sábado, 30 de dezembro de 2023

Sejam sábios, mantenham-se burros...

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Como referi num post abaixo a esquerda não aprecia essa cena da literacia financeira. Não lhe dá jeito e percebe-se porquê. Os argumentos que usam para justificar as suas posições acerca do assunto é que podiam ser melhorzinhos. Estes, do BE, estão ao nível do anedótico. “Altos níveis de literacia financeira tendem a corresponder a decisões financeiras irresponsáveis”, garante um cartaz daquela agremiação política. Apetecia-me, só por piadola, fazer uma analogia com a educação sexual que o BE tanto se tem esforçado – e bem – por implementar no sistema de ensino. Mas não. Se calhar, dizer que quanto maior “literacia” existir nesse domínio maior a probabilidade de assumir comportamentos de risco, era capaz de ser demasiado parvo e aproximar-me perigosamente das posições do Bloco de Esquerda.


Para as ditaduras e para os aspirantes a ditadores, saber ler é muito perigoso. Entender alguma coisa destas matérias financeiras, ainda mais. É muito melhor manter a população viciada em raspadinhas, sem saber interpretar um recibo de vencimento e sem perceber os impostos que paga. Especialmente aquela parte que constitui a sua potencial base eleitoral. Mantê-los na ignorância evita que tomem decisões financeiras irresponsáveis.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Desinformação de qualidade

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Anda por aí uma lamuria, por causa da eventual falência de uma empresa detentora de vários órgãos de comunicação social, que tresanda a corporativismo. Algo que o Estado Novo muito apreciava, diga-se. Só falta, ou então já o fizeram e eu que não ouvi, apelarem ao governo para nacionalizar aquilo. Os argumentos são mais que muitos e vão desde a importância que a imprensa tem para a democracia – embora uma imprensa controlada pelo Estado seja de duvidoso cariz democrático – até à necessidade de combater a desinformação propagada pelas redes sociais.


O pior é que os jornalistas e os órgãos de comunicação social põem-se a jeito. Praticam um jornalismo de causas, não são independentes perante os factos, noticiam os acontecimentos de acordo com o seu ponto de vista e, muitas vezes, não se coíbem de manipular as noticias de forma a influenciar a perceção que o leitor tem sobre as mesmas. O caso da Argentina é por demais paradigmático. Há anos que aqueles país está num estado lastimável, mas apenas agora saltou para a ribalta. Em sentido contrário está o Brasil. No consulado Bolsonaro era um massacre diário de noticias sobre a tragédia política, social e ecológica que ocorria por aquelas bandas. Ganhou o Lula e tudo mudou. Deve ser o paraíso, aquilo. Espanha, mesmo aqui ao lado, continua distante do interesse jornalístico. Como se as cambalhotas e trapalhadas políticas absolutamente surreais do PS lá do sitio para se manter no poder não nos interessassem nada.


A ilustrar este post estão dois recortes de um assunto que a imprensa portuguesa noticiou como verdadeiro. O preço dos bilhetes dos transportes públicos na Argentina. Vale tudo. Até fazer concorrência às redes sociais em matéria de fake news.


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quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Especialista especialmente inútil

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Verifica-se, pelo menos na região onde vivo, uma gritante falta de especialistas das mais variadas especialidades. Nomeadamente daquelas que envolvem trabalho especialmente especializado. A pintura é uma, entre muitas outras, das especializações com manifesto deficite de oferta. Não há por aqui gente em quantidade suficiente a exercer a nobre profissão de pintor. Tanto assim é que, só para se ter uma ideia de quão dramática é a situação, se agendar hoje a pintura de um prédio, com sorte, mesmo com muita sorte, sou capaz de ver a obra agendada para daqui a um ano. E não há Marcelo que me valha. Nem nenhum outro especialista especializado em cunhas.


No entanto há gente que insiste em desperdiçar talento. O artista que faz estas “decorações” é um deles. A criatura tem jeito. Falta-lhe é juízo. De facto não lembra a ninguém andar pela cidade, fora de horas, a pintar paredes à borla e, pior, a arcar com a despesa da tinta. É mais um a quem, manifestamente, falta literacia financeira. Como tem tempo, vontade e jeito para a coisa podia facilmente fazer dinheiro. Assim apenas faz figura de parvo.

