Dos muitos textos que já se escreveram e publicaram acerca da trágica morte do jovem cabo-verdiano em Bragança, retive este excerto de um deles. Publicado, se calhar apenas por acaso, por alguém que se afirma ideologicamente de esquerda. “Mas alguém tem alguma dúvida de que se fossem 15 jovens negros a espancar um jovem branco e, como consequência, este morresse, com culpa ou não daqueles, nesse mesmo dia ou no seguinte esse assunto encheria os jornais e telejornais?! Já lá vão mais de dez dias! Deixem-se de ser hipócritas”.
Não posso estar mais de acordo. Mas, a fazer fé nos inúmeros relatos do que alegadamente se terá passado, nunca a coisa podia encher telejornais. Não seria politicamente correcto. Daí a censura, a desinformação e a manipulação da opinião pública. Estes acontecimentos apenas constituem motivo para largas horas de debates, reportagens, declarações de ministros ou abraços presidenciais quando os agressores não integram qualquer espécie de minoria. Étnica, sexual ou outra. Pois, como toda a gente sabe, apenas ao homem branco, heterossexual e que não faça parte de nenhum grupo minoritário com opções esquisitas assiste essa coisa do racismo. Fazendo minhas as palavras do esquerdista, deixem-se de ser hipócritas!
A hipocrisia começa, tal como nos fariseus, por aqueles que "se julgam puros".
ResponderEliminarPuros só os Habanos — entre nós, pelos 30 anos fumei uns 15 magníficos "Conde de Monte Cristo" que me couberam como herança após o meu Pai ter morrido.
Em poucos dias a PJ (entre outras autoridades) descobriram a trama completa desta tragédia. Quando fui adolescente, e caso fosse necessário, umas lambadas resolviam a coisa — para mim, nem o elefante gosta de levar na tromba.
Desde os 10 anos, criado na primária, no Liceu e na Faculdade com pretos e com macaenses, nem sabia o que era racismo. Teve que vir o glorioso 25 (glorioso tal como o benfica) para aprender o que uns palermas queriam com o racismo.
Badamerda (português clássico e algo fora de moda) para os palermas.
Agora nem a dextra, nem a sinistram, piam. Uma caca de política...
Abraço
Curioso que num tempo em que todos gostam de chamar os bois pelos nomes não se possa chamar preto a um preto, cigano a um cigano, ou paneleiro a um maricas...
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