domingo, 5 de janeiro de 2020

Irmandade dos estudiosos descalços

Isto de estudos há-os para todos os gostos, de todas as espécies e a propósito de tudo. E de nada, também. Hoje, em lugar de ir à missa, li as principais conclusões de dois desses alegados trabalhos científicos.


Um deles conclui que, nessa coisa do on-line, os portugueses não querem saber para nada do chamado discurso de ódio. Estão sim, pasmam os estudiosos, preocupados com o roubo de identidade e de dados bancários. Isto apesar da intensa campanha de uma certa intelectualidade que anda há anos a tentar convencer-nos que somos uns racistas do piorio. O que apenas evidencia, se tal fosse necessário, a diferença entre opinião pública e publicada.


Noutro, publicado numa revista de âmbito médico-cientifico, garante-se que andar descalço é optimo para a saúde. Aquilo é só vantagens. Ao nível do lombo, então, é do melhor. O pé habitua-se, ganha calos e ao fim de algum tempo nem se nota a diferença. Para dar mais crédito à coisa dão o exemplo do Quénia. Diz que os quenianos – muito deles - andam descalços, correm que se fartam e são gajos que vendem saúde. Pode ser que sim. Mas, por mim, prefiro as dores nas costas. Cá me vou aguentando.

2 comentários:

  1. Quanto ao primeiro estudo não me pronuncio por não saber.

    Quanto ao segundo e porque também li é verdade sim senhor...andar descalço faz bem à saúde sobretudo ao "lombo" palavra tua:)))

    Agora diz-me na época em que devido à precariedade económica como é que se andava? Sorte dos que tinham um par para sair e ou à missa:) Cresci nessa realidade num país quente e ainda hoje ando em casa apenas de meias e não sofro do "lombo". Sofro muito mais e apenas dos pés quando tenho de comprar sapatos.

    80% dos velhos que conheço sofrem do "lombo" devido aos duros trabalhos a que foram sujeitos quando crianças. Era preciso? Era...assim mandava o besta que comandava Portugal...manter o povo "burro e precário" para ter mais para si. Hoje falam desta geração que teme o frio, o andar descalço etc.etc. e continuam rijos a plantar e cuidar dos legumes e frutas para depois dar aos filhos. Podem sofrer de outras patologias porque a idade não perdoa não achas?

    Abraços e um bom dia

    ResponderEliminar
  2. Os meus familares mais velhos relatam um tempo em que os sapatos, quando os havia, eram apenas para dias de festa. Ainda bem que hoje é muito diferente.

    Quanto ao "Botas"... isolou o paí e isso pagou-se muito caro em miséria, fome e o resto que se sabe.

    ResponderEliminar