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Pobretes e alegretes, como gostava Salazar.

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A falta de literacia financeira dos portugueses é confrangedora e afecta transversalmente todas as faixas etárias, níveis de escolaridade e extratos sociais. Pior ainda é, ao nível dos políticos e de quem os rodeia – nomeadamente assessores e quadros das administrações públicas - desde o governativos ao autárquicos, verificar-se igual índice de analfabetismo financeiro.


Muitas destas matérias pouco ou nada têm a ver com o que se aprende nas escolas ou universidades. Há coisas que são básicas. Do senso comum, mesmo. Daí que, apesar de hoje se entender que é à escola e não aos pais que compete educar os filhos, não me pareça especialmente relevante que tenha de ser o sistema de ensino a tratar da educação financeira dos meninos. A literacia financeira adquire-se ao longo da vida e, actualmente, com tanta informação ao dispor da população só é burro nestes assuntos quem faz questão de o ser. Até a minha avó, que morreu já lá vão mais de trinta anos e não sabia ler nem escrever, era eximia a fazer contas e, desconfio, se fosse viva perceberia muito mais destas coisas que envolvem graveto do que muitos doutores que por aí ouço palrar.


Apesar de, reitero, não se me afigurar pertinente, não deixo de achar esquisito que a esquerda, sempre pronta a incluir nos currículos matérias relativas ao que cada um entende fazer na cama, chumbe sistematicamente tudo o que possa contribuir para uma melhor gestão dos recursos financeiros de cada qual. Prioridades. Mas percebe-se. Um cidadão informado e que saiba gerir a sua carteira dificilmente votará na esquerda.

sábado, 23 de dezembro de 2023

Oito biliões de portugueses

Ouvir certas alminhas discorrer acerca do tratamento dispensado pelo SNS a duas gémeas brasileiras, nomeadamente quando os argumentos usados defendem a não existência de qualquer ilicitude ou irregularidade, fico com a sensação que há quem pense que Portugal tem obrigação de tratar da saúde de toda a população mundial. Mesmo daquela, como foi o caso, que no seu país vê recusada as suas pretensões. Até um padrecas qualquer veio, um destes dias, com uma converseta a legitimar a cunha, o tráfico de influências ou lá o que tenha havido que permitiu a naturalização das crianças em tempo que pulverizou os anteriores recordes e que permitiu um tratamento efectuado contra a vontade dos médicos. Tudo alegadamente e ao que é publico.


Mesmo aquele argumento de “ah e tal, são portuguesas e têm o mesmo direito que qualquer outro cidadão” é demasiado parvo para ser levado a sério. Principalmente quando, em qualquer parte do mundo é mais fácil adquirir a nacionalidade portuguesa do que comprar um pastel de nata em Portugal. Teremos assim, segundo alguns, o dever de acolher todos os que se querem cá tratar das suas maleitas e de todas as estrangeiras que cá querem vir parir. Quem assim opina reclama também das dificuldades do SNS e da maldita direita ultra-liberal que o quer destruir. Pois. Gente inteligente, esta. Tanto que ouvi-los faz-me ter saudades do tempo em que os animais não falavam.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Uma chatice, essa cena dos arquivos...

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Com tanta gente a pretender reescrever a história, o passado está a ficar cada vez mais imprevisível. Ainda bem que existe uma coisa chamada arquivo. É que, se não fosse isso, até eu acreditava que o último resgate ao país tinha sido culpa de um tal Passos Coelho e que esse patife tinha tido o exclusivo dos cortes, da austeridade e de outras patifarias que os tipos que assinaram o memorando com a troika aceitaram fazer aos portugueses. Tipos esses que, também estava quase convencido, teriam sido os do bando do supra citado indivíduo. Só que não. O passado foi o que foi e não há volta a dar. Bom, haver há. É mesmo o que não falta por aí é quem queira dar a volta à história. Tótós a acreditarem nas patranhas desses malucos também não.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Rentabilização do espaço público

