
“Não podem ser sempre os mesmos a pagar”, vão hoje berrar una quantos patetas. Poder podem, mas não deviam. Nisso, ao menos, estamos de acordo. Fazer incidir o foco da austeridade sempre sobre os mesmos não me parece nada bem. O problema é que o conceito de “mesmos” afigura-se diferente consoante a perspetiva. E a minha é claramente diferente daquela que é protagonizada pela esquerda barulhenta. O meu conceito de sacrificados pelo pagamento das “favas” inclui aqueles que, trabalhando, ganham setecentos, oitocentos ou mesmo mil euros, pagam uma barbaridade de impostos e não têm aumentos quase há vinte anos. Diferente, muito diferente, do que é propalado pela esquerda em geral, desde o governo ao BE, que só se preocupa com quem não paga impostos, tem tudo e mais um par de botas à borla e, no mesmo período de tempo, viu o seu vencimento - SMN - crescer quase cem por cento. Os mesmos que pagam a crise também não são, seguramente, os reformados que auferem dois ou três mil euros e, ainda assim, para os quais a esquerda “orientou” um aumento.
É desta demagogia que se alimenta o PCP. Obviamente que não consegue enganar o eleitorado. Quase toda a gente já percebeu quem é que, de facto, paga a crise. Daí que precise de se disfarçar. Criar organizações fantoches e arregimentar palhaços constitui uma estratégia que pode ter resultado há quarenta anos, mas que hoje não engana ninguém. Até porque os palhaços estão velhos, de cabelos e barbas brancas, quais pais-natal. E nesses já nem as crianças acreditam.
Lembrei-me do Sr. Fritz no Zip Zip. O que o trazia a Portugal era a vida barata. E exemplificava com um amigo que há 20 anos ganhava 1.800$00 e nunca fora aumentado. No tempo do Caetano.
ResponderEliminarOs 'exemplares' do costume.
ResponderEliminarSó lhes falta cantarolar 'a morte saiu à rua la la la', inspirados por José Afonso.
Não, não tenho pachorra.
Cumprimentos, caro KK.
O que significa que ganhamos menos...
ResponderEliminarEstranhamente não lhes dá para as grandoladas de outros tempos...
ResponderEliminarCumprimentos
Tem toda a razão.
ResponderEliminarOs jovens e precários que paguem a crise.
Afinal, não são quem tem mais força e energia?
Jovens, precários e todos os outros menos os reformados, pessoal do SMN e dos apoios sociais...
ResponderEliminarAté dá para pensar se a única solução, para quem quiser usufruir dessas benesses, não será assaltar os «regimes vigentes» (quaisquer que eles sejam) e fazer uma «abrilada» (seja ela qual for).
ResponderEliminarTalvez só «à força», haja alguma esperança.