Ainda me lembro daquela ideia de distribuir dinheiro à população, com o intuito de estimular o consumo e fazer crescer a economia, arrancar sorrisos trocistas a quase toda a gente. Não passava de uma teoria de académicos e a ninguém ocorria que alguma vez fosse posta em prática. Era, o que se podia chamar, uma ideia parva. Contudo, como para provar que a realidade ultrapassa sempre a ficção, está a acontecer. É o que o governo, através da segurança social, está a fazer ao distribuir dinheiro aos fiscalmente mais pobres. Diz, pelo menos é a justificação oficial, que serve para apoiar as famílias mais vulneráveis a fazer face à carestia de vida. Explicação que, confesso, me deixa com os queixos à beira das unhas dos pés. Verdade que não percebo nada de economia, mas recordo-me de, ainda não há assim tanto tempo, ter ouvido o “Ronaldo das finanças” alertar para a necessidade de evitar aumentos salariais que compensem a inflação. Garantia a ilustre criatura que isso provocaria uma espiral inflacionista, ou lá o que era. Afinal parece que não. Ou, então, essa coisa da inflação só cresce se o dinheiro gasto for resultante do trabalho. Caso for proveniente de um qualquer subsiodiozinho, se calhar, até murcha.
ResponderEliminarTambém fiquei de "queixo caído"
Beijinhos, Kruzes
Feliz Dia
Dar dinheiro ao povo? Está tudo bêbado...
ResponderEliminarDeem-lhe trabalho e adequada remuneração. O povo sempre soube o que lhes havia de fazer.
"Quem não trabuca, não manduca" diziam a minha avó e as minhas tias.
E não é para menos!
ResponderEliminarCumprimentos
"Quem não trabuca, não manduca"... Isso era dantes!!! Agora é mais ao contrário. A quem não trabuca é que não pode faltar nada para manducar!
ResponderEliminarCumprimentos