terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Negócios com futuro

Com a mais que provável vitória do PS nas próximas eleições e consequente formação de uma nova geringonça, assistiremos a uma vaga de nacionalizações. Eles já nos andam a preparar. Mas nem valia a pena. O pessoal - ao que leio e ouço mesmo a pessoas que eu julgava que tinham juízo – não só está preparado, como até parece ansioso para que isso aconteça.


Como todos sabemos o Estado faz sempre bons negócios e é um óptimo gestor. Veja-se o caso da TAP e da CP. Depois de anos e anos de prejuízos bastou o Estado intervir para darem lucro. Seguir-se-ão os jornais e as rádios. Parece até haver um clamor nesse sentido. Ainda que, atendendo às tiragens médias, se calhar nem cinco por cento da população tenha por hábito comprar o jornal. Mas isso não interessa nada. Trata-se de um sector estratégico para o poder e com a sabedoria que caracteriza a gestão pública aquilo depressa começa a ser, também, uma actividade lucrativa.


Vão ser tempos divertidos, os que se aproximam. Mais ainda do que os do PREC. Nesses, sei porque estive lá, a diversão foi mais que muita. Agora, com redes sociais e muito mais informação, a galhofa será bastante maior. Espero que não me desiludam e estejam ao nível, no mínimo, do companheiro Vasco. Fico ansiosamente a aguardar pelo controlo público dos sectores estratégicos para a economia do país e, também, de outros não tão estratégicos quanto isso. Se, então, garantiam que “nacionalizar até as tabernas”, não se esqueçam agora de nacionalizar aquela loja que vende CD’s e disquetes e que estará em risco de fechar porque o senhorio aumentou a renda…

2 comentários:

  1. Eu só acho estranho o povo votar como vota, excluindo a abstenção. Seguramente será porque é masoquista ou não tem confiança nos outros ou são os outros que são mesmo muito fracos a convencer e a fazer?

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  2. Não tem nada de estranho. Num país de SMN, reformados, funcionários públicos e beneficiários de uma miriade completamente alucinante de subsidios estatais não se pode esperar diferente.

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