domingo, 13 de abril de 2025

Os Observatórios servem para fazer observações parvas?

Quanto à necessidade de imigrantes que venham para o país fazer o que os portugueses não querem, nomeadamente trabalhar e ter filhos, nem vale a pena perder tempo a dissertar. É um facto e tudo o que divirja daqui são meras opiniões. 


Que a vinda massiva de mais de milhão e meio destas pessoas, num período de tempo relativamente curto, constitui um problema – mais do que um, a bem dizer – é outro facto que apenas a esquerda e mais uns quantos tótós, passe o pleonasmo, insistem em negar.


O que se dispensa é o esforço que certas criaturas fazem para complicar ainda mais o que de si já não é fácil. Declarações como as alegadamente proferidas por um responsável qualquer do Observatório das Migrações – uma adiposidade do Estado que os inimigos da redução do IRS nunca se lembram de citar quando perguntam onde se pode cortar a despesa – só contribuem para piorar os sentimentos anti-imigração cada vez mais evidentes. Aquela alminha terá sugerido que os serviços e o mercado de trabalho se adaptem ao dia de descanso, sexta-feira, “daquela” população. Mas não ficou por aqui. Terá ainda sugerido que alguns portugueses prescindam do médico de família e que os jovens fiquem mais uns anos em casa dos pais para que os imigrantes possam ter acesso a assistência médica e à habitação.


A indigência mental de quem, alegadamente, terá proferido estas alarvidades nem merece que me alongue em considerações. Até porque as desconsidero profundamente. E, por outro lado, nem é o homem que tem a culpa. Essa é de quem o nomeou e de quem ainda não o demitiu.


PS. Sou gajo para apostar com quem quiser que, apesar de sempre atento à actualidade, esta entrevista não vai passar logo à noite no programa do RAP nem, tão-pouco, suscitará grande interesse à comunicação social.


PSD. O “Correio da Manhã” ainda é um esgoto a céu aberto ou já o podemos considerar um jornal de referência?

2 comentários:

  1. Caro amigo, O esgoto é tudo aquilo em que se trasnformou o debate sobre qualquer coisa que tenha a ver com o futuro da País. É que não se debate, reponde-se em modo marketing, para atingir o públco alvo, ou seja o voto.
    Nestas condições, é só identificar o público alvo e disparar para lá rebuçados que depois se revelam de sabor amargo, mas isso é depois.
    E, como a memória é curta, basta repetir a dose, e fazer negócio com a informação que vira o disco e toca o mesmo.

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  2. Tem razão. E a comunicação social em geral transformou-se numa enorme ETAR...

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