Soube-se agora que o governo pretende acabar com as reformas antecipadas. Mas ninguém pense que isso se deve a qualquer risco de insustentabilidade dos sistemas de pensões. Nada disso. O governo só quer o nosso bem. O que eles querem, que fique bem claro e não haja más interpretações quanto à bondade da ideia, é dar “prioridade à vida activa”. O que é bom, deixemo-nos cá de merdas.
Obviamente que o sistema respira saúde. Aliás, se assim não fosse não teria havido um aumento extraordinário das pensões e não sei quantos cheques-brinde aos pensionistas nos anos mais recentes. De resto, como todos bem sabemos, a sustentabilidade da coisa está mais do que garantida pelas contribuições dos imigrantes que, como igualmente toda a gente também sabe, deixaram os confins da Ásia e de outros territórios longinquos com o firme propósito de nos vir garantir a reforma. Uma delas encontro eu todos os dias no caminho para o trabalho. E na volta, também. O caminhante, esclareça-se, sou eu. Ela está sentada a olhar para o telemóvel e a ouvir música esquisita. Deve ser a sua maneira de contribuir para a minha reforma. Ou para prioritizar a minha vida activa, sei lá.
É tudo tretas! Só uma pergunta os filhos destes imigrantes não usufruem da escola pública?, não beneficiam todos dos cuidados de saúde pública, não têm os mais variados apoios da Segurança Social? um dia os que agora nos estão a pagar a "reforma" também vão ser reformados. E aí quem paga o quê e a quem!
ResponderEliminarO Kruzes Kanhoto é demasiado seguidor do PSD, IL, CDS e Chega...
ResponderEliminarA razão para a "sustentabilidade" estar em causa, é algo que se passou, no final, dos anos 80, até 2007. "Serão escolhidos os 10 valores, mais elevados, anualmente, dos últimos 15 anos, de contribuições." Muitos empresários, ainda hoje, recebem 3000 euros, de reforma mensal, quando passaram 10 anos a descontar, sobre esse valor, pois, antes disso, descontavam sobre 10 contos mensais (200 euros).
No caso da reforma antecipada, ainda há muitos (empresários, líderes de empresa e jovens empreendedores) que fazem igual, pois começaram a descontar até 2007. Graças a isso, conseguiam (acabou em 2018) reformar-se, aos 55 anos, com 1500 euros, de reforma. Essa alteração custou o couro ao governo do Costa... perdeu o apoio de 100% das associações patronais, aquelas que apoiam os seus partidos, querendo passar que o SMN deve ser de 300 euros e os dirigentes ganharem 6000 milhões de euros, pagando 1% de impostos e taxas.
O que se passa com a SS é o mesmo que o governo anda a fazer, ao SNS. "Está tudo péssimo, vamos despedir 50000 funcionários e pagar 140000 milhões, aos privados, para o fazerem melhor e mais barato." Depois, "Ups, estamos com 38,5% de deficit, já se pagaram os 4000 milhões, aqueles influencers, para promover a subida do IVA em 500%?" "Cidadãos, como poderam ver, pelas 5400000000000 sondagens, 99,9991%, da população, apoia esta medida: Vamos acabar com o IVA isento, 6% e 13%. Para harmonizar, com a Europa, passará a só existir a taxa de IVA base, de 30%." E lá se vai o SNS, para o estilo americano (se pagar 20000 euros, anuais, em seguro de saúde, tem 50% dos serviços actuais, se pagar 2000 euros, tem 0,00000001% e poderá ter de esperar 5 anos, pela primeira consulta) e a segurança social, passa a dar 120000 milhões de euros, ás seguradoras e banca comercial. E já percebe como é que ex-governantes, conseguiam ganhar 600 milhões de euros (2014, Manuela Ferreira Leite), depois de estarem fora do governo e apoiarem as medidas.
Acerca do Emigrante: viu 1 e assumiu 6000 milhões deles. Não passe por nenhuma das 62211267 obras, registadas oficialmente, em Portugal. Vai-se perguntar é "Porque é que só o dono da construtora é que é português?" e nem imagine que 80%, dos trabalhadores, recebe ao dia e desconta, pelo salário mínimo, se trabalhar 72 horas semanais durante 12 meses.
Sim, confirmo. A relva é, de facto, azul.
ResponderEliminarA Segurança Social é o único esquema de pirâmide legal. Os que chegaram primeiro ganham e os demais perdem.
ResponderEliminarPor cá, vejo vários, mas um com regularidade, há mais de meia dúzia de anos, mas é empreendedor, reconheça-se. Sempre a pedinchar a moeda nos estacionamentos das superfícies comerciais, mas vai mudando de poiso. Hoje no Continente, amanhã no Pingo Doce, depois no Internarchê, a seguir no Lidl, Mercadona, etc. Não faltam postos de trabalho.
ResponderEliminarDeixei já de o interrogar quanto aos motivos e até mesmo de lhe oferecer trabalho a sério. Apesar de novo e com aspecto de atleta, nunca se mostrou interessado nas artes de pedreiro e calceiteiro. Nos motivos, é conforme o contexto: Já foi ucraniano a fugir da guerra, marroquino a escapar da pobreza, sírio a distanciar-se do Estado Islâmico, afegão, tunisiso, etc. Um poliglota racial.
Claro está que também será um dos que contribui para a estabilidade da nossa SS. Esse e outros que por cá, também ainda vivem em acampamentos e que não se lhes conhece negócios à luz do dia para além de venderem sapatilhas da Mike e da Alidas e malas Luiz Buitton. Quanto a trabalhos nocturnos, esse são mais conhecidos pela GNR.
Também cá temos muito disso, mas são daqueles cuja cultura não é compativel com hábitos de trabalho. Menos mal que não pedem moedas, chega-lhes o RSI.
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