Desconheço se, quando há eleições em Portugal, no Brasil também se verifica um frenesim semelhante aquele em que têm andado as televisões portuguesas relativamente ao sufrágio presidencial brasileiro. Provavelmente não. E fazem eles muitíssimo bem. Reconheço que não é todos os dias que dois patifes, que conseguem reunir o que de pior existe na política, se degladiam pelo poleiro. Mas, convenhamos, mas não era preciso tanto chinfrim. Até porque, tirando os brasileiros que vivem cá e meia dúzia de patetas extremistas de um e de outro lado, a ninguém importa qual dos dois malandros ganha aquilo. A diferença entre eles é a mesma que existe entre a merda de cão e a merda de gato. Saber isso já é informação mais do que suficiente.
Desconfio que estou a ficar com um calo no polegar de tanto mudar de canal à procura de um que não fale desses merdosos. Tem estado difícil. Valha-nos, a espaços, a CMTV e o Porto Canal. Corrupção, ladroagem e manigâncias de toda a ordem prefiro as nossas.









