sábado, 24 de fevereiro de 2024

O BE quer empobrecer os portugueses

A doutora Mortágua insiste que é necessário baixar o preço das casas. Não se cala com isso, a gaja. Tem, até, propostas para tornar esse seu sonho em realidade. Não está a ver bem a coisa. Num país em que setenta por cento das famílias têm casa própria não me parece muito avisado nem, sequer, eleitoralmente muito vantajoso afrontar uma parte significativa dos eleitores apenas para agradar a uma percentagem que provavelmente não chegará a quinze ou vinte por cento. Sim, porque não estou a ver que existam muitas famílias que fiquem felizes com a depreciação do valor do seu imóvel. Ela lá sabe. A julgar pelo discurso nem quer muitos votos. Chegam-lhe os suficientes para obter o número de deputados bastantes para poder reclamar um lugar no governo do camarada Santos.


Tal como o camarada Raimundo, também eu não acredito em sondagens. Não creio, por exemplo, que a CDU se fique nos miseráveis dois por cento – nos dias bons - que lhe têm sido atribuídos. Ainda anda por aí gente suficiente para fazer duplicar esses números. É o que dá a esperança média de vida não parar de crescer. Igualmente não me convencem as alegadas intenções de voto no Chega. Ná, isto é um país de mentirosos. A começar por mim que, em certa ocasião, mal acabei de votar fui interpelado por uma criatura que me pediu para “votar” da mesma maneira que tinha acabado de fazer. Era para aquelas sondagens que, supostamente, nos dizem quem ganhou assim que fecham as urnas. Acedi - todo satisfeito por colaborar numa cena tão importante - e votei. Noutro.

4 comentários:

  1. Já há alguns anitos fiz o mesmo daí dar pouca relevância às sondagens embora hoje tenham mecanismos diferentes.
    Estou farta das xarangas e com elas as grandes almoçaradas e jantaradas pagas por todos nós.
    Beijos e um bom domingo

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  2. O teu comentário trouxe-me à memória uma troca de impressões um bocadinho mais acessa que, já lá vão muitos anos, tive com um dirigente associativo que tentava justificar o facto de todo o subsidio atribuido pela autarquia à sua associação cultural ter sido gasto em festarolas. Perante o meu cepticismo relativamente à bondade da despesa, disparou: "Você não quer é que as pessoas se divirtam!". E é nisto que ainda hoje se esturra o nosso dinheiro. Depois dizem-me que não se podem baixar os impostos...

    Bom domingo.

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  3. Não considero o que os candidatos dizem. Para mim, nesta altura do problema, valem zero.
    Intenções de voto? Na minha perspectiva apenas valem os votos. Farto de intenções está o mundo cheio.
    Cumprimentos, caro KK.

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  4. Noutros tempos dizia-se que os votos eram como os golos, só contavam os que entravam. Depois até alguns que não entraram passaram a contar e agora, com essa coisa do VAR, já nem todos os que entram contam...

    Cumprimentos, caro António.

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