessoas sobre o que estão ali a fazer e a grande maioria nem sabe, normalmente estão lá a defender uma qualquer causa mas depois nem sabem qual é, não sabem o que se realmente se passa e não sabem o que realmente se trata.

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  6. Infelizmente estamos naquele ponto em que quem "concorda comigo é democrata, quem não concorda é fascista". Não auguro um fim particularmente simpático para isto.

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