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Já em tempos dizia um ilustre socialista – quando havia socialistas ilustres e muitos ilustres eram socialistas – que apenas os burros não mudam de ideias. Eu, que não sou ilustre nem socialista e esforço-me por não ser burro, numa ou noutra circunstância também mudo de ideias. Sejam elas, as ideias e as circunstâncias, quais forem. Aconteceu-me agora, essa coisa de alterar o pensamento relativamente a um determinado assunto. As oliveiras em espaço urbano, no caso. Sempre achei horrível, idiota a bem dizer, esta recente mania de plantar aquela árvore em jardins, largos, praças ou outros recantos das localidades. Mas, reitero, mudei de ideias acerca disso. Estava errado e, confesso, não estava a ver bem a coisa. O que me fez mudar? Simples. O preço do azeite. Até acho que nesses mesmos lugares devia ser plantado um olival. Isso é que era. Ficava uma coisa toda catita e pagava-se o investimento num instante. Bom, tão depressa não digo, mas seguramente em menos tempo do que alguns, por mais errados que estejam, demoram a mudar de ideias.

domingo, 17 de dezembro de 2023

"Na terra do bom viver faz como vires fazer". Alguém que lhes ensine algo tão simples.

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O país precisa de mão-de-obra e se não há portugueses em número suficiente ou os que há não querem trabalhar, então, têm de vir trabalhadores estrangeiros. Parece simples, mas o chato da coisa é que por cá ganha-se mal. Gente com educação, bem-formada e com valores semelhantes aos nossos, como os cidadãos de leste que noutros tempos migraram para estas paragens, já não estão disponíveis para se deslocarem até aos confins da Europa. Preferem ficar mais perto de casa, nomeadamente nos países europeus que durante a governação socialista nos foram ultrapassando em matéria de riqueza gerada. Daí que sejamos actualmente invadidos por criaturas com princípios de vida substancialmente diferentes dos nossos - pior do que isso, que os rejeitam – e que fazem questão de exibir publicamente os seus, sem qualquer pudor ou respeito pela sociedade que os acolhe.


Por estes dias ocorreram dois crimes contra imigrantes oriundos da Ásia. As vozes a guinchar “racismo” foram mais que muitas. Inclusive de lideres partidários. Veio-se depois a saber que os alegados atacantes foram cidadãos portugueses de etnia cigana revoltados por os ditos imigrantes não respeitarem as regras praticadas por aquela comunidade e, vá lá saber-se porquê, a tese de racismo morreu logo ali. Tal como o assunto, diga-se. Nestes incidentes nada me surpreende. Nem o aproveitamento que determinados vermes procuram fazer destes assuntos nem, apesar de pouco noticiadas, as consequências deste choque cultural constituem grande novidade.


Deparar-me um destes dias, aqui no Alentejo, com um indivíduo em preparos idênticos aos da imagem é que para mim foi novidade. A primeira reacção foi pensar que se tratava de um fantasma. Mas não, os fantasmas não existem. De seguida ocorreu-me que já estaríamos no Carnaval. Mas também não, depressa me lembrei da data em que estávamos. Foi essa lembrança que me tranquilizou. Aquilo não se tratava de um invasor exibicionista. Se calhar era apenas um figurante de um qualquer presépio. Prefiro acreditar nisso.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Agricultura da crise

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Não é, como já escrevi noutras ocasiões, a melhor altura do ano para a agricultura da crise. Aqui pelo quintal da maison continuo sem provar o fruto – não sei que nome tem a coisa - da physalis que plantei no quintal. Apesar de lhe ter colocado um tutor aquilo não se aguenta. Os ramos são tão frágeis que partem com o peso das bagas e ficam irremediavelmente perdidos. Ainda nem um provei. Quando tiveram um aspecto apresentável – forem minimamente fotogénicos, digamos – irão aparecer por aqui.


Entretanto lá pela outra “agrária” estão a nascer as primeiras favas e ervilhas. Os alhos, que supostamente deviam ter pelo Natal o tamanho do bico de um pardal, já estão deste bonito tamanho. Na quadra natalícia, a continuar assim, deverão estar mais próximo do bico de uma cegonha. E é isto que a chuva, o frio, o inverno, as poucas horas de luz solar e outros assuntos relacionados com cenas que não vêm ao caso têm permitido fazer na agricultura da crise.

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Em terra de cegos...

