sexta-feira, 1 de março de 2019

Escandaleiras

Escândalos e mais escândalos. Desde as nomeações até às doações. Do governo central às autarquias locais. Em comum, em ambas as escandaleiras, está a família. A que se nomeia para cargos públicos, a que é contratada para empregos remunerados com dinheiro público e aquela “família” que, não sendo de sangue, é de interesses.


Percebo que seja a nomear, a contratar ou a controlar coisas se privilegie a família. De toda a espécie. É condenável, mas entende-se. Afinal quem parte e reparte – mesmo o que não é seu – e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte. Nem vergonha, acrescento eu. O que já não compreendo é a arrogância. O quero, posso e mando. O não admitir contestação ou que alguém ouse contrariar, condenar ou simplesmente criticar o seu comportamento. Como se esta merda – ou aquela, ou a outra – fosse tudo deles. Isso, para mim, ainda é pior. É coisa de gente reles, desprezível e sem carácter que, em muitas circunstâncias, se coloca a si própria numa espécie de altar. Com alguma razão, se calhar, atendendo às hordas de sabujos que os rodeiam.

2 comentários:

  1. Faço minhas as tuas palavras e só acrescento "as candidaturas só para inglês ver" quando antes já exista nomeados.

    Beijos e um bom fim de semana

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  2. Essas então são à descarada. Já nem se preocupam em as disfarçar.

    Bom domingo!

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