
A obsessão em torno dos animais já ultrapassou tudo o que se pode definir como razoável. Um dia destes nem um gafanhoto se pode esmagar sem que apareçam uns quantos parvos a reclamar da violência exercida sobre o insecto. Foi isso que sucedeu com um video, divulgado na internet por um cidadão espanhol, em que o autor acerta em cheio numa aranha com um dardo, provocando, naturalmente, a sua morte. Do aracnideo, claro. As ameaças, as injurias e o desejo de uma morte lenta e dolorosa para o homem foram mais que muitas, evidenciando o triste estado a que chegaram estes desgraçados dos amantes da bicharada.
Por mim estou-me nas tintas para essa cambada. Vou continuar a abatê-los. É a vida.
Se o animal nao faz mal e não é um risco, deixe-os estar - é o meu lema.
ResponderEliminarNão preciso de os esborrachar. E se der para afugentar pela janela, melhor ainda.
Mas se não der, lamento mesmo.
Melgas, moscas, insectos - quero-os esborrachados Ahah.
Abro a janela e ponho-me que nem palhaça a direcionar com os braços a mosca para a saída. Quem faz isto sabe que são insectos muito burros, chegam perto e voltam atrás. Ora, uma pessoa estendeu ao bicho uma alternativa. Se ele não a tomar, arrisca-se a ser esborrachado. Com pena mas, ou é isso ou é sujeitar-me a comer sopa com moscas, carne com ovos de larvas, etc etc.
Aranhas, idem aspas.
Se se deixarem apanhar voltam para o exterior. Se se posicionarem no teto são esborrachadas. É isso ou arriscar acordar com a casa cheia de teias de aranha e aranhinhas a sair dos ouvidos.
Mas isto para dizer que adoro animais e respeito a vida até dos insectos. Mas concordo que as pessoas andam a descontextualizar as coisas e pensam de uma maneira muito idealista radical. Quase que aposto que são as mesmas que, tendo a aranha no quarto, a matavam à chinelada. Mas esse indivíduo usou um dardo... ui!
Agora também lhe digo: se ele faz disso desporto, então concordo com essas pessoas. Se andar a colectar aranhas para as colocar na parede para testar a pontaria. Aqui é que está a diferença. Não tanto no acto, mas na intenção. Se sente prazer, derivado da percepção de ter sido quem teve o poder de tirar uma vida, algo está errado. Se o prazer for de alívio e de segurança, é normal.