Ouço a toda a hora que “o PSD não está preparado para governar”. Hilariante esta ideia. Principalmente vinda de gente que afirma sem se rir que um candidato a líder do PS, aquele alegadamente carismático, é um tipo preparadíssimo para assumir a governação do país. O homem, foi ministro nos dois últimos governos, é deputado, anda em campanha pela liderança do partido, quer ser primeiro-ministro e, pasme-me, confessou em directo numa entrevista à Rádio Observador que não sabe o valor actual do SMN e desconhece em absoluto o valor do IAS. Mas está preparado para governar e, quase de certeza, vai fazê-lo. Coisa que, a acontecer, diz muito mais acerca de quem vota nele do que acerca dele próprio. Até porque ele, honra lhe seja feita, não se importou de manifestar a sua ignorância, incapacidade e impreparação. Já a minha avó garantia que em terra de cegos quem tem um olho é rei. E é isso que o safa. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

O rigor da desinformação

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Eu cá não sou de intrigas, mas assim de repente desconfio que a SIC e de um modo geral a comunicação social já fizeram a sua escolha no que diz ao candidato a secretário geral do PS que querem ver eleito. Neste caso, em que se analisavam várias características dos dois principais oponentes, podiam ter optado por referir, sei lá, que José Luís Carneiro é o candidato mais ponderado, mais honesto, mais simpático, mais competente, mais experiente e mais preocupado com as pessoas. Mas não. Optaram por realçar que PNS é mais forte e frontal. Os únicos dois itens, em oito, onde leva vantagem. Nos outros perde em todos, mas isso não interessa nada. Escolhas. Devem ser os critérios editoriais, ou lá o que é. Estou mesmo a ver que caso o Benfica tivesse ganho seis a dois ao Farense na última jornada – coisa que podia ter acontecido se tivessem entrado metade das oportunidades de golo criadas por uma e outra equipa – a noticia seria “Farense marca dois grandes golos ao Campeão nacional”. 

domingo, 10 de dezembro de 2023

País de pedintes

A propósito desta tramóia em torno do tratamento das gémeas com o medicamento mais caro do mundo ficámos a saber, entre outras coisas, que os ministros têm assessores cujo único trabalho que fazem é apreciar os favores que os portugueses – e, pelos vistos, não só – pretendem obter do governo. Algo que, convenhamos, diz muito mais do povo que somos do que dos governantes que temos. A estes apenas fica mal, para além de condenável a todos os títulos, satisfazer a pedinchice que lhe é dirigida com o dinheiro dos impostos que alguns pagamos.


A este propósito recordo um caso, já com muitas décadas, envolvendo um pedido dirigido a Mário Soares, à época Presidente da República, por alguém que conheci e que toda a vida passou dificuldades da mais variada ordem. Daquelas mesma à séria. Na volta do correio, o então Presidente lamentou não poder solucionar os inúmeros problemas descritos na missiva que lhe tinha sido endereçada e juntou um cheque de cinco contos. Da sua conta. Outros tempos.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Okupas e outros vermes

Em Espanha, mesmo aqui ao lado, a ocupação de casas por parte de máfias organizadas e meliantes de todas as origens e motivações é uma coisa corriqueira. Graças à legislação patrocinada pela esquerda e extrema-esquerda no poder, qualquer um que veja a sua propriedade ocupada pouco ou nada pode fazer para expulsar os delinquentes e retomar a posse daquilo que é seu. Não pode, sequer, mandar desligar a água, luz ou comunicações. Tem de continuar a pagar as contas, pois caso não o faça as operadoras recorrem à execução e o salário da vitima é penhorado num ápice. A maneira mais eficiente para estas pessoas recuperarem os seus imóveis tem sido o recurso às empresas de desocupação, mas até isso está na mira da esquerda espanhola que já tentou pela via legislativa terminar com esta actividade. Só não conseguiu por ainda haver, entre os deputados do PSOE, meia-dúzia de pessoas com bom senso que votaram contra esta intenção e evitaram a criação de uma maioria que aprovasse a lei. Nas últimas eleições já devem ter ficado fora das listas e por isso, mais dia menos dia, nem essa hipótese restará aos espanhóis.


