quinta-feira, 4 de julho de 2024

Cuidado com a língua

Há quem assegure que a língua portuguesa é muito traiçoeira. Não sei se isso corresponde ou não à verdade porque, a bem-dizer, isso da língua nem é o meu forte. Sou melhor noutras habilidades. Acho eu, que de vez em quando gosto de me gabar já que depois da partida da minha avó nunca mais ninguém me gabou. Mas, escrevia, de línguas percebo pouco. Se calhar outras serão muito mais traiçoeiras do que a nossa. A mim as línguas sempre me causaram uma certa espécie. Até com a espanhola, que se fala ali mesmo ao lado e aos sábados aqui na terra, tenho alguma dificuldade em lidar.


Estas patacoadas vêm a propósito de um dito que ouvi hoje de manhã numa televisão a propósito de um trágico e lamentável acidente no mar. Dizia o repórter no local que o barco ficou de pernas para o ar. A gente percebe, mas coitados dos estrangeiros que ouviram a notícia. Coisa pouco inclusiva ao nível noticioso, portanto.


Também neste âmbito das traições linguísticas, em certa ocasião um eleito do município cá da terra afiançou a quem duvidava da duvidosa utilização de algumas viaturas municipais, que todas elas dormiam nos estaleiros. Uma ou outra até ressonava, parece-me. E, já agora que com estas memórias até fiquei um bocadinho nostálgico, recordo-me igualmente quando num meeting de natação o juiz-arbitro da prova ter anunciado no sistema de som que um atleta foi desqualificado por causa de uma braçada subterrânea. E não, não era uma toupeira nem a prova foi na piscina do Benfica.

2 comentários:

  1. É com cada bacorada que até dói:))
    Beijos e um bom dia

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  2. E depois de "sairem" já não há nada a fazer...

    Cumprimentos

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