sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Burgueses, maltezes e... burros doutores. Ou doutoras.

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Nos primeiros anos de trabalho integrava um restrito grupo de jovens trabalhadores extremamente mal pagos. Ninguém, na organização, ganhava menos do que nós. Situação que, obviamente, me desagradava e contra a qual manifestava de forma mais ou menos veemente o meu protesto. Recordo-me de um ou outro episódio em que a coisa só não foi a pior porque os “camaradas” me aconselharam, digamos assim, a não fazer muitas ondas. Até porque, fizeram questão de me recordar, eu era um burguês e que não podia estar para ali a comparar o meu com os vencimentos significativamente superiores dos colegas operários. Estes, coitados, trabalhavam sob as agruras do clima enquanto eu, um privilegiado do sistema, passava o dia num gabinete, sentado a uma secretária e ao abrigo das intempéries, borrascas, do sol abrasador e demais devaneios climatéricos. Ou seja, ganhava pouco – aquilo pouco passava do salário mínimo – mas estivesse caladinho.


Este discurso patético está de volta. Hoje é esta criatura que opina nos jornais. Esta senhora pode ser doutorada naquilo que quiser mas, por mais livros que carregue ou cursos que tire, uma besta será sempre uma besta. Defender uma barbaridade destas está ao mesmo nível do argumentário daqueles que achavam que o gajo que varria a rua devia ganhar bastante mais do que o tipo que lhe fazia o ordenado. Mas aqueles, infelizmente, eram praticamente iletrados e desta realidade pouco mais conheciam do que lhes ensinavam no partido. O que esta “economista” propõe é ainda pior. Não se limita a discriminar o trabalhador em função do seu local de trabalho como -  independentemente do vencimento e alguns ganham pouco mais que o SMN -  quer que sejam penalizados fiscalmente por isso.


A falta de vergonha desta gentinha de esquerda não me espanta. Tenho, como referi, uma vasta experiência a lidar com ela. O que ainda me surpreende é ver tantas pessoas inteligentes, ponderadas e de bom senso, acharem que o caminho é seguir estas ideias.

8 comentários:

  1. Creio que e (ir)responsabilidade do "I" ao dar-lhe a primeira página é ainda pior...

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  2. "Burguesia do teletrabalho" ?????
    Mas o que é isto????
    Estes é que têm de pagar a crise???
    Uma "iluminada" ...

    Beijinhos Kruzes
    Resto de Dia Feliz

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  3. Pois...mas a opinião é dela!

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  4. Esta gente é louca. Conheço quem esteja em teletrabalho e ganhe o salário minimo. São burgueses? Bom, talvez...para os padrões de países governados pela esquerda!

    Cumprimentos

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  5. A opinião a meu ver completamente desfasada de tudo é dela o que me leva a pensar que deve estar muito bem na vida. Na actual situação do país será que ela se preocupa com situações "abaixo de cão"????
    Tudo isto me tira do sério !
    Beijos e BFS

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  6. Anónimo2:52 p.m.

    O que fará na vida (de útil), a besta Peralta?
    Em frente que atrás vem gente!
    Cumprimentos, caro KK.

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  7. Para esta gente qualquer solução passa sempre por aumentar impostos. Tenho uma certa curiosidade em saber qual será o limite...

    Cumprimentos

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  8. A senhora tem um vastissimo curriculo, mas isso não a impede de ter opiniões parvas...

    Cumprimentos

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