Por cá, ainda que pontualmente, já vamos tendo noticias do incremento desta criminalidade. Embora apenas através de relatos partilhados nas redes sociais ou numa ou noutra publicação de meios de informação alternativos. Os média do regime se um dia derem conta destas coisas, tal como em Espanha os média locais, estarão do lado dos criminosos. A lei portuguesa, por enquanto, permite a rápida expulsão de qualquer intruso que invada propriedade privada. Não deve tardar a ser alterada. Por ora o mais parecido que temos com os okupas espanhóis são os inquilinos que não pagam a renda. Outra praga.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

As figuras geométricas estão pela hora da morte

O governo não precisava de mudar o logótipo. Não serve de nada. Bastava mudar o “tipo”, que o “lógo” não incomodava ninguém. Mas fê-lo, segundo informação oficial, para proporcionar uma imagem inclusiva, plural e laica. O que é uma óbvia estupidez. Um rectângulo verde, um circulo amarelo e um quadrado vermelho, ainda que todos juntos e por mais que olhe para eles, não me transmitem nenhuma dessas sensações. Antes pelo contrário. Não está lá o azul e isso, desconfio, exclui uns quantos que amam o que essa cor representa para alguns portugueses. O encarnado, quase de certeza, aborrece mais uns tantos. Principalmente porque é o dobro do verde. Uma mensagem subliminar, calculo.


Entretanto a empresa que fez aquela coisa abotoou-se com setenta e quatro mil euros à conta do trabalhinho. Não será tudo lucro, que aquilo deve ter consumido horas e horas de trabalho altamente especializado e, naturalmente, essas coisas pagam-se. O preço, ao contrário do que acontece com muita gente, não me choca. Até porque estou habituado a estes valores. São uma espécie de tabela. Os contratos de prestação de serviços para as administrações públicas – nomeadamente em matérias desta natureza e outras que envolvam especialidades técnicas – têm uma estranha tendência para ficarem ali a “raspar” os setenta e cinco mil euros. Os “trocos” que faltam para aquele valor devem ser para os envelopes. 

domingo, 3 de dezembro de 2023

A caminho da maioria absoluta...

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Ou seja, estamos a um pequeno passo da maioria absoluta dos serviços de urgência que não funcionam em pleno ou, até, nem funcionam de todo. Maldito Passos Coelho...isto com o PS é que é bom!


Curioso que com o Partido Socialista anda tudo à volta do número quarenta e quatro. Deve ser uma espécie de fétiche. Ou, então, é uma sina. Mas, seja uma ou outra coisa, faz sentido. Como diria a minha sábia avó, eles procuram-se uns aos outros. 


Por falar em fétiches, sinas e outras cenas esquisitas. O que levará um acérrimo apoiante de Sócrates - talvez o lider mais à direita que o PS alguma vez já teve - a apoiar agora entusiasticamente PNS  o provável secretário-geral mais à esquerda que aquele partido corre o risco de ter?! Coerência ideologica não será certamente. Deve, quiçá, qualquer coisa ao nível do pragmatismo, ou isso. 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Isto anda tudo ligado

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1 – Ai anda, anda. Há muito que dei conta que os gajos do Facebook escutam as nossas conversas. Falamos de um produto qualquer e, vai daí, aparece-nos publicidade a uma qualquer marca que comercializa o dito produto. A foto, no entanto, ilustra uma coisa diferente. Aquilo não é publicidade. Nem truncagem. É apenas uma curiosa sequência na timeline daquela rede social. Mesmo muito curiosa. Só isso. Até porque, quase de certeza, não será aquela funerária a fazer – num dia que se espera longínquo – o enterro do velho peidoso.



2 - Garante um estudo qualquer que a “maioria dos portugueses (63%) aceitaria um aumento do imposto sobre os rendimentos para ajudar as pessoas com rendimentos mais baixos a suportar os custos da adaptação climática e transição energética”. É o que dá fazer estes inquéritos na fila para o RSI. Ou a quem ganha o SMN. Eu, se me perguntarem, também garanto que aceitaria com toda a bonomia do mundo o aumento dos impostos sobre o tabaco, a posse de animais de estimação ou, até, sobre o sushi.


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3 - Entretanto fiquei hoje a saber que graças ao “Livre”, pelo incrível preço de quarenta e nove euros mensais posso adquirir um fantástico passe ferroviário que me vai permitir viajar de comboio por onde me apetecer. Ou quase. Que aquilo não serve para todos os comboios. Nem para todo o país. Nem, muito menos, para todos os portugueses. O que me parece mais uma boa razão a juntar a todas as outras pelas quais não gosto de pagar impostos.