Constitui para mim um mistério absolutamente inexplicável o fascínio existente no ocidente para com a causa palestiniana e o consequente ódio em relação a Israel. A simpatia por quem nos odeia, abomina o modo de vida que prezamos e nos ataca sempre que pode não tem uma explicação racional. A não ser o ódio que nutrem, também eles, à democracia e à liberdade. Coisas que não são muito praticadas, nem merecem especial apreço das criaturas pelas quais uns quantos malucos não se cansam de mostrar solidariedade. Por mim, também não me canso de repetir. Estarei sempre do lado onde as mulheres, se assim quiserem, podem usar mini-saia. Mas isso sou eu, que levo os direitos das mulheres mais a sério do que as Mortáguas ou a Leitoa. Para não falar daqueles totós que ontem, de trapo branco e preto enrolado à goelas, se andaram a pavonear por Lisboa a “exigir a paz” numa manifestação organizada pelo grupo empresarial do pcp. Aquilo são tantas as organizações dependentes da mesma administração que, só para a gente perceber, deviam publicar a lista dos militantes em acumulação de funções. Só para evitar chatices como a do gajo do SNS…
Ir a essas manifestações não resolve nada. Nunca fui a nenhuma até hoje. Não por antipatia da causa, mas por duvidar da sua eficácia e com receio que anarquistas se inflitrem. Porém, sabemos que nalgumas vezes e nalguns países (por ex. França) a violência das manifestações trazem soluçoes. Não é o caso desta.
ResponderEliminarBoa tarde
ResponderEliminarHá coisas difíceis de aceitar para quem não consegue olhar para além do seu umbigo.
Há coisas difíceis de compreender para quem olha à sua volta e só enxerga o Nós e os Outros.
Há coisa inaceitáveis para quem o Nós são sempre o Bem e os Outros são sempre o Mal, e que apenas estão interessados em prejudicar o Nós.
Infelizmente, para aqueles que usam os óculos do - Nós e dos Outros - a vida não é assim, apesar do Nós assim o dizer há milhares de anos. Dou como exemplos a "Pax Romana", que dominou todos os Povos à sua volta, ou até onde pode ir; "A Pax Cristã", simbolizada pelos reis Católicos (Fernando e Isabel) e D. Manuel I - um reino, um povo, uma religião, perseguindo Judeus e Muçulmanos; "As campanhas de Pacificação"! em África pelos portugueses, contra as tribos revoltadas; a "Paz britânica-americana", que quer impor a todos os outros a "democracia dos seus interesses de domínio mundial"; a Paz dos Czares, para abrir caminho até aos mares; A Paz sionista, ideolizada por David Ben-Gurion com o apoio total dos britânicos,
durante o seu mandato sob a Palestina, ainda antes dos anos de 1920.
Esta é a realidade que nos cerca e nos informa e formata há milhares de anos - o Nós e os Outros. Quem sair desta dicotomia está com os Outros, contra Nós (neste caso do senhor o Nós é o Ocidente, seja lá o que esse Ocidente queira dizer).
Ora, há quem pense diferente, sem estar a favor dos Outros, nem contra Nós, o que é inimaginável para mentes dicotomizadas. Contudo uma voz, que penso ser respeitada (será?) no Nós-Ocidente é contra essa dicotomia de que no Mundo há apenas lugar para Nós, ou para os Outros. Essa voz entende, e disse-o em Lisboa em 2024, que no Mundo cabem "Todos, Todos, Todos".
Boa semana,
Zé Onofre
Deixe estar que os palestinos devem gostar muito de si. Até porque eles nem são nada dessas coisas do Nós e Outros. Nadinha mesmo.
ResponderEliminarCumprimentos
Tenho uma profunda antipatia por tudo o que cheira a islão. Não aceito que alguém ache que as mulheres são seres inferiores. Sou filho de uma, pai de outra e marido de outra. Se alguém aceita que a esposa, a mãe ou a filha são seres menores é lá ele. Cada um sabe de si.
ResponderEliminarCumprimentos
Boa tarde
ResponderEliminarOs palestinos nem serão meus amigos, nem me verão como seu inimigo. Sou um nada para eles desconhecido.
Agora a sério.
Quando digo que dividimos o Mundo em Nós e Outros digo claramente que, dependendo do lugar em que cada um se situe, os Nós passam a Outros e o Outros passam a Nós. Penso que fui claro. Apenas referi que no caso do seu postal o Nós é o Ocidente.
Aceitar como inevitável esta Humanidade Dividida é excluir ou o Nós, ou o Outros dessa Humanidade.
O que eu desejo, que me situo neste ocidental areal da Europa, é que a Humanidade sejamos "Todos, Todos, Todos".
Certamente que com esta minha posição para uns, os mais benévolos, não passarei de um fugido do "Conde de Ferreira" e, para outros, um perigoso inimigo do Nós (seja esse Nós quem quer que seja).
Zé Onofre
Como escrevi muitas vezes, gosto da democracia e da liberdade e detesto tudo o que envolve ditaduras e totalitarismos. Para mim quem professa essas ideias será sempre o outro. Entre palestinianos e israelitas não me parece que haja grandes dúvidas acerca de que lado pratica a democracia.
ResponderEliminarBoa noite
ResponderEliminarQuando um "Governo", seja do Nós ou dos Outros, não respeita a lei internacional e, acintosamente ocupa território do Vizinhos, nem a Democracia Liberal pratica, quanto mais a Democracia.
Fui claro?
Zé Onofre
É a sua opinião. Vale o que vale. Tanto como a minha, no caso. Seja como for não se me consta que o Hamas respeite qualquer valor vagamente democrático.
ResponderEliminarBoa tarde
ResponderEliminarA questão não está em ser-se ou não democrático, porque de democracia há várias interpretações, como ambos reconhecemos.
A questão está em se respeitar os territórios dos vizinhos. E nesta questão não podemos apoiar um Estado porque ´pertence ao Nós e condenar outro Estado porque pertence ao Outros.
Seja um Estado do Nós, seja um Estado do Outros, se não respeitam os vizinhos devem ser condenados.
Zé Onofre
Tem toda a razão quanto a isso de respeitar os vizinhos, mas nisso não há inocentes.
ResponderEliminarCumprimentos