domingo, 9 de julho de 2023

Agricultura da crise

abrunhosx.jpg


 


cebolasx.jpg


 


alhosx.jpg


É tempo de colheita na agricultura da crise. Dos figos, lamentavelmente, não há registo fotográfico. Desta vez as alterações climáticas – ou seja lá o que fôr – anteciparam a maturação em cerca de duas semanas. Coisa que deve ter baralhado a passarada, o que permitiu fazer uma colheita antes que os bandos de voadores esfomeados os devorassem.


Os alhos foram vitimas do patife do costume. Levou parte significativa da produção ainda antes de estarem prontos para a colheita. Dá-lhe para isto. O que me faz espécie é que não lhe dá para arrancar as ervas. Uma questão interessante para um estudo cientifico acerca do comportamento humano no âmbito das patologias ao nível da psique.


As primeiras cebolas e os primeiros abrunhos também estão aí. Tudo a IVA zero, sem qualquer produto químico nem corantes ou conservantes. Já do preço de todos estes produtos não sei nada. Estarão ao preço que o mercado estiver disposto a pagar por eles. Pelo menos enquanto o governo não ceder ao pedido de cada vez mais criaturas no sentido de fixar os preços máximos a que podem ser vendidos. Será o primeiro passo para a escassez, mas vá lá perceberem isso...


 

4 comentários:

  1. Que bela colheita e esta é a minha rubrica preferida:).
    Ainda não apanhaste o "patife do costume"?
    Já agora eu diria que são ameixas e referes abrunhos qual a diferença? Os abrunhos para mim são muito mais pequenos e bem escuros. Estarei enganada?
    Adorei vir aqui e até já me passou a neura com que acordei:)))
    Beijos e um bom dia

    ResponderEliminar
  2. O patife que me ataca a horta está identificado...não lhe posso é fazer nada. Se fizesse ainda era mais maluco que ele!

    Sim, são "ameixas rainha-cláudia". Nesta região são conhecidas também por abrunhos. Pelo menos é o que sempre lhes tenho ouvido chamar!

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  3. Não há alterações climáticas. Há mudanças de ritmos no planeta; e as plantas, desde há milhões de anos, sabem lidar com elas. Senão não haveria plantas.
    Eu sempre tive grande admiração pelos agricultores — com crise ou sem crise. Têm sempre a voz do povo, com milhares de anos, nos ditados populares. Mas sempre souberam aproveitar as "deixas" da Natureza.
    Vamos, KK, continue no bom caminho.
    O patife do costume poderá ser poderá passar a ser chamado o patife do Karl Alho.

    ResponderEliminar
  4. Esta é uma actividade pós-laboral que me consome imenso tempo - a mim e à minha Maria, que é a verdadeira "alma mater" daquilo - mas tem valido a pena.

    ResponderEliminar