terça-feira, 16 de julho de 2024

Rouba bem e gasta mal...

O Estado não está interessado em saber se gasta bem ou mal o seu dinheiro, segundo conclui o Tribunal de Contas num recente relatório dedicado a analisar uma cena qualquer. Estamos, logo para inicio de conversa, perante um enormíssimo erro. O dinheiro que o Estado gasta não é dele. É nosso. É a nós que é extorquido sob as mais diversas formas. Será pois natural que o Estado não tenha grandes preocupações com a forma como o esbanja.


A generalidade dos portugueses também não quer saber dessas minudências. Desde que a respectiva Junta de Freguesia os leve a Fátima, a correspondente Câmara Municipal faça festas com fartura e o governo lhes dê um “subsidio” qualquer está tudo bem e o resto pouco importa. O dinheiro há-de aparecer, garantem enquanto emborcam mais uma jola.


É por outras e especialmente por estas, que não consigo criticar aqueles que conseguem eximir-se ao pagamento de impostos. Lamento, isso sim, não poder fazer o mesmo. Nem ter coragem para fazer como tantos que até as facturas do supermercado ou do combustível usam para aumentar a dedução no IRS. E fazem eles muito bem. Todos temos legitimidade para resistir quando somos vitimas de violência e, por mais que a esquerda esperneie, há que reconhecer que o nível de fiscalidade em Portugal não difere muito de um crime violento. Fugir ao fisco, portanto, é legitima defesa.

2 comentários:

  1. Tbm fiquei desiludido quando li essa conclusão. É triste, mas sabemos que é a consequência infeliz de gerir um bem publico. Para consultoria e estudos, então se for de empresas de amigos e familiares!, há sempre dinheiro. Arranja-se sempre um ajuste direto ou cabimento.

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  2. Diria que ninguém em Portugal está muito preocupado com isso. Basta olhar á nossa volta.

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