sábado, 4 de junho de 2022

Os “meus” mesmos são outros

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“Não podem ser sempre os mesmos a pagar”, vão hoje berrar una quantos patetas. Poder podem, mas não deviam. Nisso, ao menos, estamos de acordo. Fazer incidir o foco da austeridade sempre sobre os mesmos não me parece nada bem. O problema é que o conceito de “mesmos” afigura-se diferente consoante a perspetiva. E a minha é claramente diferente daquela que é protagonizada pela esquerda barulhenta. O meu conceito de sacrificados pelo pagamento das “favas” inclui aqueles que, trabalhando, ganham setecentos, oitocentos ou mesmo mil euros, pagam uma barbaridade de impostos e não têm aumentos quase há vinte anos. Diferente, muito diferente, do que é propalado pela esquerda em geral, desde o governo ao BE, que só se preocupa com quem não paga impostos, tem tudo e mais um par de botas à borla e, no mesmo período de tempo, viu o seu vencimento - SMN - crescer quase cem por cento. Os mesmos que pagam a crise também não são, seguramente, os reformados que auferem dois ou três mil euros e, ainda assim, para os quais a esquerda “orientou” um aumento.


É desta demagogia que se alimenta o PCP. Obviamente que não consegue enganar o eleitorado. Quase toda a gente já percebeu quem é que, de facto, paga a crise. Daí que precise de se disfarçar. Criar organizações fantoches e arregimentar palhaços constitui uma estratégia que pode ter resultado há quarenta anos, mas que hoje não engana ninguém. Até porque os palhaços estão velhos, de cabelos e barbas brancas, quais pais-natal. E nesses já nem as crianças acreditam.

7 comentários:

  1. Lembrei-me do Sr. Fritz no Zip Zip. O que o trazia a Portugal era a vida barata. E exemplificava com um amigo que há 20 anos ganhava 1.800$00 e nunca fora aumentado. No tempo do Caetano.

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  2. Anónimo12:30 p.m.

    Os 'exemplares' do costume.
    Só lhes falta cantarolar 'a morte saiu à rua la la la', inspirados por José Afonso.
    Não, não tenho pachorra.
    Cumprimentos, caro KK.

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  3. O que significa que ganhamos menos...

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  4. Estranhamente não lhes dá para as grandoladas de outros tempos...

    Cumprimentos

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  5. Tem toda a razão.
    Os jovens e precários que paguem a crise.
    Afinal, não são quem tem mais força e energia?

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  6. Jovens, precários e todos os outros menos os reformados, pessoal do SMN e dos apoios sociais...

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  7. Até dá para pensar se a única solução, para quem quiser usufruir dessas benesses, não será assaltar os «regimes vigentes» (quaisquer que eles sejam) e fazer uma «abrilada» (seja ela qual for).
    Talvez só «à força», haja alguma esperança.

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