quinta-feira, 23 de junho de 2022

Espiral murcha

Ainda me lembro daquela ideia de distribuir dinheiro à população, com o intuito de estimular o consumo e fazer crescer a economia, arrancar sorrisos trocistas a quase toda a gente. Não passava de uma teoria de académicos e a ninguém ocorria que alguma vez fosse posta em prática. Era, o que se podia chamar, uma ideia parva. Contudo, como para provar que a realidade ultrapassa sempre a ficção, está a acontecer. É o que o governo, através da segurança social, está a fazer ao distribuir dinheiro aos fiscalmente mais pobres. Diz, pelo menos é a justificação oficial, que serve para apoiar as famílias mais vulneráveis a fazer face à carestia de vida. Explicação que, confesso, me deixa com os queixos à beira das unhas dos pés. Verdade que não percebo nada de economia, mas recordo-me de, ainda não há assim tanto tempo, ter ouvido o “Ronaldo das finanças” alertar para a necessidade de evitar aumentos salariais que compensem a inflação. Garantia a ilustre criatura que isso provocaria uma espiral inflacionista, ou lá o que era. Afinal parece que não. Ou, então, essa coisa da inflação só cresce se o dinheiro gasto for resultante do trabalho. Caso for proveniente de um qualquer subsiodiozinho, se calhar, até murcha. 

4 comentários:


  1. Também fiquei de "queixo caído"

    Beijinhos, Kruzes
    Feliz Dia

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  2. Dar dinheiro ao povo? Está tudo bêbado...
    Deem-lhe trabalho e adequada remuneração. O povo sempre soube o que lhes havia de fazer.
    "Quem não trabuca, não manduca" diziam a minha avó e as minhas tias.

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  3. E não é para menos!

    Cumprimentos

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  4. "Quem não trabuca, não manduca"... Isso era dantes!!! Agora é mais ao contrário. A quem não trabuca é que não pode faltar nada para manducar!

    Cumprimentos

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